Desenvolvido nos anos 70 pelo físico israelense Eliyahu Goldratt, a Teoria das Restrições (TOC, do inglês Theory of Constraints) é um modelo de gestão baseado em uma filosofia com foco na lucratividade. Com o objetivo de elevar o lucro de uma empresa o mais rápido possível, essa teoria trabalha combatendo as restrições do sistema empresarial.

Pode parecer muito complicado, mas na aplicação prática, os resultados tendem a ser claros e consistentes. Esse combate, por exemplo, tem a ver com o método de enxergar uma corporação como um conjunto de processos interligados, em vez de segmentados.

Quer entender melhor sobre a teoria das restrições e descobrir como ela pode trazer benefícios para a sua empresa? Então continue acompanhando este artigo.

O que é a teoria das restrições e como ela se aplica?

Elaborada por Eliyahu M. Goldratt no livro “A Meta” (1984), a teoria das restrições foi desenvolvida como uma proposta para auxiliar empresas a promover mudanças na gestão por meio da lógica, do pensamento sistêmico e da metodologia científica.

As etapas dessa proposta partem de uma premissa muito mais básica do que se imagina. Segundo a teoria, a aplicação prática no dia a dia corporativo deve começar com a reflexão e busca por respostas para as seguintes perguntas:

  1. O que deve ser mudado?
  2. Qual o motivo da mudança?
  3. Como começar a mudança?
  4. Quais são os resultados que a empresa obterá ao final?

Mas o que são as restrições?

Se você ainda não entendeu de que modo o termo “restrição” se aplica na prática da companhia, basta pensar que uma restrição é aquilo que impede sua empresa de alcançar seus objetivos. Como cada empresa tem metas diferentes, as restrições podem significar coisas distintas. Ainda que, muitas mantenham a obtenção do lucro e o bom funcionamento do negócio como objetivos principais.

Vale dizer que as restrições se dividem em dois tipos básicos: as físicas e as não físicas. As restrições físicas estão ligadas aos recursos físicos e posses, como equipamentos e ferramentas. As restrições não físicas variam entre si, englobando procedimentos da organização, demandas específicas e, até mesmo, a maneira como a empresa lida com problemas.

Uma vez que a empresa consegue identificar quais são essas restrições, suas chances de crescimento só tendem a aumentar, assim como suas possibilidades para alcance dos resultados de forma contínua.

Como utilizar a teoria das restrições?

Agora que você já sabe o que é essa teoria e como o mapeamento das restrições pode trazer vantagens, chegou a hora de aprender a colocar tudo em prática.

1. Identifique a restrição principal

Primeiramente, busque encontrar a restrição que está impedindo o ganho financeiro imediato do empreendimento. Essa é a restrição principal (ou restrições), que pode ser interna ou externa. Sendo que a interna está conectada com as operações dentro da empresa (oferta) e a externa tem a ver com o mercado (demanda).

A boa dica para o mapeamento rápido é procurar pelo posto de trabalho que requer maior tempo na cadeia de produção para cumprimento da demanda.

2. Melhore a restrição

Depois que você encontrou a restrição que está atrasando o retorno financeiro da empresa, chegou a hora de explorá-la. Isso significa que você deve implementar melhorias e novas práticas com o objetivo de elevar a capacidade do recurso.

A ação precisa ser imediata. Trata-se de transformar a restrição em uma capacidade produtiva capaz de gerar benefícios corporativos.

Quer exemplos? Se a fraqueza identificada for um profissional, descubra o que pode ser feito em prol de aumentar sua habilidade produtiva. Se a restrição for um processo errôneo, veja se é possível mudar o sistema ou utilizar outras estratégias.

3. Sujeite todos os outros processos à restrição

É muito importante saber que todos os outros recursos e sistemas da organização precisam ser maiores do que a limitação, porém não superiores a ela. Caso sejam muito superiores à restrição, eles entrarão em desperdício.

Assim, você deve adequar a produção da empresa para alcançar os objetivos e metas conforme a restrição existente. Exemplificando, imagine novamente que a raiz do problema é a capacidade de um profissional. De que vai adiantar impulsionar todos os colaboradores a produzirem mais? Pelo contrário. A tendência é que o problema persista até que seja solucionado.

Se a capacidade de um profissional é uma restrição que trava a empresa, há alta probabilidade que esse colaborador seja o gestor de um departamento. Ou seja, independentemente do desempenho dificilmente a equipe dele conseguirá bons resultados.

4. Eleve a restrição do sistema

Enquanto no segundo passo falamos sobre a implementação imediata de novas práticas e melhorias, agora é o momento de elevar a restrição ao máximo da sua capacidade.

Nesse sentido, se o elo mais fraco representar um gargalo de produção, você pode elevar a capacidade adquirindo novas máquinas e equipamentos, ou aplicando metodologias e ferramentas para a melhoria contínua com o foco no combate aos desperdícios e aumento da produtividade. Já uma restrição externa pode pedir investimentos mais expressivos no setor de marketing e vendas.

5. Inicie o processo de mapeamento de restrição novamente

Quando a restrição inicial é, de fato, eliminada, o ideal é todo o processo se reiniciado em busca de verificar se existem novas restrições. Nada pode impedir a empresa de crescer e alcançar seus resultados. Essa é a metodologia por trás da TOC.

Sendo assim, lembre-se que a melhoria contínua é fundamental para o processo como um todo. Se durante a monitoração você se certificar de que o recurso tratado continua sendo uma restrição do sistema, não hesite e refaça alguns passos. O mesmo vale ainda que seja preciso retornar para a primeira etapa.

Como você viu, a teoria das restrições é uma filosofia desenvolvida com base em técnicas de programação linear para planejar a produção. Para potencializar e aumentar os lucros de um negócio, ela promove um mapeamento completo do o sistema, abrindo portas para a identificação de falhas e propostas com soluções. Nada melhor do que uma ação dessas para incentivar melhorias nos processos da sua empresa!

Agora que você sabe muito mais sobre essa teoria, que tal compartilhar este artigo em suas redes sociais?

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