É possível prever o futuro? Embora não tenhamos essa capacidade, podemos criar um “esboço” dos anos à frente com base nos eventos atuais. Fazer isso não é fácil, pois vivemos em uma era de constantes e rápidas mudanças no cenário empresarial. Por isso, torna-se ainda mais importante dar atenção às tendências do mercado de trabalho e preparar-se para os dias da posteridade.

Mas o que esperar do mundo corporativo nos próximos anos? Que tendências despontam no presente e prometem mudar a forma como desempenhamos nossas funções? Atente para as informações que daremos neste artigo!

O que esperar do mercado de trabalho no futuro?

Muitas pesquisas são feitas para construir o cenário futuro do mercado de trabalho. Podemos compará-las a pequenos “raios de luz” que iluminam uma densa escuridão. Recentemente, a empresa Linkedln publicou um estudo intitulado “2018 – Workplace Learning Report”, que apontou a automação, a competitividade e as competências pessoais como as tendências empresariais.

Desdobrando e estudando esses aspectos, conseguimos entender melhor o motivo de algumas mudanças atuais serem consideradas “regras” a serem adotadas por empresas inovadoras. Vejamos quais são.

1. Flexibilidade

Muitas instituições adotaram a flexibilidade da jornada de trabalho como parte da sua política de benefícios. No entanto, conceder aos colaboradores o poder de escolher o melhor período para labutar torna-se, aos poucos, algo comum. O motivo para isso vem do aumento da produtividade, pois os funcionários cumprem as tarefas no horário em que se sentem mais dispostos.

Nota-se outra mudança no meio empresarial: o serviço remoto. Em vez de todos os colaboradores trabalharem dentro das dependências da organização, há a opção de realizar serviços em home office ou em um espaço coworking — um modelo que agrega qualidade de vida para os profissionais.

2. Empreendedorismo

Os profissionais empreendedores estão entre as tendências do mercado de trabalho. Não estamos falando apenas sobre os que abrem um negócio ou fundam uma startup inovadora, mas também de pessoas que gerenciam a própria carreira. Nos próximos anos, a formação universitária será a base e não a chave para o sucesso.

Por isso, os profissionais que não se adaptarem às mudanças e preencherem as “brechas” do mercado de trabalho ficarão à margem das oportunidades. Hoje, já se fala muito do conceito “in the moment learning”, que significa buscar uma determinada informação para solucionar um problema. Então, quando se chega a um resultado, o profissional agrega essa habilidade na sua carreira, valorizando o seu serviço.

Além disso, o termo “lifelong learning” nomeia o hábito de adquirir conhecimento ao longo da vida. Essa prática favorece a “carreira serial”, um modelo no qual o profissional obtém diversas trajetórias empresariais proporcionando uma abertura maior no mercado de trabalho.

3. Big data

Faz algum tempo que o big data invadiu os limites do mundo virtual e revolucionou os processos corporativos. Esse sistema permite que as empresas coletem dados preciosos, mapeiem o mercado em que atuam, entendam o comportamento do consumidor etc. Atualmente, há software que combina o big data, o business intelligence e a inteligência artificial.

A finalidade dessa estrutura de dados é otimizar, tornar as decisões corporativas mais inteligentes e efetivar as estratégias. Sendo assim, os profissionais precisam aprender a utilizar essas ferramentas na execução das suas funções. E isso não dependerá do setor em que trabalham.

Por exemplo, o RH, antes visto como um departamento burocrático e manual, hoje opera com a ajuda de várias aplicações virtuais baseadas no big data. Em um processo de recrutamento e seleção, os recrutadores utilizam relatórios e gráficos produzidos por um software que aponta a compatibilidade de um candidato com os requisitos da vaga.

4. Automação de processos

Muitos veem a automação de processos como uma realidade inalterável. Essa conclusão está correta e veremos sua veracidade ainda mais evidente no futuro. Um exemplo é a indústria 4.0, também conhecida como fábrica inteligente. Esse modelo de produção engloba sistemas cyber-físicos, a internet dos serviços e das coisas e o big data analytics.

A proposta é aumentar a produção, a qualidade e a eficiência dos produtos. Além disso, a customização de itens promete encantar consumidores. Existe um “braço” desse conceito no mercado empresarial: o RH 4.0. Porém, todos os setores das organizações serão afetados por, pelo menos, três etapas da automação:

  • assistant intelligence: tecnologia que auxilia nas tarefas repetitivas;
  • increased intelligence: ferramentas analíticas para a tomada de decisões;
  • autonomous intelligence: próximo nível da inteligência artificial (AI), no qual as máquinas assumem tarefas humanas.

5. Pluralidade nas equipes

No modelo tradicional de recrutamento, as equipes são homogêneas, ou seja, os profissionais são segmentados por habilidades, competências e formações. Para exemplificar, em uma área financeira, o time normalmente é composto por pessoas com perfil analítico e experiência com ciências exatas.

Porém, as empresas reconhecem que é impossível alcançar a excelência nos serviços quando todos os membros da equipe possuem características parecidas. Sendo assim, a pluralidade entre os colaboradores aponta como uma forte tendência. Embora os requisitos para exercer uma função ainda existam, é possível encontrar um formado em tecnologia da informação (TI) integrando o departamento de RH.

Dessa forma, ele auxilia na implantação e no gerenciamento das plataformas virtuais. Por outro lado, um colaborador com características analíticas poderá fazer a diferença na equipe de TI, ajudando na elaboração de estratégias para a infraestrutura virtual da empresa.

6. Desenvolvimento das competências

A gestão de competências é uma das principais tendências do mercado de trabalho. Esse processo envolve utilizar o capital humano de forma inteligente para alcançar objetivos corporativos. Seria como usar a ferramenta certa para um tipo de trabalho. Diante desse cenário, as empresas tendem a valorizar as softs skills em vez das hard skills.

O motivo é que o último grupo de habilidades é facilmente mensurável e pode ser adquirido por qualquer profissional, uma vez que são conseguidas por meio de graduações e especializações.

Em contrapartida, as softs skills são competências subjetivas e refletem diretamente o desempenho dos profissionais. Podemos citar a resiliência, a flexibilidade, a liderança e o espírito de equipe. O objetivo das organizações é identificar, desenvolver e alocar os funcionários que possuem determinadas habilidades em funções estratégicas do negócio.

Um detalhe interessante é que essa tendência favorece quem tem competências valorizadas e assegura o seu posto de trabalho. Afinal, em época de automação, as habilidades são um coringa contra a substituição da mão de obra humana pela máquina.

Não há como interromper as mudanças do mercado de trabalho. Como dito, o melhor é manter-se atualizado e buscar novos conhecimentos que agreguem valor à carreira. Por isso, a capacitação por meio de cursos e certificações aliadas ao desenvolvimento de competências firma-se como a chave para o sucesso de um profissional.

Gostou de conhecer as principais tendências do mercado de trabalho nos próximos anos? Quer garantir sua atratividade como profissional? Mostraremos por que a capacitação é um investimento que o ajudará a atingir esse objetivo. Boa leitura!

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