Existem diferentes métodos para medir a maturidade da inovação nas empresas. Por exemplo, modelos como o Radar, que apura várias dimensões da inovação no negócio, são usados para diagnosticar de forma aprofundada o ponto de partida de cada organização rumo à inovação.

Neste texto vamos descrever um método bastante prático, para que você possa fazer sua análise sem a necessidade de responder a longos questionários. No entanto, para começar, precisamos responder a uma pergunta presente na cabeça da maioria dos empresários: posso aplicar inovação no meu negócio?

A resposta curta é que não se trata de poder incorporar inovação. As empresas precisam tomar essa atitude ou vão sentir efeitos negativos na sua competitividade. Vamos entender isso melhor? Confira!

Por que a maturidade de inovação nas empresas é importante?

O mundo dos negócios está mudando com velocidade impressionante. Nos próximos anos, muita coisa vai se alterar com a adoção de tecnologias novas e modelos de negócio mais alinhados com os desejos do consumidor.

Os clientes mudaram a maneira de se informar, interagir e comprar. Eles estão atentos às novas soluções, principalmente as que oferecem uma experiência de compra melhor e uma usabilidade mais facilitada. No entanto, segundo estudo recente da Gartner, a maioria dos clientes B2B, por exemplo, se sente sobrecarregada com tanta informação e tem dificuldade de decidir. Dessa forma, tem mais chances de se arrepender com a compra.

Isso significa que as empresas capazes de ajudá-los vão se destacar no mercado. Para conseguir isso, elas devem ser capazes de encontrar novas formas de elaborar, divulgar, distribuir e entregar sua solução.

Portanto, não se trata apenas de incorporar tecnologias novas para modernizar a operação. O fato é que o ambiente de negócios está mudando e várias empresas estão encontrando novas oportunidades de negócio nessas alterações. Elas fazem isso inovando em várias dimensões como o marketing, a distribuição, o desenvolvimento de produtos e a forma como comercializam seus produtos e serviços, por exemplo.

Isso não significa que sua empresa precisa se tornar tão ativa quanto o Google na adoção da inovação, mas que, se ela não for capaz de encontrar novas soluções, mais adequadas ao ambiente atual e ao comportamento do consumidor, vai perder mercado.

Muitas vezes, algumas alterações simples são suficientes. Um ótimo exemplo é o caso de Nespresso. A grande inovação, que garantiu a liderança de mercado no segmento em que a empresa atua, foi uma mudança na forma de comercialização. No lugar de tentar vender máquinas de café caras, ela passou a se focar na venda das cápsulas e facilitou a compra do equipamento.

A empresa sofreu com o questionamento da sustentabilidade ecológica de comercialização das cápsulas, mas já tomou medidas para resolver o problema e o resultado com a adoção de um novo modelo de negócios foi extraordinário.

Uma forma mais comum de buscar um bom nível de competitividade é a melhora da eficiência operacional. O problema é que ela é facilmente imitável e gera alta pressão nos custos. Por outro lado, ao oferecer uma solução melhor, mais valorizada pelo cliente, a inovação costuma garantir uma lucratividade maior.

Para se ter uma ideia, com base em uma rápida pesquisa, sabemos que o valor de venda do café em cápsulas é cerca de 10 a 20 vezes maior do que a do ensacado. É um bom argumento para justificar a inovação? Então vejamos os estágios de maturidade, objeto do nosso texto.

Quais os estágios da inovação nas empresas?

Como nossa intenção também é propor como você deve medir a maturidade de inovação da empresa vamos fornecer algumas dicas sobre como fazer isso, quando for o caso. Ao mesmo tempo, descreveremos cada estágio. Acompanhe!

Tomada de consciência

As mudanças começam nas lideranças da empresa. Antes que elas tomem consciência da importância de inovar, é muito provável que qualquer iniciativa perca “o fôlego” no decorrer do processo. Em outras palavras, ainda falta comprometimento com a inovação.

Para avaliar se sua organização superou essa fase, não basta que exista um discurso favorável à inovação nos corredores. Inovar implica em correr riscos. Por isso, a pergunta que deve ser feita é até que ponto existe disposição para o processo.

Domínio das ferramentas

Mas a inovação não é construída apenas com vontade. A gestão da inovação é uma ação profissional, como a de finanças ou de logística. Existem métodos e ferramentas que precisam ser dominadas para obter sucesso.

Dificilmente uma empresa alcança esse nível sem ajuda de consultores e capacitação. Esse estágio marca o entendimento de que inovação não é sinônimo de melhorias pontuais, mas sim uma transformação que melhora a proposta de valor que é apresentada ao cliente.

Definição estratégica

As empresas que alcançaram essa fase sabem exatamente qual a estratégia de inovação que será usada. A Samsung, por exemplo, usa a chamada estratégia imitativa, no caso dos celulares. Isso não significa que ela reproduza exatamente o mesmo produto, mas apenas que decidiu não ser a pioneira.

Ela observa e avalia a concorrência, aprende com as eventuais falhas dela e faz reformulações para aprimorar o produto e evitar cometer os mesmos erros.

Adoção do método

O processo de inovação envolve a geração de ideias inovadoras, a avaliação destas, a seleção das viáveis, o desenvolvimento, os testes de mercado e de escalabilidade, culminando na execução de cada projeto inovador. Nem todas as propostas se tornarão inovações reais. Por isso, esse método é fundamental para qualquer empresa que pretenda inovar.

Incorporação da cultura de inovação

Novas ideias não nascem em ambientes desfavoráveis a elas. Se, por exemplo, o erro for algo inaceitável na empresa e as pessoas se sentirem ameaçadas ao cometê-los, é improvável que elas sugiram e se envolvam com mudanças. No lugar disso, vão preferir transitar em um “terreno seguro”.

Gestão da inovação

Embora o risco faça parte do empreendedorismo e da inovação, isso não significa que o controle deva ser abandonado. Por isso, o auge da maturidade em inovação está justamente no monitoramento dos resultados.

Isso significa que a maturidade de que trata este texto é alcançada com o acompanhamento de indicadores específicos, elaborados para mensurar os resultados alcançados com essa prática.

Por fim, a medição de maturidade de inovação nas empresas deve ser feita considerando que o uso de indicadores, por exemplo, não garante que sua organização chegou ao ápice. Se o ambiente não for favorável, mensurar o resultado só vai demonstrar que os resultados foram limitados. É preciso alcançar todos os estágios.

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