Falta um controle sobre as pessoas e as operações na rotina de trabalho? A empresa gasta mais dinheiro e tempo do que gostaria? Há dificuldades para cumprir as metas? Quem se identifica com esse cenário deve ponderar sobre a gestão de riscos.

Você sabe do que se trata? É uma metodologia para garantir às empresas um profundo conhecimento sobre todas as suas atividades e os contextos nas quais elas estão inseridas. Desse modo, a organização fica mais preparada para enfrentar as ameaças e mais sagaz para perceber as novas chances.

Com essas táticas, os gestores obtêm fundamentos teóricos e práticos para superar quaisquer exceções que fujam ao cotidiano. Os ganhos vão desde o aumento na efetividade operacional até a elevação da qualidade do planejamento estratégico.

Ficou interessado? Então, acompanhe neste post como fazer para afastar as vulnerabilidades e impulsionar seus índices de ROI (retorno sobre investimentos).

Saiba o que são os riscos

Qualquer evento que possa trazer impacto para um negócio, tanto positivo como negativo, pode ser chamado de risco. Na atualidade, seja qual for o segmento, os cenários sofrem transformações radicais em alta velocidade, principalmente, por causa da tecnologia.

Nesse sentido, as empresas precisam se preparar para possíveis desafios ou eventualidades. É o que faz a gestão de riscos, ao prever acontecimentos de forma bastante específica. Além disso, um bom controle das ameaças proporciona orientação para os gestores e demais funcionários de como se portar diante dessas intercorrências.

Assim, são evitadas as operações demasiadamente incertas, o que resulta em investimentos mais seguros e lucrativos. Uma supervisão profissional dos perigos pode responder, por exemplo, se vale a pena investir no atendimento automatizado.

Dependendo do mercado em que atua, cada empresa terá riscos específicos. Por isso, especialistas em gestão de riscos aconselham dividi-los em três modelos diferentes. Essa distribuição ajuda o gestor a não se perder na hora de examinar os principais problemas. Veja!

Conhecidos conhecidos

Os riscos enquadrados como “conhecidos conhecidos” são aqueles com os quais a empresa tem mais familiaridade. Ou seja, são aqueles que já foram devidamente levantados e analisados durante a fase inicial da gestão.

É importante ressaltar que o fato de serem conhecidos não quer dizer que não acontecerão. Caso contrário, não seriam riscos, pois, acima de tudo, riscos são possibilidades.

Conhecidos desconhecidos

Nessa modalidade, estão incluídas as ameaças já conhecidas, mas que ainda não receberam a análise completa. Desse modo, são riscos que a empresa sabe que existem, mas que não foram mensurados adequadamente.

Em razão disso, não se sabe ainda a extensão do impacto deles. Também entram nessa categoria erros de premissas ou de interpretações de uma curva normal.

Desconhecidos desconhecidos

Na classe de perigo “desconhecidos desconhecidos”, estão as chances mais difíceis de serem previstas, mas que, mesmo assim, podem afetar a companhia. São possibilidades que sempre podem acontecer, tais como eventos políticos que provocam alterações surpreendentes, que vão além das expectativas e análises de mercado.

Com o monitoramento dos riscos, fica mais fácil para a empresa enxergar as tendências de mercado. Como já destacamos, os riscos podem tanto trazer resultados negativos como positivos.

Enquanto os positivos precisam ser devidamente trabalhados por uma boa gestão, os riscos negativos podem incluir desde pequenas perdas financeiras até a falência total.

Veja quais são os principais riscos que as empresas correm

Um dos efeitos da globalização foi deixar a administração dos negócios mais complexa. A concorrência hoje é bem mais acirrada do que há alguns anos. Os clientes estão cada vez mais exigentes, e a velocidade da evolução tecnológica exige uma resiliência constante.

Diante desse quadro, todas as companhias precisam se precaver. Este é um importante alerta: a gestão de risco deve ser incorporada por toda e qualquer empresa, independentemente do porte. Inclusive, deve se tornar uma atividade cotidiana, e não apenas um item de planejamento.

Por mais promissoras que possam parecer, quase todas as operações corporativas têm algum grau de vulnerabilidade. Há perigo no lançamento de novas mercadorias, na adaptação às alterações legais, nas atividades para otimização de processos, na transformação de dados para o mundo virtual etc.

A quantidade e o tipo de risco variam de acordo com o estilo do empreendimento, como já explicamos. Com o devido controle sobre essas ameaças, porém, a empresa conquista uma melhor visão sobre os impactos a que está sujeita. Abaixo, você confere os riscos que merecem a atenção especial dos tomadores de decisões.

  • Riscos estratégicos: ligados a competições de mercado, disponibilidade de capital, tendências sociais e tecnológicas;
  • Riscos de desastres: são ameaças naturais ou não, e que podem afetar tanto os ativos físicos quanto as propriedades, e alterar as relações de mercado;
  • Riscos de responsabilidades civis: podem ser fruto de atos ilícitos ou mera negligência;
  • Riscos financeiros: perigos que envolvem a liquidez, a capacidade de contrair obrigações, a flutuação de câmbio e a inflação;
  • Riscos operacionais: aqui, entram os controles de qualidade, as garantias, as estratégias de pós-venda, entre outros. Esse perigo é muito importante de ser acompanhado porque pode atingir a reputação da empresa. Entre as medidas preventivas, estão a participação em patrocínio de atividades bem-vistas pelo mercado, pronunciamentos de seus membros em mídias sociais e as suas posições diante de questões polêmicas.

Entenda como a gestão dos riscos melhora os índices de ROI

Quem quer implementar novas formas de gestão, mas não sabe como começar, pode encontrar na administração técnica e profissional dos perigos uma saída para diversos problemas.

Quando a empresa não está atingindo seus propósitos, aderir a uma supervisão especializada de eventuais dificuldades traz diversos elementos sólidos para melhorar o desempenho. Esse processo começa com a criação de um Comitê de Gestão de Risco fundamentado nas melhores práticas internacionais e nas recomendações ISO 31000.

O planejamento e monitoramento contínuos são pontos-chave na gestão de riscos. Isso significa que o acompanhamento precisa ser, de fato, diário e modificado a cada nova reunião, a cada análise de indicadores e assim por diante.

Outra dica para garantir que seu ROI volte a crescer nos patamares desejados é capacitar os líderes de sua companhia nesse assunto. Nesse sentido, deve haver uma nomeação dos donos de riscos. O Comitê de Gestão de Riscos é a autoridade máxima, mas quem monitora no dia a dia — e que é capaz de dar uma resposta rápida e tecnicamente adequada — deve ser alguém do setor específico da empresa, e claro, devidamente treinado.

O Plano de Gerenciamento de Risco vai apontar o profissional mais pertinente. Assim, essa pessoa já saberá o que fazer quando os gatilhos de riscos forem disparados antes que eles se tornem problemas.

Mais uma excelente recompensa que a gestão de riscos propicia ao ROI é ajudar nos ganhos por meio da contenção das despesas. É importante notar que o ROI geralmente é medido pela quantidade de dinheiro ganho. Em gestão de riscos, costuma-se pensar nisso também como uma métrica da quantidade de dinheiro que não foi gasto, otimizando cada centavo.

Descubra como a tecnologia pode influenciar na análise de risco

Mesmo quem não tem expertise em tecnologia sabe que é preciso inovar permanentemente para obter destaque no mercado. Nesse sentido, é indispensável ter a consciência de que os recursos tecnológicos são, simultaneamente, chances de novas oportunidades, mas também de perdas.

Em relação a esse duplo papel das novas soluções de informática, as empresas devem evitar a disrupção digital, isto é, quando uma evolução tecnológica é tão revolucionária que rompe com os métodos e os instrumentos convencionais de um setor.

Afinal, embora a tecnologia da informação seja um “ativo” essencial na organização, pois permite uma visão global e facilita a tomada de decisões, ao mesmo tempo em que pode ajudar, ela é uma fonte potencial de novos riscos. Isso pode acontecer por causa de uma política de segurança da informação aplicada indevidamente ou quando uma tecnologia evolui a tal ponto de tornar um negócio obsoleto, por exemplo.

A gestão de riscos, portanto, vai garantir aos gestores uma visão panorâmica das ações preventivas necessárias. Assim, será muito mais simples evitar as perdas, fazer crescer os lucros e ter um desempenho mais competitivo. 

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