No passado, os navegadores se orientavam em alto-mar de forma visual por meio do sol e das estrelas. Após um tempo, a bússola e depois o GPS passaram a ser importantes instrumentos para a definição de uma rota. Trazendo esses conceitos para o mundo corporativo, a gestão de carreira é como um “GPS” do profissional.

Mas o que é gestão de carreira? Como fazer uma estratégia profissional bem direcionada? Por que é importante ser flexível e mensurar cada etapa de um projeto de carreira? Essas e outras perguntas serão respondidas neste artigo. Acompanhe!

1. O que é gestão de carreira?

A prática da gestão de carreira é bastante utilizada nas organizações. Porém, em algumas empresas, ela inexiste. Diante disso, muitos profissionais perdem o rumo de sua trajetória empresarial, ficando “à deriva” no mercado de trabalho. Essa postura passiva é a receita para o insucesso.

Por outro lado, quando o trabalhador assume o controle do seu percurso profissional, seus esforços, objetivos e metas são canalizados para o fortalecimento do seu crescimento profissional.

Sendo assim, a pessoa torna-se gestora de sua própria trajetória. Com essa atitude, ela investe no autodesenvolvimento por meio da capacitação, entende bem o seu lugar em uma organização e sabe que rumo tomar para atingir um cargo mais alto.

Além disso, o profissional consegue conhecer suas habilidades e fraquezas. Desse modo, usa as próprias competências para assegurar sua posição no mundo corporativo. E com algumas ações bem estudadas, minimiza as suas deficiências.

Foi essa autonomia que levou a executiva Diana Greene para o sucesso profissional. Ela é considerada uma das mulheres de negócio mais bem-sucedidas do meio empresarial.

Em uma entrevista para o site Business Inside, Diana Greene revelou que é fundamental planejar até as pequenas metas da carreira, pois essa atitude levará você ao objetivo final e o ajudará a enfrentar os percalços que aparecem no caminho.

Essa autodisciplina ajudou essa executiva a fundar a empresa VMware — corporação desenvolvedora de software. Atualmente, ela é a vice-presidente de negócios em nuvem da empresa Google. Diante desse exemplo, fica mais fácil perceber o valor de uma gestão de carreira, não acha?

2. Como um coaching de carreira pode ajudar?

Alguns profissionais têm muita dificuldade na administração do seu curso profissional. Nesse caso, a melhor opção é buscar ajuda de um coaching de carreira.

Esse olhar externo, experiente e habilidoso dará todo o suporte para a construção de uma trajetória estrategicamente direcionada.

Entre os serviços de um coaching de carreira, está o mapeamento do perfil profissional do indivíduo. Com base nessas informações, é possível saber com clareza as potencialidades e as deficiências da pessoa.

Por exemplo, talvez o profissional tenha alguns atributos inerentes de um líder, mas uma fraqueza que dificultaria a sua atuação na linha de frente da empresa. Em vista disso, o coach analisará como minimizar esse ponto fraco e reforçar as características positivas.

Além disso, o processo de coaching ajudará na definição de metas profissionais. Como já citado, se o profissional tiver capacidade de assumir um cargo de liderança, será feito um estudo para entender quais caminhos precisam ser percorridos para chegar a esse patamar.

Nesse plano, constarão as funções, o tipo de treinamento e capacitação, o tempo médio de experiência e as competências que precisam ser desenvolvidas em cada etapa da carreira.

Também estarão inclusos nesse planejamento os desafios que podem surgir e as táticas para suplantá-los. Durante o percurso desse projeto, o coach acompanhará e medirá o desempenho e o sucesso do profissional, ressaltando o que está indo bem e os aspectos que precisam ser aprimorados.

Todo esse auxílio do coaching de carreira dará mais segurança e tranquilidade para o profissional. Sendo assim, não haverá aquela sensação desconfortável de não saber que rumo tomar.

Com isso, a qualidade de vida melhora, o estresse diminui e o contentamento cresce, ao passo que a carreira flui em um ritmo constante e bem estruturado.

3. Como encontrar seu lugar na profissão?

Imagine uma gestora que deseja gerenciar a carreira sem contar diretamente com a empresa em que trabalha. Ela sabe de sua competência profissional, pois é devido a isso que está na função atual. Porém, seu desejo é atingir um cargo de diretoria.

Contudo, seu principal desafio é acelerar esse sonho. Afinal, ela percebe que os que atingiram esse nível na organização levaram muitas décadas para conseguir isso.

Essa gestora até tentou fazer um estudo sobre as competências que a empresa exige de um diretor, mas não conseguiu compreender bem os requisitos.

E, para piorar, a organização não possui um plano de carreira interno bem definido. Você se identificou com essa profissional? Então, vejamos como elaborar um curso estratégico personalizado dentro da sua profissão.

3.1. Definindo metas profissionais

É essencial estabelecer um objetivo que norteará todos os esforços da vida corporativa. Comece pensando em que função ou cargo gostaria de atuar nos próximos cinco anos.

Tente ser realista, ou seja, não estipule uma meta que seja impossível de atingir ou que exigirá esforços além de sua capacidade física, mental e profissional. Caso contrário, será muito frustrante e desanimador não cumprir o que foi estabelecido.

Mas como ser razoável? Voltemos ao exemplo da gestora. Como vimos, o objetivo dela é o cargo de diretora. Essa é uma meta coerente, pois é o próximo nível na hierarquia da organização. Sendo assim, não é algo muito distante.

Em vista disso, não será preciso um poder além do normal para cumprir essa meta. Talvez, ela precise apenas de uma especialização e também do desenvolvimento de alguns atributos que a habilitem para o cargo desejado.

3.2. Traçando um plano de ação

Depois da definição, chega o momento em que será preciso elaborar ações de curto, médio e longo prazo. Essa fase chama-se plano de ação. Para ter sucesso nessa etapa, é necessário organização, disciplina e sabedoria.

Mas que ações podem fazer parte desse planejamento? Vamos exemplificar: uma meta de curto prazo pode ser conversar com profissionais que estão na função que você deseja.

Pergunte a eles o que os ajudou a chegar a esse cargo. Talvez revelem um hábito que tiveram de desenvolver, uma formação educacional que obtiveram ou uma experiência profissional que foi decisiva para a promoção interna.

Tome nota de todas as sugestões e reflita em como elas podem ser inseridas na sua vida profissional. Nesse ponto, já é possível estruturar os passos de médio prazo. Por exemplo, digamos que tenha descoberto que as pessoas fluentes em um segundo idioma têm mais facilidade de receber uma promoção; então, procure desenvolver essa competência.

Inicie um curso de idiomas e planeje uma viagem de intercâmbio para o país que fala a língua que está aprendendo. Tenha por alvo conseguir a fluência. Entretanto, você talvez perceba que, mesmo com as qualificações necessárias, não será fácil atingir o cargo que deseja na empresa em que trabalha.

Ou, talvez, você queira uma vaga em outra organização que ofereça mais vantagens para os seus colaboradores. Essa pode ser uma meta de longo prazo. Nesse caso, será preciso conhecer melhor a política de contratação dessa organização.

É claro que esse é apenas um exemplo. Durante a elaboração do plano de ação, algumas práticas podem ser incluídas, outras precisarão ser ajustadas e, ainda, outras modificadas. Contudo, esse planejamento tornará a trajetória mais sólida.

3.3. Colocando em prática a gestão de carreira

Vamos agora entender a próxima etapa, ou seja, o momento da execução de uma meta da gestão de carreira. Para entender melhor, tomemos como exemplo a meta de longo prazo citada no tópico anterior — a mudança para outra instituição.

O primeiro passo envolve estudar tudo sobre a organização. Entre no site da empresa e conheça sua missão, valores e diretrizes institucionais. Descubra também o tipo de produto ou serviço produzido e a sua estratégia de atuação no mercado em que atua.

Após isso, tente se aprofundar no perfil de pessoas que a organização costuma contratar. Uma dica interessante é acessar uma rede social de profissionais, como o LinkedIn, e verificar as qualificações de alguns colaboradores dessa empresa para tentar adquiri-las também.

Após essa pesquisa, crie duas tabelas. Uma que aponte as competências que já possui e outra com as que precisa desenvolver. Essas informações darão forma para o seu plano de ação.

Em seguida, encontre uma inspiração, ou seja, um profissional bem-sucedido na área em que deseja atuar. Caso esse exemplo seja de um colaborador da empresa em que aspira a um cargo, será melhor ainda. Daí estude a postura e as atitudes que levaram esse profissional ao sucesso.

Não tenha medo de se inspirar, mas tente não ser uma cópia idêntica dele. Dessa forma, você realizará um benchmarking pessoal. Essa estratégia tem a finalidade de aprender das boas práticas de modelos de sucesso do mundo corporativo.

Seria interessante também entender sobre o processo de recrutamento e seleção da empresa. Quando a instituição é bem organizada, tem etapas bem definidas para a contratação de novos colaboradores.

Essas fases incluem metodologias que ajudam na análise dos candidatos. Conhecê-las bem ajudará a atingir a sua meta do plano de ação.

4. Como acompanhar as etapas do processo de gestão de carreira?

Para descobrir como está o seu desempenho durante a trajetória na gestão de carreira, é preciso acompanhar de perto as etapas desse processo. Uma dica importante é estipular KPIs (indicadores de desempenho) pessoais. Como assim?

Digamos que uma das fases da gestão de carreira envolva fazer uma pós-graduação na área de recursos humanos. Para mensurar o retorno que essa especialização está proporcionando para a sua vida empresarial, você pode acompanhar o nível de qualidade dos serviços prestados.

Talvez essa educação tenha ajudado você a ser mais inovador e, como consequência, conseguir implantar uma nova ferramenta virtual no negócio ou idealizar uma maneira mais ágil de realizar um serviço interno. Então, faça um registro com essas informações. Ter esse panorama visual de seu exercício profissional será muito motivador para continuar avançando com o seu projeto de carreira.

Outra área que precisa ser avaliada é aquisição de habilidades e competências. Para isso, crie uma listagem com no máximo dez atributos que você precisa desenvolver para elevar o seu nível profissional. Após isso, elabore um sistema de pontuação que demonstre o seu progresso com essas aptidões.

Por exemplo, caso você seja um gerente de RH e tenha facilidade com a gestão de pessoas, sua nota nesse quesito poderá ser 10. Por outro lado, se tem dificuldades com números, o conceito será 5. Essa é apenas uma sugestão, você tem a liberdade de criar o seu método de avaliação.

Muitas vezes, nossa visão pessoal é muito míope. Por isso, seria interessante entregar a sua listagem de habilidades para um colega de trabalho de confiança e pedir que pontue o seu desempenho em cada uma delas.

Fazendo assim, você obterá um feedback externo. Essa opinião valiosa abrirá seus olhos para detalhes que precisa aprimorar ou aspectos positivos que nunca imaginou que tivesse.

Agora que tem em mãos esse “boletim” profissional, fica mais fácil incluir estratégias que ajudem a melhorar sua pontuação. Quer um exemplo? Digamos que sua dificuldade é controlar os processos que estão sob sua responsabilidade.

Talvez um curso, uma palestra ou a leitura de um livro sobre esse assunto seja o necessário para dominar essa deficiência e entregar serviços de excelência. Por fim, existe um aspecto fundamental que precisa estar incluído em cada etapa da gestão de carreira: os prazos.

Lembre-se sempre de estipular uma data para o início e outra para o fim de uma fase do projeto profissional. Fazendo assim, você apressa o ritmo do curso da carreira. Caso contrário, o planejamento perderá o foco e seus esforços ficarão desorientados, com poucos resultados. E o desânimo logo tomará conta.

5. Como o networking pode ajudar?

Construir uma rede de relacionamento profissional é uma estratégia inteligente e necessária na gestão de carreira. Essa conexão com outras pessoas do mundo empresarial pode ser a ponte para boas oportunidades de emprego.

Alguns acreditam que, para conseguir se aproximar de outros profissionais, basta criar uma conta em uma rede social voltada para o ambiente de negócios e sair adicionando várias pessoas. Mas isso é um engano!

Embora o mundo virtual seja um excelente meio para encontrar pessoas compatíveis com o seu perfil profissional, essas interações precisam ser consistentes e constantes.

Uma regra que pode ser aplicada tanto nas relações profissionais físicas quanto virtuais é conhecer os contatos de amigos próximos. Feito isso, tente ajudá-los de alguma forma. Às vezes, um simples conselho ou uma orientação pode estreitar os laços de amizade.

E esse pode ser o caminho que precisa para conseguir aquela vaga de emprego que tanto deseja. Uma tática eficiente para atrair e conquistar novas amizades no meio empresarial é o marketing pessoal.

Para ter sucesso nessa estratégia, você pode usar as redes sociais para ganhar mais visibilidade profissional. Nesses canais, é possível compartilhar conteúdos interessantes sobre a sua área, escrever sobre diversos assuntos, descrever habilidades, experiências e formação profissional.

Todas essas ações atrairão pessoas que se identificam com o seu perfil pessoal e novas conexões serão feitas. Não se esqueça da importância do bom conceito no mundo real.

Sendo assim, nos contatos diários com colegas de trabalho seja gentil, responsável, parceiro e honesto. Essas são riquezas que não podem ser compradas nem aprendidas em uma faculdade, mas fazem toda a diferença no relacionamento humano.

6. Qual é a importância da flexibilidade profissional?

Lembre-se de que vivemos em um mundo em constante transformação e que nossas vidas podem mudar de uma hora para outra. Esses imprevistos devem nos ensinar a sermos flexíveis.

Pode acontecer a seguinte situação: depois de lutarmos muito para alcançar um determinado cargo, a tecnologia desenvolve uma aplicação virtual que automatiza os serviços que prestamos e ficamos sem o emprego.

Outra circunstância que pode alterar o curso de uma trajetória profissional é a frustração. Como assim? Mesmo conquistando a função que tanto queria, as responsabilidades e condições inerentes ao cargo podem deixar a pessoa desmotivada e com vontade de mudar de carreira.

Essas e outras situações testam a versatilidade do profissional, a consistência e a relevância do seu planejamento de carreira. Porém, em alguns casos, é possível se antecipar a esses cenários.

Por exemplo, durante o curso de uma meta profissional, é importante manter-se atualizado sobre as tendências de mercado. Para isso, leia sobre as novidades da sua profissão. Caso descubra um novo tipo de ferramenta de automação que foi desenvolvida, procure conhecê-la e manuseá-la.

Se já estiver em um cargo que era o objetivo do seu plano de carreira, mas não está satisfeito, lembre-se de que o seu curso profissional não findou. Sendo assim, analise novas possibilidades e recomece o planejamento da gestão de carreira.

7. Quais dicas ajudam na elaboração de um plano de carreira?

Como vimos, alguns usam o processo de coaching de carreira, enquanto outros criam a sua própria trajetória profissional. Não importa o método escolhido, a elaboração segue algumas etapas fundamentais. Vejamos quais são elas.

7.1. Entenda como você é avaliado

Comece percebendo como os líderes de sua empresa avaliam a equipe. Desse modo, conseguirá entender quais métricas e indicadores os gestores utilizam para mensurar os resultados de um colaborador em determinado cargo ou função.

Além disso, converse com frequência com os seus gestores sobre o que acham do seu desempenho profissional. Aproveite e revele para eles suas metas pessoais dentro da empresa. Com esse direcionamento da liderança, ficará mais fácil descobrir se você está na trajetória correta.

7.2. Aplique as sugestões

Seja por meio de uma política interna de feedback ou por uma solicitação pessoal, os conselhos dados pela liderança devem ser registrados e aplicados. É claro que podem haver algumas sugestões que não se relacionam com a sua gestão de carreira.

Nesse caso, guarde-as, pois podem ser úteis no futuro. Quando os gestores observam que suas orientações estão sendo seguidas, é mais provável que fiquem motivados em oferecer mais feedbacks. Com isso, a sua gestão de carreira recebe uma consultoria constante e perita.

7.3. Seja eficiente em alguma área da empresa

Todo setor tem uma área mais carente de recursos e demandas eficientes. O que acha de detectar esse departamento e tentar buscar soluções para os desafios encontrados ali? Talvez um software para inovar e agilizar algumas tarefas?

Sendo assim, você pode estudar sobre essa tecnologia e sugerir a implantação dela. Caso consiga usar os seus recursos, talvez seja convocado para dar treinamento para os outros membros da equipe. Dessa forma, você abre novas oportunidades em sua carreira.

7.4. Tenha presença na organização

Participe de eventos corporativos, trabalhos voluntários e outras atividades que façam você ter contato com outros profissionais de dentro e de fora da empresa. Quanto mais você aparecer nessas ocasiões, mas será lembrado.

Por que isso é importante? Ampliar os seus limites profissionais ajudará incluir novas estratégias para o seu plano de carreira. Além disso, novas possibilidades se abrirão na sua trajetória profissional.

7.5. Escolha um conselheiro

Já mencionamos o valor de um coaching de carreira no curso da vida profissional. De modo similar, é possível conseguir um tutor pessoal dentro de sua empresa.

Comece listando as pessoas que mais admira na organização. Em seguida, escolha uma delas e peça ajuda. Além disso, você pode contar para ela os seus objetivos e os desafios de sua carreira e perguntar como ela conseguiu chegar ao cargo atual e quais problemas enfrentou.

Convide esse profissional para um almoço ou outro tipo de atividade. Aos poucos, poderá conquistar uma amizade que ajudará na gestão de sua carreira.

Existe uma frase que diz: “Não importa o caminho, se você não sabe aonde quer chegar”. Essa sentença não pode ser a descrição da carreira de um profissional. Muito pelo contrário, é preciso seguir o rumo certo.

Como vimos, planejando a trajetória de carreira fica mais fácil atingir o sucesso no mundo corporativo. E o resultado será a satisfação de conquistar os sonhos e ter uma bela história profissional.

8. Como a capacitação profissional contribui para a gestão de carreira?

Basicamente, a capacitação profissional tem a função de agregar as capacidades técnicas necessárias à execução do trabalho de um profissional. Assim, uma liderança em inovação, por exemplo, precisa ser capaz de aplicar as práticas da gestão da inovação de modo a cumprir com as metas da área.

Antigamente, uma boa universidade e uma experiência consistente poderiam ser suficientes em muitos casos. Contudo, a realidade mudou. Daqui em diante uma nova dinâmica de aprendizado é necessária para que possamos nos manter atualizados e eficientes no nosso trabalho.

O fluxo de Transformação Digital pelo qual estamos passando cria um ambiente que exige colaboradores e gestores capazes de assumir várias tarefas, desenvolver diferentes capacidades e incorporar novas habilidades.

Muito se fala no fim de algumas profissões e na incerteza profissional de uma realidade que não conhecemos. No entanto, devemos nos concentrar nas oportunidades que surgirão nas empresas do futuro, ou seja, focar na solução e não no problema.

Já sabemos que um profissional dificilmente permanecerá em uma mesma função por toda a vida. O colaborador do futuro terá conhecimento e experiência diversificadas. Portanto, a capacitação assume uma nova função e aumenta significativamente sua importância. Vejamos então os pontos a considerar na sua capacitação profissional.

7.1. A capacitação é um investimento em você

A vida pode nos reservar inúmeras surpresas, imprevistos e dificuldades. Porém, há algo que ninguém pode tirar de você: o que você é. Essa construção de nosso eu poderia ser objeto de uma longa discussão filosófica, mas o que nos interessa é perceber que, ao menos em parte, como profissionais e humanos, somos constituídos de nosso conhecimento, habilidades, capacidades e experiência.

Desse ponto de vista, as capacitações são um investimento em nós mesmos. Por isso, não espere e não dependa exclusivamente das iniciativas de treinamento oferecidas pela empresa. Estamos tratando de gestão de carreira, não é mesmo?

Pois bem, assumir a atribuição de decidir o seu próprio caminho deve ser a primeira atitude a ser tomada. Afinal, quem não determina o rumo de uma ação não pode se dizer gestor dela.

7.2. O formato das capacitações é feito sob medida

Nesse contexto em que estamos abordando a questão da capacitação, deve estar claro que ela é — e será cada vez mais — específica. A exigência do mercado de trabalho segue a tendência de atender necessidades com a máxima agilidade, pois muitas delas serão momentâneas. Você pode precisar desenvolver uma capacidade em um mês e outra no período seguinte.

Se for o caso, não será possível cursar uma graduação para desenvolver uma capacidade. Por isso mencionamos que as capacitações específicas serão “a cereja do bolo”. Elas precisarão instruir exatamente sobre o que você necessita conhecer, de maneira dinâmica.

Isso não significa que um curso universitário não seja importante. Não faria sentido defender a necessidade de se capacitar e negar a relevância de um título acadêmico. Contudo, o conhecimento especializado será cada vez mais valorizado.

Empresas como o Google, por exemplo, deixaram de ser criteriosas com a exigência de um diploma, mas não querem contratar quem não possui as capacidades funcionais mais importantes para cada cargo.

Se você é um gerente de projetos, por exemplo, um curso específico e experiência na principal metodologia de gestão de projetos pode ser mais importante que qualquer outro requisito. Basta observar anúncios desse tipo de vaga para confirmar isso.

7.3. O networking nas capacitações é de grande valor

É desnecessário entrar em maiores detalhes sobre a importância do networking na gestão de sua carreira, não é mesmo? Já tratamos sobre o assunto anteriormente neste artigo. Pois bem, a participação em eventos de capacitação é incrivelmente eficiente nesse sentido.

O ambiente descontraído de muitas capacitações e o contato que todos têm uns com os outros permite identificar facilmente afinidades, talentos e competências. Esse favorecimento do conhecimento aumenta a segurança e a confiança entre os participantes.

Além disso, você estará em contato com profissionais da sua área, consultores e líderes que, no mínimo, poderão trocar informações relevantes e conhecimento de mercado com você.

7.4. A necessidade acende o “sinal vermelho” das capacidades

Você não deve esperar um momento crítico para participar de uma capacitação. Quanto mais conseguir programar a adesão nesse tipo de evento, mais fácil é a administração de sua carreira. Contudo, se isso não for possível, existem sinais de que a capacitação é inadiável.

7.4.1 Desatualização

Se você tem notado que desconhece sobre um tema que se tornou frequente no seu trabalho e está estagnado, é provável que você precise se atualizar por meio de uma capacitação. Um vendedor com larga experiência, por exemplo, pode estar assustado com atividades como qualificação de leads, integração com o marketing, sucesso de cliente e assim por diante.

7.4.2. Dificuldade de recolocação

Para um profissional em busca de trabalho com dificuldades de encontrar uma nova oportunidade, a capacitação pode ser uma peça-chave. Obviamente, existem vários motivos para que essa situação ocorra, mas quando se nota uma exigência não atendida, na medida do possível, é oportuno buscar por uma capacitação.

7.4.3. Necessidades do cliente

Os clientes também sentem deficiências de conhecimento e, quanto mais a sua área de atuação se relaciona diretamente com eles, maior a necessidade de desenvolver capacidades que lhe permitam ajudá-los.

7.4.4. Renda baixa

As capacitações permitem que você execute novas tarefas e exerça novas funções. Por isso, se você deseja uma promoção ou uma melhora do seu salário, é importante se perguntar quais as capacidades que precisa agregar para assumir um novo cargo ou aumentar a sua produtividade.

7.5. Os resultados são a medida das capacitações

Como você pode deduzir sobre o que falamos sobre capacitações, elas são importantes para sua construção como profissional. No entanto, o universo corporativo é feito de resultados. Por maior que seja a importância de olhar para o futuro na gestão de carreira, você também deve ter atenção com os ganhos imediatos.

Avaliar se os seus investimentos em capacitação estão proporcionando melhora de eficiência, aumento da produtividade, alinhamento com os objetivos estratégicos da empresa e melhora do relacionamento profissional, por exemplo, é fundamental para que você possa identificar as melhores opções para investimentos futuros.

Com essa colocação, encerramos nosso texto sobre o que é gestão de carreira. Como notou, nos dedicamos a escrever um conteúdo bastante completo para você. Por isso, não deixe de voltar a consultá-lo caso sinta dúvidas no momento de elaborar seu plano de ação. É o momento de colocar todo esse conhecimento em prática.

Enquanto isso, continuaremos elaborando outras dicas relevantes para o seu crescimento profissional. Para não perder nenhuma delas, acesse e curta nossas páginas no Facebook, YouTube, LinkedIn e Instagram.

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