O planejamento na gestão da empresa tem papel crucial para o alcance de seus objetivos, servindo de guia para execução e monitoramento de estratégias. No entanto, muitos empreendedores não dão a devida atenção para esse processo e o deixam em segundo plano.

De acordo com a pesquisa “Sobrevivência das Empresas no Brasil”, do Sebrae, baseada em dados de 2000 empresas inativas e ativas, 23,4% das organizações fecharam as portas em até dois anos. Um dos motivos para isso foi o planejamento deficiente, com média de menos de 8 meses, além de, na maioria dos casos, não haver negociação de prazos com fornecedores e tampouco obtenção de crédito com instituições bancárias.

Dentre as sobreviventes, a média de planejamento foi superior a 11 meses, sendo também feito com maior qualidade. Contudo, não basta apenas planejar, pois é preciso acompanhar a aplicação do que foi definido. Quer saber por que essa prática é necessária? Continue a leitura!

Por que é importante monitorar e controlar a execução das estratégias empresariais?

Apenas planejar não basta, pois o que está no “papel” precisa, de fato, ser posto em prática. Para assegurar que isso ocorra, é fundamental monitorar cada etapa de aplicação do que foi proposto, de modo a garantir que a equipe esteja se empenhando em seguir as estratégias da empresa.

Além disso, é importante observar os resultados gerados, pois eles indicam se as práticas realmente estão sendo empregadas e se trazem retornos.

Por exemplo, conforme a pesquisa mencionada anteriormente, um dos fatores que contribuíram para organizações sobreviverem mais de dois anos foi o acompanhamento rigoroso das receitas e despesas. Essa é uma das maneiras de saber se determinada estratégia gera um impacto financeiro positivo.

Além do mais, o acompanhamento contínuo permite checar se determinado plano é condizente com a realidade do negócio e de seu mercado. Com o controle, é possível reorganizar a estratégia “em movimento”, ou seja, fazer ajustes nela enquanto é aplicada.

Quais são os erros mais comuns nesse processo e como solucioná-los?

O controle também precisa de cuidados para que seja eficiente e contribua para a melhora contínua das estratégias empresariais. Adiante, separamos uma lista com os principais equívocos cometidos por gestores nesse processo. Acompanhe!

Não estabelecer métricas de desempenho

Uma boa forma de monitorar as estratégias empresariais é por meio do uso de métricas, como os Key Performance Indicators (KPIs), ou indicadores-chave de desempenho.

Podem ser porcentagens, níveis, taxas etc. que contribuem para avaliar performance, resultados e eficiência de atividades, equipes, setores, entre outros. Há alguns amplos, que podem ser aplicados em quase todo tipo de empresa, como:

  • Retorno Sobre o Investimento (ROI): mede o valor obtido para cada real investido;
  • Ticket Médio: mensura o valor médio gasto por consumidor do seu negócio;
  • Taxa de Sucesso em Vendas: permite entender quantas “vitórias” ocorrem nas negociações entre vendedores/empresa e clientes. Pode ser aplicada em diferentes fases de interação com o consumidor a fim de checar em quais há maior êxito e em quais há gargalos;
  • Índice de Turnover: mede a rotatividade de colaboradores na empresa;
  • Taxa de conversão: muito usado em estratégias empresariais voltadas para marketing e vendas. Ele possibilita entender quantos potenciais clientes (leads) foram convertidos, isto é, cadastraram um e-mail no site, preencheram um cadastro ou uma pesquisa etc.

Há, ainda, os específicos do seu setor de atuação. Nesse caso, é preciso pesquisar quais KPIs são usados com maior frequência no seu segmento ou, até mesmo, estabelecer alguns próprios para o seu negócio.

Não definir um responsável pelo acompanhamento

É essencial definir alguém para monitorar a execução das estratégias empresariais caso o gestor não possa se empenhar nessa tarefa. Senão fizer isso, o acompanhamento pode se tornar deficitário, apresentando lacunas de informações nos momentos em que os resultados das estratégias não foram levantados.

Também é possível que surjam confusões quando há demora para coletar e comparar dados de desempenho — o que tende a demandar horas de trabalho para buscar e organizar as informações.

Controlar apenas no início

É normal que, no início da execução das estratégias empresariais, haja um controle maior. O gestor está mais motivado, as equipes querem mostrar um bom trabalho e a “memória” das estratégias é recente.

Todavia, ao longo do tempo, a rotina pode se sobrepor e levar a um “abandono” desse controle. Quando for preciso analisar os relatórios sobre a eficiência das estratégias, muito tempo pode ter passado sem o acompanhamento devido, dificultando a análise dos resultados. Portanto, é necessário disciplina e assiduidade na hora de monitorar as estratégias da empresa no curto, médio e longo prazo.

Não alinhar o planejado com o que ocorre na prática

É importante ter um bom alinhamento estratégico no negócio, especialmente entre o que se planejou e a realidade da empresa. Por exemplo, não adianta definir ações estratégicas sem que os colaboradores estejam capacitados para executá-las, especialmente se elas envolvem tendências e inovações do mercado.

Nesse caso, é preciso investir em treinamento prévio e, a partir dele, começar a controlar os resultados. Dessa forma, não só estratégias poderão ser avaliadas, como também a eficiência do ensino oferecido aos trabalhadores.

Cobrar em excesso

Cuide para que o acompanhamento não se transforme em cobrança excessiva por parte dos líderes em relação aos liderados. Isso pode atrapalhar a aplicação e condução das estratégias empresariais, além de gerar um clima organizacional ruim.

É importante que o monitoramento seja feito para analisar pontos fracos e fortes no intuito de buscar soluções para os gargalos. Esse processo serve para ajustar incoerências ou impossibilidades nas estratégias aplicadas, a fim de otimizá-las, e não para culpar colaboradores por erros, ineficiências ou fracassos.

Quais são as práticas mais recomendadas?

Além das soluções apontadas, é preciso buscar a cooperação de toda a equipe da empresa. Não só os líderes devem acompanhar as ações aplicadas, mas também os colaboradores. Dessa forma, eles mesmos poderão tomar providências para que suas atividades apresentem melhor performance. Consequentemente, as estratégias da organização terão maiores chances de terem êxito, além de maior efetividade operacional.

Nesse caso, lembre-se de mostrar a todos os papéis que desempenham para o alcance dos objetivos do negócio. Também forneça feedbacks sobre a performance dos funcionários e sobre os resultados da empresa, tornando o processo mais transparente.

Se tiver dificuldades com execução e monitoramento de estratégias, a dica é procurar uma agência especializada nessa área. A expertise dessas empresas poderá ser útil para a adoção de práticas de excelência do mercado no controle de resultados e de performance.

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