Atualmente, a tecnologia está rompendo as barreiras impostas pelas limitações humanas. Vivemos na época da inteligência artificial e da internet das coisas. Esses e outros sistemas estão evoluindo com muita rapidez, engendrando a disrupção digital no mundo corporativo.

Mas o que é disrupção digital? Como essa tendência está influenciando a maneira das empresas gerenciarem seus negócios? Neste artigo, esclarecemos esse assunto para você. Boa leitura!

O conceito de disrupção digital

O termo “disrupção” refere-se a divisão ou rompimento. Essa palavra indica perfeitamente os efeitos das tecnologias sobre os modelos tradicionais de negócios. Dito de outra forma, a disrupção digital consiste na evolução tecnológica que rompe ou supera as ferramentas virtuais existentes.

Quer um exemplo? Recentemente, muitas empresas começaram a utilizar os chatbots (robôs de interação). Essa tecnologia mudou o tradicional setor de call center tornando o relacionamento com o cliente mais rápido, personalizado e eficiente.

Em tal contexto, as organizações precisaram reformular suas práticas internas e adquirir novas aplicações virtuais, a fim de garantir a sua sobrevivência no mercado e, também, reter o público-alvo.

O varejo, por sua vez, encontra-se entre os setores que mais sentiram o impacto da disrupção digital. Por meio de aplicativos, os clientes podem realizar compras online e retirar os itens em uma loja física ou recebê-los em casa. Ante essa nova realidade, as empresas precisaram disponibilizar essa ferramenta a todos os clientes.

Todavia, qual é o real efeito da disrupção digital na gestão interna das organizações? Confira!

Inteligência artificial

Abordamos, até aqui, os resultados da evolução tecnológica sobre o comportamento do consumidor. Contudo, até chegar ao cliente, há uma série de transformações que ocorrem na instituição, alterando sua infraestrutura e cultura corporativa.

Um dos grandes desafios das empresas é entender o comportamento do seu consumidor. Entretanto, com a inteligência artificial (IA) foram abertas várias possibilidades para as organizações aprofundarem a sua relação com o público-alvo.

Além do chatbot, a IA permite a criação de campanhas de marketing personalizadas. Afinal, essa tecnologia, quando aliada a técnicas do business intelligence, configura-se em excelente alternativa, sobretudo, para monitorar as ações dos usuários na internet.

Portanto, cada curtida ou vídeo assistido são “pegadas” que revelam o tipo de conteúdo que uma pessoa gosta de consumir. Com base nessas informações, a empresa pode oferecer um produto que, de fato, agrade o cliente. Conseguindo, assim, encantar e fidelizar o maior número possível

Diante disso, ocorre uma ruptura: a antiga atitude baseada em tentativas, erros e acertos, já não tem lugar nas organizações contemporâneas. Os consumidores estão se acostumando a ter as suas necessidades atendidas e não aceitam mais serem forçados a comprar produtos que não sejam personalizados.

Realidade virtual e aumentada

A tecnologia está proporcionando uma imersão mais profunda das pessoas no mundo digital. Alguns setores empresariais já adotaram a realidade virtual e aumentada nas suas demandas internas e nos seus tratos com os clientes.

No primeiro caso, as empresas têm inserido essa tecnologia nos programas de treinamentos de funcionários, fazendo com que os colaboradores vivam situações que podem ocorrer dentro da companhia.

Desse modo, é possível descobrir qual será a reação deles, os seus pontos fortes e fracos e as suas competências profissionais. Tais informações direcionarão as aulas do treinamento e as demais iniciativas de aperfeiçoamento e capacitação profissional.

Outra área interna que está se beneficiando da disrupção promovida pela realidade virtual é o setor de recrutamento e seleção de talentos. A partir dessas inovações tecnológicas, os candidatos são inseridos no ambiente interno da instituição e realizam algumas atividades comuns à função que almejam.

Dessa forma, os recrutadores podem perceber como é o desempenho e a produtividade dos participantes, diminuindo os erros na contratação de funcionários.

Essa tecnologia está sendo implantada, também, com vistas a qualificar o relacionamento com os clientes. Afinal, é mais fácil fazer um consumidor comprar quando ele tem a sensação de experimentar o produto ou serviço em questão.

No setor imobiliário, por exemplo, o cliente “entra” no interior do imóvel e nota cada detalhe do ambiente, podendo fazer modificações na decoração ou na estrutura da residência ou prédio comercial.

Internet das coisas

Em um recente artigo publicado pela revista ISTOÉ Dinheiro, divulgou-se uma pesquisa realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O estudo apontou que a internet das coisas deve movimentar, na economia brasileira, cerca de 132 bilhões de dólares até 2025.

Na prática, a internet das coisas está mudando diversos processos realizados nas empresas, tais como a marcação de ponto dos colaboradores. Em vez do habitual relógio para registrar o comparecimento ao trabalho, os funcionários batem o ponto por meio da biometria, sensores, dispositivos wearables e outras soluções móveis.

Os dados são enviados automaticamente para o setor de recursos humanos e o cálculo da folha de pagamento é realizado por um software.

Dessa maneira, é possível elevar, inclusive, a produtividade dos profissionais do setor de RH: eles não precisam mais gastar horas realizando cálculos e buscando dados soltos para fechar a folha de pagamento. Em vez disso, podem usar o seu tempo em outros projetos estratégicos do setor.

Tecnologia cognitiva

Além do objetivo de oferecer conhecimentos, a tecnologia cognitiva possui meios inteligentes de aplicá-los. Por isso, ela pode ser comparada a um gestor que, eficientemente, dirige as estratégias de um negócio.

Suas ferramentas permitem a previsão de situações futuras, com base nos rumos que o mercado empresarial está tomando. Por exemplo, ante o baixo desempenho dos funcionários de um determinado setor, a empresa consegue discernir o que deve ser feito antes de amargar grandes prejuízos financeiros.

Todo isso feito por meio de um software inteligente. Esse novo cenário apresenta desafios para os CIOs que enfrentarão a necessidade de criar modelos de negócios digitais. Para garantir a eficácia desse processo, é altamente recomendável considerar a contratação de especialistas em TI que saibam lidar com esse tipo de tecnologia.

Dado o presente contexto, não é difícil supor que as novas tecnologias continuarão a nos surpreender. Empresas de todos os segmentos passarão por mais transformações causadas pela disrupção digital e novos conjuntos de ferramentas virtuais.

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