A análise do macroambiente de uma empresa é o único caminho para que o sucesso do empreendimento não dependa do acaso e da sorte. Do contrário, qualquer estratégia que pareça promissora pode surpreender negativamente e, em muitos casos, comprometer seriamente o negócio.

Isso porque as empresas estão sujeitas a uma série de variáveis de influência. As internas, como boas práticas de gestão operacional, são perfeitamente controláveis. Já as externas não dependem exclusivamente da ação das equipes internas e de suas lideranças.

No post de hoje, você vai conhecer as principais influências externas que precisam ser consideradas, como analisá-las e que resultado esperar disso. Se considerá-las com cuidado, seu trabalho vai ficar mais fácil e você poderá exercê-lo com maior segurança.

O que esperar da análise do macroambiente de uma empresa?

Vamos começar com um exemplo. Imagine que você é a pessoa encarregada de encontrar a melhor opção de um sistema de controle financeiro. Sua recomendação é comprar a solução mais produtiva, segura, com menor custo de suporte e investimento de mais rápida recuperação.

Você faz uma boa pesquisa, testes diversos, conversa com especialistas e encontra facilmente o sistema mais adaptado para o seu caso. A contratação é feita e, alguns meses após a conclusão da implantação, você tem notícia de que a concorrência está migrando para um novo sistema, recentemente lançado.

Os riscos

Uma nova tecnologia utilizada vai permitir uma operação mais eficiente e 30% mais barata em relação a que pode conseguir com a solução que acaba de implantar. Essa é uma influência externa sobre a qual você não tinha controle, mas que vai ter impacto no resultado operacional e na produtividade. No caso, houve uma interferência do ambiente tecnológico.

Da mesma forma, poderia ter ocorrido uma mudança no ambiente legal. Uma nova lei que proibisse a comercialização de um produto ou um aumento de imposto, por exemplo. Vamos descrever outros ambientes neste texto para você. Por enquanto, é importante perceber que, apesar de não ter controle sobre esses casos, é possível se proteger dessas influências.

Na primeira situação, se você soubesse de uma nova tecnologia em desenvolvimento poderia recomendar a protelação da contratação do sistema; no segundo, a lei certamente já estava em processo de aprovação e a empresa poderia encontrar alternativas para superar a perda se soubesse disso.

As oportunidades

Assim, quanto maior o número de variáveis que uma empresa monitora, menor o risco que ela corre. Mas não vamos pensar apenas no lado negativo. Muitas das influências também são positivas. Afinal, foi o caso da empresa concorrente que comprou o melhor sistema. Da mesma forma, quantas oportunidades não estão disponíveis agora para você e sua empresa?

Mesmo na recente crise econômica muitos negócios cresceram. Alguns até alcançaram um privilegiado posicionamento no mercado por identificar oportunidades. Quer um exemplo? As microfranquias.

Com o aumento do desemprego muitas pessoas precisaram encontrar uma nova fonte de renda e a maioria não tinha muito para investir. Várias empresas franqueadoras passaram a oferecer a opção de pequenos negócios — alguns no próprio domicílio, sem a necessidade de abrir uma loja —, e cresceram exponencialmente.

Quais são as influências externas que impactam em uma empresa?

Nesse momento você já deve estar refletindo sobre a melhor forma de levantar as influências externas. Já vamos esclarecer isso. Mas antes, vamos conhecer as principais. Os macroambientes também são chamados de ambientes de marketing e costumam ser divididos em 7, são eles:

  • demográfico: a nossa população está envelhecendo, o percentual de jovens já foi muito maior e isso influencia o perfil de consumo, assim como a taxa de natalidade, o percentual de homens, mulheres e crianças, da população urbana e outras características;
  • econômico: envolve a renda, inflação, a taxa de desemprego, de juros e outras questões econômicas;
  • sociocultural: os valores sociais, o estilo de vida e a formação de grupos sociais, por exemplo, também influenciam o perfil de consumo;
  • legal: já o usamos de exemplo e envolve a criação de barreiras, mudanças na legislação e regulação;
  • político: também tem origem no governo, mas envolve o sistema político e os grupos que conquistam poder junto ao Estado;
  • ambiental: implica em questões como o nível de degradação, zonas protegidas e a legislação ambiental;
  • tecnológico: também foi usado de exemplo e, além das inovações, envolve questões de infraestrutura e patentes.

Algumas divisões incluem o ambiente tributário e natural, por exemplo. Você pode optar por uma classificação mais especifica se desejar. Mas o importante é considerar o máximo de influências possíveis e principalmente aquelas que podem fazer mais diferença no seu segmento.

Como fazer uma boa análise do macroambiente de uma empresa?

O primeiro passo para analisar e se proteger das influências externas é pesquisar sobre cada um dos ambientes e as possíveis mudanças a que estão sujeitos. Você pode contar com ajuda especializada nesse levantamento, o que costuma facilitar bastante. Afinal, quem está o tempo todo trabalhando com esses dados já tem muita informação prévia.

Além dos especialistas, muitas entidades, como o IBGE e o SEBRAE, fazem pesquisas periódicas, principalmente sobre o ambiente demográfico. Também existem publicações  interessantes que abordam tendências de mudanças. Um exemplo é o livro: “Megatrends 2010: O poder do capitalismo responsável”, de Patricia Aburdene.

A autora é uma futurista respeitada que, em conjunto com nomes como John Naisbitt,  publicam obras regulares sobre tendências de cada década que são usadas por vários profissionais de marketing. Contudo, não basta ter essas informações em mãos, é preciso organizá-las de forma que possam ser consultadas e ajudar a empresa nas decisões estratégicas e definição de objetivos.

A metodologia mais utilizada para isso é a Matriz SWOT. Você provavelmente já ouviu falar e, basicamente, ela relaciona pontos fortes e pontos fracos (influências internas, como preço competitivo e necessidade de capacitação da equipe), e ameaças e oportunidades (influências externas).

Os quatro quadrantes (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades) são posicionados lado a lado em uma apresentação gráfica e descritos em detalhes na forma de texto. Assim, os decisores podem facilmente estabelecer prioridades e definir as melhores políticas, inclusive em relação à disrupção digital.

Como notou, a análise do macroambiente de uma empresa é fundamental para que ela diminua a influência das ameaças externas no seu desempenho. Certamente, você já ouviu algumas frases que evidenciam a necessidade de assumirmos a responsabilidade sobre o que acontece na nossa vida, no lugar de responsabilizar os outros pelos nossos problemas. Com uma empresa acontece a mesma coisa. Por isso, é importante nos mantermos informados.

Você pode obter muitas dessas informações nas redes sociais. Confira nossa página no Facebook e visualize nossas publicações em primeira mão!

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