Você administra um negócio e quer fazer sua empresa crescer, mas enfrenta muitos problemas no dia a dia? Algumas situações são comuns e fazem parte do ciclo de vida das organizações. Conforme a empresa cresce, desafios e oportunidades também mudam.

Cabe ao gestor fazer um monitoramento constante dos projetos para identificar o que precisa ser ajustado para alcançar a estabilidade e o sucesso.

Todavia, o ápice do negócio não pode ser visto como um motivo para ficar desatualizado em relação ao mercado, pois isso pode gerar consequências desastrosas. Quer saber em que fase de maturidade a sua companhia está e o que fazer para manter as atividades a todo vapor? Acompanhe!

Conceito de ciclo de vida de uma empresa

Uma organização passa por processos semelhantes aos dos seres vivos. Ela nasce, cresce, desenvolve-se, e se não houver um cuidado da gestão, morre. A grande diferença é que as companhias têm capacidade de se adaptar às mudanças do cotidiano e promover melhorias para continuarem no mercado por muitas gerações.

Seguindo esse raciocínio, a empresa precisa passar por avaliações e mudanças constantemente para levar propostas interessantes ao público-alvo. A cada novo desafio que surge, também aparecem os problemas a serem enfrentados.

Muitos deles são comuns para determinado ciclo empresarial, enquanto outros são oriundos de situações mais graves que não foram resolvidas no estágio anterior de desenvolvimento. Esses podem se tornar fatores patológicos e levar a companhia a fechar suas portas.

Cabe ao gestor, portanto, acompanhar o desempenho da organização, avaliar os problemas e buscar maneiras efetivas de resolvê-los. Entenda melhor sobre o ciclo das organizações!

Etapas do ciclo de vida das organizações

Em qual período de vida a sua empresa está? Acompanhe os estágios a seguir e faça um diagnóstico:

Namoro

Esse é o estágio inicial de qualquer empresa. É o período que surge a ideia de negócio e a pessoa precisa buscar informações para transformar o projeto em algo concreto.

Esse é o momento em que o fundador tem o compromisso de tornar o sonho realidade e assumir riscos, ou deixar a ideia morrer.

Infância

A etapa compreende o período inicial da companhia. Ela existe porque o fundador centraliza as informações e muitos trabalhos. A equipe profissional ainda é amadora e não tem processos definidos, pois todos estão aprendendo com os erros e acertos.

Muitas decisões são feitas por impulso, o que pode gerar algumas crises a serem enfrentadas. Devido às dificuldades iniciais e à falta de controle financeiro, muitas empresas encerram as atividades nesse estágio. Algumas permanecem nessa etapa por muitos anos, enquanto outras se fortalecem e seguem para a próxima fase.

Toca-toca

Nesse momento a ideia já está em pleno funcionamento e a empresa segue em ritmo acelerado, com boas vendas e produção. Geralmente, o sucesso vem muito da intuição e dedicação dos proprietários, que enxergam oportunidades onde outros só veem problemas.

Contudo, deve haver uma preocupação para não diversificar demais o ramo de negócios e perder o controle.

Outro fator complicador que pode surgir é a crença de que a empresa só funciona por causa dos gestores. Isso pode gerar uma baixa valorização da equipe profissional e pouco investimento em capacitação. A consequência disso pode ser a estagnação da companhia nesse estágio.

Adolescência

Da mesma forma que os jovens começam a se afastar dos pais e buscar o próprio espaço no período de adolescência, a empresa passa a ter um distanciamento maior do seu fundador.

Algumas tarefas começam a ser delegadas para outros profissionais, mas sem a criação de um processo. Isso gera conflitos entre as pessoas da velha e da nova geração (fundador e gerentes) e aplicação de mudanças nas metas empresariais.

Essa é uma etapa com muitas discussões e adaptações por parte da equipe. Quando o gestor consegue superar as divergências e promover alterações positivas, a companhia passa para a etapa seguinte de desenvolvimento. Em outros casos, a organização regride para a fase toca-toca.

Plenitude

Esse é o estágio em que há um equilíbrio maior na organização. Criam-se processos e estruturas organizacionais que funcionam e os gestores valorizam a capacitação profissional.

A equipe passa a ter mais autonomia para desenvolver as tarefas e alcançar as metas da organização.

Com planejamento e visão de futuro, o negócio passa a crescer e ter mais lucratividade. O grande desafio é o gestor não se acomodar para manter a inovação constante e continuar gerando negócios.

Estabilidade

A fase caracteriza o ápice empresarial, mas também a possibilidade de desaceleração. O negócio já cresceu, enfrentou muitos obstáculos e conta com uma boa cartela de clientes ou projetos.

Os processos são organizados e padronizados e isso traz segurança para o gestor. Existe um planejamento para ser seguido e um interesse constante em alcançar as metas. Apesar de positiva, essa prática também pode gerar perda de flexibilidade e falta de vontade de inovar, o que pode levar a companhia ao declínio.

Para evitar um processo de queda empresarial, é importante investir em tecnologia e capacitação profissional da equipe.

Aristocracia

A companhia tem dinheiro em caixa e o gestor faz investimentos em ferramentas de controle, benefícios aos colaboradores e mudanças nas instalações.

Geralmente, esse é o momento em que ocorrem fusões ou aquisições de outras empresas. A visão do negócio é manter as atividades, monitorar os processos e seguir com o trabalho, sem realizar mudanças bruscas nos produtos ou serviços oferecidos.

O gestor precisa ficar atento constantemente à organização e fazer diagnósticos para verificar a saúde do negócio. Também é necessário acompanhar o mercado para não ganhar um perfil conservador.

Burocracia incipiente

A empresa perdeu a capacidade de renovar seus projetos ou produtos e isso começa a gerar perdas financeiras. Os diretores começam a brigar entre eles para apontar culpados, em vez de se unirem para resolver o problema. É cada um tentando “salvar a própria pele”.

Muitos funcionários começam a ser demitidos e a organização perde muitos talentos.

Esse é o momento em que o proprietário precisa assumir o controle, fazer uma avaliação do negócio e promover mudanças significativas para evitar a morte da companhia. Muitas vezes, é fundamental buscar ajuda de uma consultoria externa para ter uma visão ampliada sobre o negócio.

Burocracia e morte

A burocracia excessiva, a falta de motivação dos gestores e a ausência de vontade de inovar prejudicam o desenvolvimento da companhia.

O gestor perde um pouco a autoridade e tem dificuldade para mudar o sistema organizacional.

Em muitos casos, a empresa não gera recursos suficientes para manter as atividades e falta controle financeiro. A única saída é tentar motivar a equipe, buscar um diferencial no mercado e inovar. Caso contrário, a companhia fechará as portas.

Essa é uma visão geral do ciclo de vida das organizações. Cada companhia tem a sua particularidade e o gestor deve ficar atento às características essenciais do negócio.

Portanto, procure acompanhar o mercado e promover a inovação na sua empresa. Gostou deste artigo? Aproveite para entender como o business intelligence pode dar suporte à sua gestão!

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