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Sustentabilidade empresarial: como e por que investir nessa ideia?

O que vem à mente quando ouve ou lê as palavras sustentabilidade empresarial? Talvez pense logo em práticas ecologicamente corretas adotadas por organizações do mundo corporativo, certo? Embora esse seja um dos fatores que compõem o conceito, o seu alcance vai muito além do ecossistema ambiental.

Gostaria de saber o que é a sustentabilidade empresarial? Quer descobrir como funciona na prática e como beneficia as organizações? Acompanhe o nosso artigo!

O que é a sustentabilidade empresarial?

No decorrer dos anos, a consciência ambiental tornou-se mais forte no meio corporativo. Se antes as empresas só se preocupavam em explorar os recursos naturais para aumentar os lucros, hoje elas tentam reduzir o impacto que suas atividades têm sobre a natureza.

No entanto, a sustentabilidade empresarial envolve mais do que isso. Ela significa também gerenciar a organização de um modo que garanta a sua sobrevivência ao longo dos anos, ou seja, a perpetuidade da marca. Desse modo, uma instituição que consegue conservar uma existência saudável é um exemplo de sustentabilidade.

Sendo assim, essa companhia tem um bom relacionamento com seus clientes, investidores e parceiros de negócios. No âmbito interno, estimula a constante inovação, por manter uma reestruturação diária. O resultado disso é a melhoria operacional, a inclusão de serviços mais eficientes e a consolidação da empresa no mercado em que atua.

Com esse embasamento, o ambiente corporativo torna-se um celeiro de novas ideias. Quando são canalizadas para o fortalecimento de metas e estratégias da empresa, os lucros financeiros aumentam e a “engrenagem” da sustentabilidade cumpre o seu objetivo.

Para materializar o que estamos falando, mostraremos um exemplo de sustentabilidade empresarial: a empresa IBM (Internacional Business Machine). A princípio, essa organização era focada no desenvolvimento e vendas de hardware. Com o passar dos anos, tornou-se especialista em fornecer serviços na área de TI (tecnologia de informação).

Nesse estágio, a IBM inseriu as máquinas que desenvolvia nesses serviços que disponibilizava. Atualmente, os equipamentos que produz não são mais vendidos, em vez disso são cedidos por meio de contratos de uso e utilizados na nuvem. Um exemplo é o Watson — plataforma de serviços cognitivos para negócios — que permite a criação de aplicações com a inteligência artificial.

Percebeu como a IBM demonstra o que é fazer sustentabilidade ambiental? Em vez de apenas negociar tecnologias, ela reinventou seus processos internos, apresentou ao mercado novas formas de produtos e serviços e fez da inovação um pilar importante de sua identidade empresarial.

O que se perde quando não há sustentabilidade em uma empresa?

A ausência da sustentabilidade causa muitos efeitos negativos. Um deles é a falta de visão para tomar decisões em longo prazo, resultando, assim, em ações míopes e desorientadas, que trazem muitas frustrações.

Digamos que uma empresa perceba a necessidade imediata de reduzir custos. Logo, os gestores começam a demitir os profissionais mais experientes, pois têm os salários mais altos, e a diminuir os investimentos em projetos ligados à inovação. Parece uma decisão coerente, concorda? Afinal, o orçamento financeiro da organização ficará mais “folgado”.

Entretanto, essa não é a melhor estratégia quando olhamos para o futuro. Pense no seguinte: ao despedir os funcionários com mais tempo na empresa, a qualidade dos serviços será radicalmente afetada. Em resultado disso, a reputação e a competitividade da organização perante o mundo corporativo declinarão.

Some a isso a evasão dos clientes, que, não satisfeitos com a queda da excelência nos produtos e serviços, migram para empresas concorrentes. Sendo assim, o que antes resolveu o problema financeiro, mais tarde aumentou o prejuízo da organização.

Em resumo, a sustentabilidade empresarial evita que a empresa tome decisões desesperadas. Ao contrário, ajuda na consciência e na orientação de iniciativas que fortalecerão a marca e permitirão o desenvolvimento de processos que sustentem as bases estruturais do negócio.

Como funciona na prática?

Podemos afirmar que a primeira ação para implantar a sustentabilidade na organização é pensar em longo prazo. Dessa forma, é possível definir um objetivo para a empresa e tomar decisões no presente que levem ao alcance dessa meta. É claro que esses alvos devem ser condizentes com a realidade da organização para que se tornem viáveis.

Em contrapartida, a empresa precisa estender a sustentabilidade para o ambiente externo. Nesse aspecto é incluído o relacionamento com clientes, fornecedores, meio ambiente e órgãos governamentais.

Quando esses fatores são levados em consideração, a organização aumenta a sua resiliência. Em futuras crises, não sofrerá abalos tão fortes que resultem na sua falência. Como assim? Vamos explicar. Uma empresa que tem uma produção constante de produtos inovadores e de qualidade afirma-se como referência perante os consumidores.

Essa é uma prática sustentável que sobrevive a uma severa crise econômica. Afinal, os clientes optarão por gastar o seu dinheiro com uma marca que já conhecem e provou ser de confiança.

Por mais que reconheçam a importância da sustentabilidade, muitas empresas não conseguem implantar essa prática em seu contexto empresarial. Nesse caso, o melhor a fazer é contratar uma empresa que preste serviço de governança corporativa. O que envolve tal trabalho?

Com esse suporte, é possível realizar mudanças significativas na estrutura e na cultura organizacional. Além disso, são definidos objetivos, métricas e projetos que sejam compatíveis com as estratégias do negócio.

A partir daí, é feito o planejamento para a execução dos projetos. Nessa etapa, uma gestão eficiente ajuda a alcançar os alvos estabelecidos dentro do prazo e do orçamento financeiro da organização.

Outra facilidade ao contratar uma empresa de governança corporativa é a possibilidade do uso de tecnologias voltadas para a sustentabilidade empresarial. Esses recursos virtuais podem ser customizados para atender às necessidades específicas de cada organização.

Sendo assim, uma empresa que precisa criar a sua sustentabilidade une uma boa gestão, a execução dos projetos, a inovação e a tecnologia. O resultado disso é um legado que fará parte da cultura interna e perpetuará a existência da organização.

Enfim, o conceito de sustentabilidade empresarial está tomando cada vez mais forma e caminha na direção em que o meio ambiente e as instituições corporativas dependerão um do outro. Caminhando dessa forma, essa parceria dará muitos frutos positivos.

Esperamos que tenha gostado do nosso artigo. Entendeu por que é importante investir na sustentabilidade ambiental? Temos outros conteúdos incríveis para compartilhar com você! Assine nossa newsletter e receba os novos artigos direto na sua caixa de e-mail.

Análise de concorrência: como se diferenciar do mercado?

A capacidade de conquistar o consumidor define o sucesso de um negócio. Esse é o fator que determina o crescimento, a conquista do mercado e a lucratividade. No entanto, nessa jornada a empresa enfrenta uma série de competidores que têm o mesmo alvo. Como se destacar deles e alcançar o prêmio? A análise de concorrência é o primeiro passo para alcançar esse objetivo.

Se você ainda não sabe qual é a importância dessa ação e como realizá-la para obter informações indispensáveis para se destacar no mercado, não perca este post. Vamos falar sobre as vantagens de colocá-la em prática, como fazê-la e de que forma aplicar os resultados no seu negócio. Acompanhe!

A importância da análise de concorrência

A análise de concorrência, também conhecida como benchmarking, é vista como essencial até para quem ainda está planejando abrir um negócio.

O principal objetivo do benchmarking é analisar em profundidade as melhores práticas que os negócios atuantes no mesmo setor que o seu utilizam na gestão da empresa ou para conquistar um público que vocês têm em comum.

No entanto, muitas organizações que já estão estabelecidas no mercado há anos nunca realizaram o benchmarking. Ao estabelecerem essa prática, elas podem obter informações valiosas, que vão ajudá-las a conhecer melhor os consumidores, satisfazê-los e superar a concorrência. Descubra que dados são esses.

Conhecimento do público-alvo

Analisar a operação dos seus concorrentes ajuda a entender melhor o seu público-alvo. Afinal, se eles obtêm sucesso com esse grupo de pessoas, você pode identificar características do produto ou do serviço que elas valorizam — um indicativo de suas necessidades.

Alerta para novas tendências

O mercado não é estático. Ele é totalmente dinâmico, com demandas surgindo enquanto outros produtos ou serviços se tornam obsoletos. Algumas dessas mudanças acontecem devido ao avanço tecnológico, enquanto outras se devem unicamente ao desejo dos consumidores por novidades.

O fato é que, se um negócio não está atento a essas tendências, ele tem grandes chances de perder clientes. É inevitável que as pessoas busquem esses modismos e, como consequência, procurem estabelecimentos que oferecem essas novas alternativas.

Quando a empresa faz a análise de concorrência, ela percebe essas tendências ainda em estágio precoce. Ela pode analisar a situação e aderir ao modismo sem perder o timing ou simplesmente criar uma opção para atrair o consumidor e mostrar que sua oferta é mais vantajosa ou interessante.

Diferenciais oferecidos pelos concorrentes

Finalmente, o benchmarking faz com que você compreenda as ações dos concorrentes que melhoram a experiência do consumidor. É possível ficar atento tanto a práticas de gestão que tornam o negócio mais lucrativo quanto a diferenciais no produto e no atendimento, entre outros aspectos.

Esses são apenas os principais dados obtidos com a análise de concorrência. É possível explorar também outros fatores para aprender com os demais players do mercado ou identificar pontos fracos que a sua empresa pode explorar na estratégia para surpreender e conquistar o consumidor.

Como fazer a análise de concorrência

Como fazer o benchmarking? Talvez essa seja a sua dúvida. Por isso, elaboramos este tópico para que você saiba o que levar em consideração ao fazer sua análise de concorrência.

Defina quem são os seus concorrentes

Grande parte dos gestores sabe quem são seus principais concorrentes. Se você não tiver essa informação, procure saber com os seus atuais clientes. Onde eles buscam os mesmos produtos ou serviços quando não o encontram na sua empresa? Onde estão os consumidores que você gostaria que comprassem do seu negócio?

O fator mais importante ao definir seus concorrentes é selecionar aqueles que realmente competem pelo mesmo público-alvo. Sua região pode ter várias pizzarias, por exemplo, mas é possível que elas sejam separadas de acordo com os grupos diferentes que atendem. Concentre-se em quem tem o mesmo alvo que o seu negócio.

Selecione os dados relevantes

Nem sempre a opção mais efetiva é obter todas as informações possíveis. Pode ser que sua empresa queira implementar melhorias em uma área específica. Nesse caso, o benchmarking deve se voltar para esse aspecto.

Também existe a possibilidade de fazer uma avaliação abrangente. O ideal, nessa situação, é separar os dados por área para aplicá-los com mais facilidade depois. Podemos mencionar produto, atendimento, público-alvo, preços, administração ou marketing, entre outros.

Selecione o que é mais relevante no momento — pelo menos na sua primeira análise. Depois de ganhar experiência na coleta, compreensão e na aplicação dessas informações, invista em pesquisas mais profundas.

Compreenda os valores

Nem sempre os consumidores observam apenas a qualidade dos produtos, o atendimento excepcional e os preços atrativos. As novas gerações estão cada vez mais interessadas em empresas que praticam valores com os quais elas se identificam.

Portanto, tente entender esse aspecto dos seus concorrentes. Se uma marca atrai um público de Millennials ou gerações ainda mais jovens, descubra a bandeira que eles defendem. Isso não significa que a sua empresa deve copiar os valores da outra marca.

Procure descobrir características existentes na essência do seu negócio que possam ser um fator de identificação com o seu público-alvo.

Busque informações em diversas fontes

Atualmente, existem vários métodos para ajudar você a encontrar essas informações. O gestor de um negócio pode conversar com clientes que frequentam os dois estabelecimentos, com os próprios administradores dessas empresas (caso haja um bom relacionamento) e ainda recorrer a outras fontes de avaliação.

Em mecanismos de busca na internet, por exemplo, é possível encontrar avaliações que outros clientes fizeram desses estabelecimentos. Também existem ferramentas como o SocialMention, que ao digitar o nome da empresa ou do produto, quem pesquisa visualiza tudo que está sendo dito nas mídias sociais.

Outra opção é simular uma experiência de consumo. Você procura o estabelecimento como um cliente e observa tudo o que é possível, pede informações, ouve a proposta, experimenta o atendimento etc.

Nesse ponto, vale um alerta: compare as fontes para ter uma visão abrangente. No Google, por exemplo, é possível encontrar várias reclamações que podem não corresponder à imagem geral de um negócio. Afinal, as pessoas geralmente estão mais dispostas a entrar em uma página para reclamar do que para elogiar.

Como usar o benchmarking para se destacar no mercado

De nada adianta investir em benchmarking se a empresa não souber como aplicar os resultados. O grande objetivo dessa pesquisa é melhorar o seu negócio a partir da compreensão do perfil do público-alvo e do mercado.

Portanto, pense: você identificou pontos fracos dos seus concorrentes? Há aspectos em que o consumidor não está satisfeito com os produtos ou serviços deles?

Se a sua resposta é positiva, isso significa que você encontrou oportunidades. Supra essas lacunas do mercado e faça uma ação de marketing voltada para a divulgação dessas características. É sua chance de conquistar essas pessoas, mostrando que sua empresa atende às necessidades delas.

Além disso, você deve ter encontrado pontos fortes dos seus concorrentes. Sua missão é superá-los! Crie uma lista com as mudanças necessárias, faça um plano para implementá-las e torne a experiência do consumidor ainda melhor ao estabelecer diferenciais competitivos relevantes para o seu público-alvo.

Depois de entender a importância da análise de concorrência, que tal descobrir um método para implantar essas mudanças e avaliar seu resultado? Para isso, continue aqui no blog e leia nosso post sobre o ciclo e método PDCA!

Como proporcionar mais escalabilidade comercial ao seu negócio?

A escalabilidade comercial é a capacidade da empresa de ampliar a sua participação de mercado de forma representativa, sem necessidade de grandes investimentos. Em outras palavras, uma empresa escalável é aquela com grande potencial de crescimento instalado — aumento de escala e um bom ciclo de vida.

Vários fatores influenciam essa capacidade. Entre eles, capacidade e necessidade de investimento, aceitação do público, diferencial competitivo, mão de obra disponível, capacidade produtiva e assim por diante. Contudo, o fator mais importante é justamente a percepção de valor do seu público, que envolve o desejo de pagar o preço solicitado para obter o valor entregue por meio do produto ou serviço.

Sua maior importância reside no fato de que toda empresa quer crescer, mas nem todas têm o mesmo potencial de ampliação de mercado. Reunir as características necessárias para isso garante solidez do negócio e melhor condição de vida para todos os envolvidos. Então, como garantir a escalabilidade tão desejada pela grande maioria dos empreendedores? Continue a leitura e confira!

Realize mudanças na gestão

Um negócio escalável depende da elaboração de um modelo que, essencialmente, precisa garantir que os custos de produção e desenvolvimento caiam conforme a escala aumente. Embora seja um exemplo antigo, o caso da Ford é emblemático nesse aspecto. Ele se tornou uma referência ao popularizar os automóveis.

Para conseguir isso, a lógica adotada por Henry Ford incluiu a elaboração de um sistema de linha de produção que mudou a forma como fabricávamos produtos. De lá para cá, muita coisa mudou e avançamos bastante nas técnicas e práticas da indústria e dos processos adotados na execução de serviços, mas ainda é fundamental avaliar e adequar o modelo de gestão e produção com objetivos de melhorar a eficiência operacional.

Não significa que o seu negócio precisa criar uma revolução, como a Ford fez em sua época, mas sim que ele deve assumir a tarefa de elaborar um modelo de gestão que considera os ganhos de escala. A gestão não pode estar centralizada e precisará ser replicada em outras unidades sem perder qualidade, o que também depende fortemente dos processos adotados.

Padronize e mapeie os processos

Em uma empresa de pequeno porte, é comum que o fundador execute e acumule uma série de tarefas e atribuições. As decisões e a operação são muito mais centralizadas e dependentes dele. Contudo, é lógico que isso limita a capacidade de crescimento do negócio. Afinal, como conquistar mais 10.000 clientes no mês, por exemplo, se eles são atendidos por um único responsável?

Por mais que a organização faça uso de tecnologia, há limites para o que uma única pessoa pode realizar. Por isso, é fundamental ter os processos elaborados, descritos em detalhes e fáceis de assimilar para outras pessoas. Do contrário, não haverá como ampliar a atuação e, mesmo que você consiga de inicio, logo vai acumular tanto trabalho que isso vai começar a prejudicar a qualidade e, como resultado, a escalabilidade será comprometida.

Planeje o crescimento

Na atualidade, é muito difícil pensar em planejar o futuro para os próximos 10 ou 20 anos. A realidade muda tanto que esse é praticamente um exercício de adivinhação. Mesmo assim, é fundamental criar um plano para, pelo menos, um ano.

Você precisa identificar as estratégias que podem ser adotadas para escalar o seu negócio e de um guia para colocá-las em prática — justamente a função do planejamento. Quanto mais baseado em dados e informações sobre o seu público, melhor será o resultado.

Elabore pilotos

Com o plano elaborado, é altamente recomendável validar (testar) seu produto no mercado. Se tudo funcionar bem em uma escala pequena, é provável que também funcione em maior escala. E, se não for o caso, você terá maior facilidade de resolver problemas e fazer correções de pequena proporção.

Conforme experimenta o mercado, você descobre inconsistências e identifica novas oportunidades. Como consequência, pode aprimorar o plano e viabilizar ainda mais a escalabilidade.

Muitas empresas, especialmente as startups da área de tecnologia da informação, costumam lançar o chamado “mínimo produto viável”. É como um protótipo virtual que serve para apresentar o produto de forma a poder comercializá-lo e verificar sua aceitação.

Automatize procedimentos

A tecnologia é uma forte aliada na conquista de sua escalabilidade. Imagine, por exemplo, que você administra uma grande indústria e quer escalar o seu negócio para outros países. Se for uma montadora de veículos, será preciso contratar e qualificar pessoal, comprar máquinas, talvez encontrar um lugar maior, enfim; deverá criar a estrutura mínima para que o negócio funcione.

Um negócio como esse é muito mais difícil de escalar do que uma empresa de software, por exemplo. Nesse caso, a empresa foca em desenvolvimento e, depois de construída a primeira versão, ela poderá ser comercializada sem dificuldade e em qualquer quantidade, bastando para isso replicar um arquivo.

Ou seja, quando não há limitação da capacidade de produção, a escala também não tem limites internos. Obviamente, a automatização melhora os processos produtivos e diminui a demanda por contratações adicionais em grande volume.

Invista em treinamento

Ora, não adianta desenvolver todo o plano, colocar regras bem definidas e detalhadas e fazer cada um dos ajustes necessários se a equipe não tiver conhecimento dos detalhes e não for capacitada. É por isso que ela precisa ser treinada. Quando a empresa ganha escala, precisa de pessoas que trabalhem sem dependência exagerada de seus superiores — ou ficará quase impossível crescer como gostaríamos.

Ao terminar a leitura, é provável que você esteja pensando que melhorar a escalabilidade comercial não é uma tarefa tão complexa quanto pode ter imaginado de início. No entanto, a necessidade de resolver problemas de rotina e se envolver com tarefas operacionais que ocupam o seu tempo costuma criar dificuldades.

Uma boa forma de resolver isso é contar com a contribuição de uma consultoria. Além de ela focar nas estratégias para melhorar a escalabilidade comercial do seu negócio, ela empresta um olhar externo que ajuda a entender melhor o seu empreendimento e a enxergar oportunidades difíceis de observar no dia a dia.

Quer entender melhor como a metodologia de uma consultoria funciona? Entre em contato com o Grupo Portfólio e solicite informação para nossa equipe. 

Por que o alinhamento estratégico de negócios é tão importante?

Imagine um jogo de futebol sem regras. Nele, cada participante pode fazer o que quiser sem dar importância às orientações do técnico. Como seria uma partida assim? No mínimo, uma grande confusão, concorda? O mesmo acontece na empresa quando não existe um alinhamento estratégico de negócios.

Mas o que significa esse alinhamento estratégico? Como realizar esse processo em sua instituição? Neste artigo, esclareceremos esse assunto para você! Acompanhe.

O que é o alinhamento estratégico de negócios?

O alinhamento estratégico de negócios visa unificar os esforços da empresa. Para conseguir isso, é necessário construir um processo interno bem-estruturado no qual a instituição fixa um objetivo e pensa na melhor maneira de atingi-lo. Além disso, são previstas possíveis dificuldades e os meios para suplantá-las.

Fazer esse ordenamento é importante, pois evita que a organização “caminhe sem rumo” e se depare com riscos inesperados que podem custar a sua existência no mundo corporativo.

Antes desse fim trágico, aparecem alguns sinais bem evidentes da falta de um alinhamento estratégico — por exemplo, os colaboradores não entenderem qual é a cultura e a missão do negócio.

Por outro lado, a alta administração não tem uma sintonia e as decisões são tomadas conforme os desafios que aparecem. Devido a essa falta de unidade interna, cada setor cria suas próprias metas. O resultado disso é que a empresa parece um prédio que abriga vários negócios diferentes.

É verdade que unir uma organização não é uma tarefa fácil. Uma matéria do site G1 apresentou uma pesquisa feita com vários executivos de grandes empresas. Esse estudo revelou que a maior parte desses líderes acha difícil cumprir objetivos estratégicos.

Qual é o motivo disso? De acordo com os participantes dessa pesquisa, é a falta de alinhamento entre as políticas internas da empresa. Embora sejam muitos os obstáculos que impedem a união dos esforços internos, com algumas ações é possível mudar esse cenário. Quer saber como?

Como realizar esse processo na empresa?

As organizações mais prestigiadas e bem-sucedidas do mundo não alcançaram esse patamar de um dia para o outro. Pelo contrário, foi necessário muito esforço e dedicação para alinhar as estratégias internas. Mas como você pode fazer isso na sua empresa? Vejamos algumas dicas.

Estabeleça metas

Algo muito importante para o alinhamento estratégico é o estabelecimento de metas. Essa atitude fornecerá uma direção para todo o time da empresa. Para facilitar esse processo, é preciso utilizar algumas metodologias eficientes.

Uma delas é a OKR (Objectives and Key Results) — em português, “objetivos principais de uma empresa”. Esse método visa garantir que toda a equipe interna caminhe rumo ao progresso do negócio.

O OKR funciona assim: primeiro são estabelecidos os detalhes de uma meta (Objectives) que a instituição deseja alcançar. Em seguida, é implantado um conjunto de métricas que mensuram a evolução desse projeto até que o alvo (Key Results) seja atingido.

Por exemplo, digamos que a empresa esteja com dificuldades com os prazos de entrega de serviços. Depois de uma reunião entre os gestores, foi decidido que será elaborado um cronograma de projetos.

Então, uma meta foi estabelecida: a criação de um calendário de projetos. O objetivo dela é organizar o fluxo das tarefas internas e o resultado será o cumprimento dos prazos. Após a finalização do cronograma, toda a empresa passará a segui-lo. A consequência disso é a organização do ritmo produtivo do negócio.

Faça reuniões periódicas

Não importam quais são os objetivos da organização, mas é essencial que os gestores reúnam-se com frequência para conversar sobre os rumos do negócio. Fazer isso é importante por vários motivos.

Um deles é acompanhar o desenvolvimento das metas e perceber quais aspectos precisam ser melhorados ou totalmente modificados. Outra vantagem é ouvir várias opiniões diferentes sobre o melhor caminho para atingir o alvo estabelecido.

Além disso, essa constante interação promove a harmonia entre a alta gestão, algo fundamental para que o alinhamento estratégico do negócio seja bem-estruturado. Esses encontros podem ser semanais, quinzenais ou mensais.

Para que as reuniões sejam mais eficientes é preciso estipular um dia, elaborar uma pauta com os assuntos a serem considerados e analisar os relatórios que exibem os resultados das estratégias.

Fortaleça a comunicação interna

Quando as linhas de comunicação estão abertas entre a liderança, logo os bons efeitos disso são sentidos em todo o time de colaboradores. Um dos benefícios é o fortalecimento do engajamento da equipe com as metas vindas dos gestores.

Entretanto, para que isso aconteça é necessário implantar algumas atitudes na instituição. Seria interessante criar uma rede social corporativa. Essa ferramenta servirá como um canal de divulgação das decisões da alta gestão.

Além disso, os funcionários terão a oportunidade de dar sugestões sobre as estratégias e processos da empresa. Para facilitar a troca de ideias, podem-se criar grupos com os profissionais envolvidos em um determinado projeto.

Outra forma de aumentar a interação é promovendo encontros da liderança com os colaboradores. Nessas ocasiões, os gestores conversam com o time interno sobre os planos da instituição e estreitam os laços de amizade.

Todos esses esforços para estimular uma convivência mais pessoal entre os colaboradores servirão para fortalecer o alinhamento estratégico da empresa.

Mantenha a transparência

O time interno é uma parte fundamental da instituição. Por isso, algumas empresas preferem encará-los como parceiros em vez de empregados. Na verdade, é exatamente isso que eles são.

Portanto, é preciso haver transparência nessa relação. Caso contrário, a empresa não terá um ambiente de confiança, respeito e honestidade. E como conseguir essa franqueza na organização?

É obvio que determinados assuntos precisam ser tratados sigilosamente pela liderança. Entretanto, é direito dos colaboradores saber de tudo que os envolve.

Eles não podem ser pegos de surpresa, por exemplo, com uma mudança nas metas organizacionais. Ademais, o time precisa conhecer bem a missão, a visão, os valores e cultura da organização.

Contudo, isso só é possível quando a instituição revela sua verdadeira identidade para a equipe. Se essa atitude não for a regra, os gestores não podem esperar uma união de esforços em prol dos objetivos da empresa.

Enfim, vivemos em uma época em que a falta de unificação na organização é a receita para o desastre da empresa. Sendo assim, faça todo o possível para conseguir o alinhamento estratégico de negócios e garantir o sucesso da empresa.

Gostou do nosso conteúdo? Entendeu por que o alinhamento estratégico é tão importante? Aproveite e leia também sobre automatização de processos!

Entenda as particularidades da gestão de projetos no setor público

Infelizmente, quando os brasileiros ouvem algo a respeito do poder público logo pensam em desorganização e falta de planejamento. De fato, é triste encarar essa realidade, mas não podemos generalizar. Afinal, algumas instituições são bem-sucedidas com a gestão de projetos no setor público.

Mas o que significa esse processo? Como ele é elaborado? Quais metodologias são utilizadas? Acompanhe nosso artigo e descubra!

Qual é o cenário da gestão de projetos no setor público do Brasil?

A gestão de projetos do setor público ainda é algo bem tímido e que está apenas iniciando. Sendo assim, há um longo caminho pela frente. No entanto, alguns fatores impedem o crescimento rápido desse tipo de gerenciamento, como:

  • a falta de visão estratégica;
  • a morosidade dos processos;
  • a burocracia e os altos custos dela;
  • as limitações políticas etc.

No entanto, já se percebe um esforço do Governo em melhorar a administração dos projetos em órgãos públicos do âmbito legislativo, judiciário e executivo. Dessa forma, aos poucos os resultados positivos estão aumentando e as carências diminuindo.

O que levar em consideração na elaboração desse tipo de gestão?

Para estruturar uma gestão de projetos eficiente no setor público é necessário seguir alguns passos fundamentais. Vejamos alguns deles.

1. Diagnóstico

A princípio é preciso fazer um estudo sobre o cenário real da instituição pública. Seria como um levantamento das necessidades e aspectos importantes para a construção de uma gestão de projetos eficiente.

Entre os dados que comporão essa pesquisa, estão:

  • os setores que têm deficiência na gestão de projetos;
  • os tipos de carências a serem sanadas;
  • as ferramentas que serão utilizadas;
  • os recursos financeiros necessários;
  • as metas a serem alcançadas.

2. Plano de ação

Com base nas informações recolhidas no diagnóstico será criado o plano de ação, ou seja, o planejamento para que as metas sejam atingidas. Por exemplo, digamos que o objetivo é o estabelecimento de um cronograma para o cumprimento de prazos dos projetos.

Então, uma ação seria a construção desse calendário, certo? Para ajudar, talvez seja decidido que a instituição adotará uma ferramenta de automação que ajude a equipe desse setor a acompanhar o andamento das tarefas.

Quais desafios e cuidados é preciso ter?

Alguns empecilhos, se não forem identificados, resolvidos ou evitados, podem colocar em xeque a efetivação do processo de gestão de projetos do setor público. Um deles é a inexistência de prazos.

Voltando ao exemplo citado no tópico anterior, o que aconteceria se, depois do diagnóstico e do plano de ação, a empresa pública não definisse um período limite para a entrega do cronograma? O resultado seria o antigo hábito brasileiro de empurrar para frente as tarefas que aparentemente não são urgentes. Dessa forma, esse projeto terminaria arquivado.

Outro desafio é o mau investimento de recursos financeiros. Isso pode acontecer quando o capital é injetado em algo que não será bem aproveitado.

No caso da ferramenta de automação, imagine que seja implantada no setor e a equipe não receba nenhum treinamento de como usá-la. Com isso, essa aplicação será descartada ou utilizada incorretamente. Podemos citar ainda outro problema: a falta de indicadores (KPI’s) de desempenho. Não ter essa prática é como andar no escuro com medo de tropeçar. Infelizmente, no setor público o único indicador é o financeiro.

Mas como saber, por exemplo, se um departamento está indo bem com as novas práticas adotadas na gestão de projetos sem um tipo de mensuração? Além disso, os KPI’s demonstram falhas que precisam ser resolvidas ou detalhes que devem ser modificados ou melhorados.

Acrescente à lista de dificuldades a velha conhecida burocracia que assombra o setor público travando projetos e desestimulando qualquer tipo de gestão de excelência. Devido a isso, a inovação, algo fundamental para um bom gerenciamento, avança a passos lentos.

Qual é a diferença entre a gestão de projetos do setor público e privado?

A finalidade é a principal diferença entre a gestão de projetos de empresas públicas e privadas. Em uma instituição pública, o objetivo de implementar e melhorar essa gestão é cumprir a atribuição pela qual foi criada. Por exemplo, uma entidade que presta serviços de limpeza para a população direcionará os seus projetos para esse fim.

Por outro lado, uma organização privada enxerga esse gerenciamento de outro ângulo. Nesse caso, envolve metas financeiras, econômicas, consolidação no mercado e outros aspectos que garantirão a sobrevivência do negócio.

Que metodologias podem ser aplicadas?

Existem várias metodologias que são usadas por organizações privadas que facilitam as tarefas das equipes, aumentam o nível da eficiência, da organização e oferecem excelentes resultados. Esses métodos podem ser adaptados para o setor público. Quer conhecer alguns deles? Acompanhe!

Caminho crítico

Esse método envolve a interligação de tarefas que dependem uma da outra dentro de um projeto. Sendo assim, algumas só iniciam após o término de outra formando um caminho crítico. Diante disso, as tarefas mais importantes devem ser priorizadas para que desbloqueiem o fluxo para outras tarefas.

Scrum

Quando a gestão de projetos precisa ser ágil, adaptar-se a mudanças repentinas e urgentes a metodologia scrum é a mais indicada. Ela é dividida em pequenas etapas (sprints) que duram até quatro semanas. Ao fim de cada uma delas, é feita uma reunião para conversar sobre o andamento, os objetivos e as melhorias que precisam ser feitas. Nesses encontros, ocorre um processo de retroalimentação positiva e feedbacks constantes.

Gestão de qualidade

Um padrão internacional de projetos, conhecido como ISO 10006:1997, é uma metodologia que garante a padronização e a qualidade da gestão de projetos. Para conseguir esse resultado, essa norma descreve as etapas que precisam ser seguidas, como:

  • liderança;
  • envolvimento do time;
  • gerenciamento dos processos;
  • constante aprimoramento;
  • reunião para tomada de decisão etc.

Canvas

Conhecida como Project Model Canvas, essa metodologia é muito simples de implementar. Para isso, é preciso criar um quadro com colunas que indiquem o andamento das tarefas. Quando uma etapa é finalizada, a tarefa muda de coluna. Já existem aplicativos e plataformas virtuais com o método Canvas que facilitam a utilização na gestão de projetos.

Ainda há muitos desafios para o setor público na questão de gerenciamento de projetos. Porém, com um pouco de esforço das autoridades governamentais e dos gestores dos órgãos haverá um grande progresso pela frente.

Gostou do nosso artigo e conseguiu entender algumas particularidades da gestão de projetos no setor público? Não perca os próximos conteúdos, assine agora mesmo a nossa newsletter!

Como a gestão de carreira pode mudar sua trajetória profissional?

No passado, os navegadores se orientavam em alto-mar de forma visual por meio do sol e das estrelas. Após um tempo, a bússola e depois o GPS passaram a ser importantes instrumentos para a definição de uma rota. Trazendo esses conceitos para o mundo corporativo, a gestão de carreira é como um “GPS” do profissional.

Mas o que é gestão de carreira? Como fazer uma estratégia profissional bem direcionada? Por que é importante ser flexível e mensurar cada etapa de um projeto de carreira? Essas e outras perguntas serão respondidas neste artigo. Acompanhe!

1. O que é gestão de carreira?

A prática da gestão de carreira é bastante utilizada nas organizações. Porém, em algumas empresas, ela inexiste. Diante disso, muitos profissionais perdem o rumo de sua trajetória empresarial, ficando “à deriva” no mercado de trabalho. Essa postura passiva é a receita para o insucesso.

Por outro lado, quando o trabalhador assume o controle do seu percurso profissional, seus esforços, objetivos e metas são canalizados para o fortalecimento do seu crescimento profissional.

Sendo assim, a pessoa torna-se gestora de sua própria trajetória. Com essa atitude, ela investe no autodesenvolvimento por meio da capacitação, entende bem o seu lugar em uma organização e sabe que rumo tomar para atingir um cargo mais alto.

Além disso, o profissional consegue conhecer suas habilidades e fraquezas. Desse modo, usa as próprias competências para assegurar sua posição no mundo corporativo. E com algumas ações bem estudadas, minimiza as suas deficiências.

Foi essa autonomia que levou a executiva Diana Greene para o sucesso profissional. Ela é considerada uma das mulheres de negócio mais bem-sucedidas do meio empresarial.

Em uma entrevista para o site Business Inside, Diana Greene revelou que é fundamental planejar até as pequenas metas da carreira, pois essa atitude levará você ao objetivo final e o ajudará a enfrentar os percalços que aparecem no caminho.

Essa autodisciplina ajudou essa executiva a fundar a empresa VMware — corporação desenvolvedora de software. Atualmente, ela é a vice-presidente de negócios em nuvem da empresa Google. Diante desse exemplo, fica mais fácil perceber o valor de uma gestão de carreira, não acha?

2. Como um coaching de carreira pode ajudar?

Alguns profissionais têm muita dificuldade na administração do seu curso profissional. Nesse caso, a melhor opção é buscar ajuda de um coaching de carreira.

Esse olhar externo, experiente e habilidoso dará todo o suporte para a construção de uma trajetória estrategicamente direcionada.

Entre os serviços de um coaching de carreira, está o mapeamento do perfil profissional do indivíduo. Com base nessas informações, é possível saber com clareza as potencialidades e as deficiências da pessoa.

Por exemplo, talvez o profissional tenha alguns atributos inerentes de um líder, mas uma fraqueza que dificultaria a sua atuação na linha de frente da empresa. Em vista disso, o coach analisará como minimizar esse ponto fraco e reforçar as características positivas.

Além disso, o processo de coaching ajudará na definição de metas profissionais. Como já citado, se o profissional tiver capacidade de assumir um cargo de liderança, será feito um estudo para entender quais caminhos precisam ser percorridos para chegar a esse patamar.

Nesse plano, constarão as funções, o tipo de treinamento e capacitação, o tempo médio de experiência e as competências que precisam ser desenvolvidas em cada etapa da carreira.

Também estarão inclusos nesse planejamento os desafios que podem surgir e as táticas para suplantá-los. Durante o percurso desse projeto, o coach acompanhará e medirá o desempenho e o sucesso do profissional, ressaltando o que está indo bem e os aspectos que precisam ser aprimorados.

Todo esse auxílio do coaching de carreira dará mais segurança e tranquilidade para o profissional. Sendo assim, não haverá aquela sensação desconfortável de não saber que rumo tomar.

Com isso, a qualidade de vida melhora, o estresse diminui e o contentamento cresce, ao passo que a carreira flui em um ritmo constante e bem estruturado.

3. Como encontrar seu lugar na profissão?

Imagine uma gestora que deseja gerenciar a carreira sem contar diretamente com a empresa em que trabalha. Ela sabe de sua competência profissional, pois é devido a isso que está na função atual. Porém, seu desejo é atingir um cargo de diretoria.

Contudo, seu principal desafio é acelerar esse sonho. Afinal, ela percebe que os que atingiram esse nível na organização levaram muitas décadas para conseguir isso.

Essa gestora até tentou fazer um estudo sobre as competências que a empresa exige de um diretor, mas não conseguiu compreender bem os requisitos.

E, para piorar, a organização não possui um plano de carreira interno bem definido. Você se identificou com essa profissional? Então, vejamos como elaborar um curso estratégico personalizado dentro da sua profissão.

3.1. Definindo metas profissionais

É essencial estabelecer um objetivo que norteará todos os esforços da vida corporativa. Comece pensando em que função ou cargo gostaria de atuar nos próximos cinco anos.

Tente ser realista, ou seja, não estipule uma meta que seja impossível de atingir ou que exigirá esforços além de sua capacidade física, mental e profissional. Caso contrário, será muito frustrante e desanimador não cumprir o que foi estabelecido.

Mas como ser razoável? Voltemos ao exemplo da gestora. Como vimos, o objetivo dela é o cargo de diretora. Essa é uma meta coerente, pois é o próximo nível na hierarquia da organização. Sendo assim, não é algo muito distante.

Em vista disso, não será preciso um poder além do normal para cumprir essa meta. Talvez, ela precise apenas de uma especialização e também do desenvolvimento de alguns atributos que a habilitem para o cargo desejado.

3.2. Traçando um plano de ação

Depois da definição, chega o momento em que será preciso elaborar ações de curto, médio e longo prazo. Essa fase chama-se plano de ação. Para ter sucesso nessa etapa, é necessário organização, disciplina e sabedoria.

Mas que ações podem fazer parte desse planejamento? Vamos exemplificar: uma meta de curto prazo pode ser conversar com profissionais que estão na função que você deseja.

Pergunte a eles o que os ajudou a chegar a esse cargo. Talvez revelem um hábito que tiveram de desenvolver, uma formação educacional que obtiveram ou uma experiência profissional que foi decisiva para a promoção interna.

Tome nota de todas as sugestões e reflita em como elas podem ser inseridas na sua vida profissional. Nesse ponto, já é possível estruturar os passos de médio prazo. Por exemplo, digamos que tenha descoberto que as pessoas fluentes em um segundo idioma têm mais facilidade de receber uma promoção; então, procure desenvolver essa competência.

Inicie um curso de idiomas e planeje uma viagem de intercâmbio para o país que fala a língua que está aprendendo. Tenha por alvo conseguir a fluência. Entretanto, você talvez perceba que, mesmo com as qualificações necessárias, não será fácil atingir o cargo que deseja na empresa em que trabalha.

Ou, talvez, você queira uma vaga em outra organização que ofereça mais vantagens para os seus colaboradores. Essa pode ser uma meta de longo prazo. Nesse caso, será preciso conhecer melhor a política de contratação dessa organização.

É claro que esse é apenas um exemplo. Durante a elaboração do plano de ação, algumas práticas podem ser incluídas, outras precisarão ser ajustadas e, ainda, outras modificadas. Contudo, esse planejamento tornará a trajetória mais sólida.

3.3. Colocando em prática a gestão de carreira

Vamos agora entender a próxima etapa, ou seja, o momento da execução de uma meta da gestão de carreira. Para entender melhor, tomemos como exemplo a meta de longo prazo citada no tópico anterior — a mudança para outra instituição.

O primeiro passo envolve estudar tudo sobre a organização. Entre no site da empresa e conheça sua missão, valores e diretrizes institucionais. Descubra também o tipo de produto ou serviço produzido e a sua estratégia de atuação no mercado em que atua.

Após isso, tente se aprofundar no perfil de pessoas que a organização costuma contratar. Uma dica interessante é acessar uma rede social de profissionais, como o LinkedIn, e verificar as qualificações de alguns colaboradores dessa empresa para tentar adquiri-las também.

Após essa pesquisa, crie duas tabelas. Uma que aponte as competências que já possui e outra com as que precisa desenvolver. Essas informações darão forma para o seu plano de ação.

Em seguida, encontre uma inspiração, ou seja, um profissional bem-sucedido na área em que deseja atuar. Caso esse exemplo seja de um colaborador da empresa em que aspira a um cargo, será melhor ainda. Daí estude a postura e as atitudes que levaram esse profissional ao sucesso.

Não tenha medo de se inspirar, mas tente não ser uma cópia idêntica dele. Dessa forma, você realizará um benchmarking pessoal. Essa estratégia tem a finalidade de aprender das boas práticas de modelos de sucesso do mundo corporativo.

Seria interessante também entender sobre o processo de recrutamento e seleção da empresa. Quando a instituição é bem organizada, tem etapas bem definidas para a contratação de novos colaboradores.

Essas fases incluem metodologias que ajudam na análise dos candidatos. Conhecê-las bem ajudará a atingir a sua meta do plano de ação.

4. Como acompanhar as etapas do processo de gestão de carreira?

Para descobrir como está o seu desempenho durante a trajetória na gestão de carreira, é preciso acompanhar de perto as etapas desse processo. Uma dica importante é estipular KPIs (indicadores de desempenho) pessoais. Como assim?

Digamos que uma das fases da gestão de carreira envolva fazer uma pós-graduação na área de recursos humanos. Para mensurar o retorno que essa especialização está proporcionando para a sua vida empresarial, você pode acompanhar o nível de qualidade dos serviços prestados.

Talvez essa educação tenha ajudado você a ser mais inovador e, como consequência, conseguir implantar uma nova ferramenta virtual no negócio ou idealizar uma maneira mais ágil de realizar um serviço interno. Então, faça um registro com essas informações. Ter esse panorama visual de seu exercício profissional será muito motivador para continuar avançando com o seu projeto de carreira.

Outra área que precisa ser avaliada é aquisição de habilidades e competências. Para isso, crie uma listagem com no máximo dez atributos que você precisa desenvolver para elevar o seu nível profissional. Após isso, elabore um sistema de pontuação que demonstre o seu progresso com essas aptidões.

Por exemplo, caso você seja um gerente de RH e tenha facilidade com a gestão de pessoas, sua nota nesse quesito poderá ser 10. Por outro lado, se tem dificuldades com números, o conceito será 5. Essa é apenas uma sugestão, você tem a liberdade de criar o seu método de avaliação.

Muitas vezes, nossa visão pessoal é muito míope. Por isso, seria interessante entregar a sua listagem de habilidades para um colega de trabalho de confiança e pedir que pontue o seu desempenho em cada uma delas.

Fazendo assim, você obterá um feedback externo. Essa opinião valiosa abrirá seus olhos para detalhes que precisa aprimorar ou aspectos positivos que nunca imaginou que tivesse.

Agora que tem em mãos esse “boletim” profissional, fica mais fácil incluir estratégias que ajudem a melhorar sua pontuação. Quer um exemplo? Digamos que sua dificuldade é controlar os processos que estão sob sua responsabilidade.

Talvez um curso, uma palestra ou a leitura de um livro sobre esse assunto seja o necessário para dominar essa deficiência e entregar serviços de excelência. Por fim, existe um aspecto fundamental que precisa estar incluído em cada etapa da gestão de carreira: os prazos.

Lembre-se sempre de estipular uma data para o início e outra para o fim de uma fase do projeto profissional. Fazendo assim, você apressa o ritmo do curso da carreira. Caso contrário, o planejamento perderá o foco e seus esforços ficarão desorientados, com poucos resultados. E o desânimo logo tomará conta.

5. Como o networking pode ajudar?

Construir uma rede de relacionamento profissional é uma estratégia inteligente e necessária na gestão de carreira. Essa conexão com outras pessoas do mundo empresarial pode ser a ponte para boas oportunidades de emprego.

Alguns acreditam que, para conseguir se aproximar de outros profissionais, basta criar uma conta em uma rede social voltada para o ambiente de negócios e sair adicionando várias pessoas. Mas isso é um engano!

Embora o mundo virtual seja um excelente meio para encontrar pessoas compatíveis com o seu perfil profissional, essas interações precisam ser consistentes e constantes.

Uma regra que pode ser aplicada tanto nas relações profissionais físicas quanto virtuais é conhecer os contatos de amigos próximos. Feito isso, tente ajudá-los de alguma forma. Às vezes, um simples conselho ou uma orientação pode estreitar os laços de amizade.

E esse pode ser o caminho que precisa para conseguir aquela vaga de emprego que tanto deseja. Uma tática eficiente para atrair e conquistar novas amizades no meio empresarial é o marketing pessoal.

Para ter sucesso nessa estratégia, você pode usar as redes sociais para ganhar mais visibilidade profissional. Nesses canais, é possível compartilhar conteúdos interessantes sobre a sua área, escrever sobre diversos assuntos, descrever habilidades, experiências e formação profissional.

Todas essas ações atrairão pessoas que se identificam com o seu perfil pessoal e novas conexões serão feitas. Não se esqueça da importância do bom conceito no mundo real.

Sendo assim, nos contatos diários com colegas de trabalho seja gentil, responsável, parceiro e honesto. Essas são riquezas que não podem ser compradas nem aprendidas em uma faculdade, mas fazem toda a diferença no relacionamento humano.

6. Qual é a importância da flexibilidade profissional?

Lembre-se de que vivemos em um mundo em constante transformação e que nossas vidas podem mudar de uma hora para outra. Esses imprevistos devem nos ensinar a sermos flexíveis.

Pode acontecer a seguinte situação: depois de lutarmos muito para alcançar um determinado cargo, a tecnologia desenvolve uma aplicação virtual que automatiza os serviços que prestamos e ficamos sem o emprego.

Outra circunstância que pode alterar o curso de uma trajetória profissional é a frustração. Como assim? Mesmo conquistando a função que tanto queria, as responsabilidades e condições inerentes ao cargo podem deixar a pessoa desmotivada e com vontade de mudar de carreira.

Essas e outras situações testam a versatilidade do profissional, a consistência e a relevância do seu planejamento de carreira. Porém, em alguns casos, é possível se antecipar a esses cenários.

Por exemplo, durante o curso de uma meta profissional, é importante manter-se atualizado sobre as tendências de mercado. Para isso, leia sobre as novidades da sua profissão. Caso descubra um novo tipo de ferramenta de automação que foi desenvolvida, procure conhecê-la e manuseá-la.

Se já estiver em um cargo que era o objetivo do seu plano de carreira, mas não está satisfeito, lembre-se de que o seu curso profissional não findou. Sendo assim, analise novas possibilidades e recomece o planejamento da gestão de carreira.

7. Quais dicas ajudam na elaboração de um plano de carreira?

Como vimos, alguns usam o processo de coaching de carreira, enquanto outros criam a sua própria trajetória profissional. Não importa o método escolhido, a elaboração segue algumas etapas fundamentais. Vejamos quais são elas.

7.1. Entenda como você é avaliado

Comece percebendo como os líderes de sua empresa avaliam a equipe. Desse modo, conseguirá entender quais métricas e indicadores os gestores utilizam para mensurar os resultados de um colaborador em determinado cargo ou função.

Além disso, converse com frequência com os seus gestores sobre o que acham do seu desempenho profissional. Aproveite e revele para eles suas metas pessoais dentro da empresa. Com esse direcionamento da liderança, ficará mais fácil descobrir se você está na trajetória correta.

7.2. Aplique as sugestões

Seja por meio de uma política interna de feedback ou por uma solicitação pessoal, os conselhos dados pela liderança devem ser registrados e aplicados. É claro que podem haver algumas sugestões que não se relacionam com a sua gestão de carreira.

Nesse caso, guarde-as, pois podem ser úteis no futuro. Quando os gestores observam que suas orientações estão sendo seguidas, é mais provável que fiquem motivados em oferecer mais feedbacks. Com isso, a sua gestão de carreira recebe uma consultoria constante e perita.

7.3. Seja eficiente em alguma área da empresa

Todo setor tem uma área mais carente de recursos e demandas eficientes. O que acha de detectar esse departamento e tentar buscar soluções para os desafios encontrados ali? Talvez um software para inovar e agilizar algumas tarefas?

Sendo assim, você pode estudar sobre essa tecnologia e sugerir a implantação dela. Caso consiga usar os seus recursos, talvez seja convocado para dar treinamento para os outros membros da equipe. Dessa forma, você abre novas oportunidades em sua carreira.

7.4. Tenha presença na organização

Participe de eventos corporativos, trabalhos voluntários e outras atividades que façam você ter contato com outros profissionais de dentro e de fora da empresa. Quanto mais você aparecer nessas ocasiões, mas será lembrado.

Por que isso é importante? Ampliar os seus limites profissionais ajudará incluir novas estratégias para o seu plano de carreira. Além disso, novas possibilidades se abrirão na sua trajetória profissional.

7.5. Escolha um conselheiro

Já mencionamos o valor de um coaching de carreira no curso da vida profissional. De modo similar, é possível conseguir um tutor pessoal dentro de sua empresa.

Comece listando as pessoas que mais admira na organização. Em seguida, escolha uma delas e peça ajuda. Além disso, você pode contar para ela os seus objetivos e os desafios de sua carreira e perguntar como ela conseguiu chegar ao cargo atual e quais problemas enfrentou.

Convide esse profissional para um almoço ou outro tipo de atividade. Aos poucos, poderá conquistar uma amizade que ajudará na gestão de sua carreira.

Existe uma frase que diz: “Não importa o caminho, se você não sabe aonde quer chegar”. Essa sentença não pode ser a descrição da carreira de um profissional. Muito pelo contrário, é preciso seguir o rumo certo.

Como vimos, planejando a trajetória de carreira fica mais fácil atingir o sucesso no mundo corporativo. E o resultado será a satisfação de conquistar os sonhos e ter uma bela história profissional.

8. Como a capacitação profissional contribui para a gestão de carreira?

Basicamente, a capacitação profissional tem a função de agregar as capacidades técnicas necessárias à execução do trabalho de um profissional. Assim, uma liderança em inovação, por exemplo, precisa ser capaz de aplicar as práticas da gestão da inovação de modo a cumprir com as metas da área.

Antigamente, uma boa universidade e uma experiência consistente poderiam ser suficientes em muitos casos. Contudo, a realidade mudou. Daqui em diante uma nova dinâmica de aprendizado é necessária para que possamos nos manter atualizados e eficientes no nosso trabalho.

O fluxo de Transformação Digital pelo qual estamos passando cria um ambiente que exige colaboradores e gestores capazes de assumir várias tarefas, desenvolver diferentes capacidades e incorporar novas habilidades.

Muito se fala no fim de algumas profissões e na incerteza profissional de uma realidade que não conhecemos. No entanto, devemos nos concentrar nas oportunidades que surgirão nas empresas do futuro, ou seja, focar na solução e não no problema.

Já sabemos que um profissional dificilmente permanecerá em uma mesma função por toda a vida. O colaborador do futuro terá conhecimento e experiência diversificadas. Portanto, a capacitação assume uma nova função e aumenta significativamente sua importância. Vejamos então os pontos a considerar na sua capacitação profissional.

7.1. A capacitação é um investimento em você

A vida pode nos reservar inúmeras surpresas, imprevistos e dificuldades. Porém, há algo que ninguém pode tirar de você: o que você é. Essa construção de nosso eu poderia ser objeto de uma longa discussão filosófica, mas o que nos interessa é perceber que, ao menos em parte, como profissionais e humanos, somos constituídos de nosso conhecimento, habilidades, capacidades e experiência.

Desse ponto de vista, as capacitações são um investimento em nós mesmos. Por isso, não espere e não dependa exclusivamente das iniciativas de treinamento oferecidas pela empresa. Estamos tratando de gestão de carreira, não é mesmo?

Pois bem, assumir a atribuição de decidir o seu próprio caminho deve ser a primeira atitude a ser tomada. Afinal, quem não determina o rumo de uma ação não pode se dizer gestor dela.

7.2. O formato das capacitações é feito sob medida

Nesse contexto em que estamos abordando a questão da capacitação, deve estar claro que ela é — e será cada vez mais — específica. A exigência do mercado de trabalho segue a tendência de atender necessidades com a máxima agilidade, pois muitas delas serão momentâneas. Você pode precisar desenvolver uma capacidade em um mês e outra no período seguinte.

Se for o caso, não será possível cursar uma graduação para desenvolver uma capacidade. Por isso mencionamos que as capacitações específicas serão “a cereja do bolo”. Elas precisarão instruir exatamente sobre o que você necessita conhecer, de maneira dinâmica.

Isso não significa que um curso universitário não seja importante. Não faria sentido defender a necessidade de se capacitar e negar a relevância de um título acadêmico. Contudo, o conhecimento especializado será cada vez mais valorizado.

Empresas como o Google, por exemplo, deixaram de ser criteriosas com a exigência de um diploma, mas não querem contratar quem não possui as capacidades funcionais mais importantes para cada cargo.

Se você é um gerente de projetos, por exemplo, um curso específico e experiência na principal metodologia de gestão de projetos pode ser mais importante que qualquer outro requisito. Basta observar anúncios desse tipo de vaga para confirmar isso.

7.3. O networking nas capacitações é de grande valor

É desnecessário entrar em maiores detalhes sobre a importância do networking na gestão de sua carreira, não é mesmo? Já tratamos sobre o assunto anteriormente neste artigo. Pois bem, a participação em eventos de capacitação é incrivelmente eficiente nesse sentido.

O ambiente descontraído de muitas capacitações e o contato que todos têm uns com os outros permite identificar facilmente afinidades, talentos e competências. Esse favorecimento do conhecimento aumenta a segurança e a confiança entre os participantes.

Além disso, você estará em contato com profissionais da sua área, consultores e líderes que, no mínimo, poderão trocar informações relevantes e conhecimento de mercado com você.

7.4. A necessidade acende o “sinal vermelho” das capacidades

Você não deve esperar um momento crítico para participar de uma capacitação. Quanto mais conseguir programar a adesão nesse tipo de evento, mais fácil é a administração de sua carreira. Contudo, se isso não for possível, existem sinais de que a capacitação é inadiável.

7.4.1 Desatualização

Se você tem notado que desconhece sobre um tema que se tornou frequente no seu trabalho e está estagnado, é provável que você precise se atualizar por meio de uma capacitação. Um vendedor com larga experiência, por exemplo, pode estar assustado com atividades como qualificação de leads, integração com o marketing, sucesso de cliente e assim por diante.

7.4.2. Dificuldade de recolocação

Para um profissional em busca de trabalho com dificuldades de encontrar uma nova oportunidade, a capacitação pode ser uma peça-chave. Obviamente, existem vários motivos para que essa situação ocorra, mas quando se nota uma exigência não atendida, na medida do possível, é oportuno buscar por uma capacitação.

7.4.3. Necessidades do cliente

Os clientes também sentem deficiências de conhecimento e, quanto mais a sua área de atuação se relaciona diretamente com eles, maior a necessidade de desenvolver capacidades que lhe permitam ajudá-los.

7.4.4. Renda baixa

As capacitações permitem que você execute novas tarefas e exerça novas funções. Por isso, se você deseja uma promoção ou uma melhora do seu salário, é importante se perguntar quais as capacidades que precisa agregar para assumir um novo cargo ou aumentar a sua produtividade.

7.5. Os resultados são a medida das capacitações

Como você pode deduzir sobre o que falamos sobre capacitações, elas são importantes para sua construção como profissional. No entanto, o universo corporativo é feito de resultados. Por maior que seja a importância de olhar para o futuro na gestão de carreira, você também deve ter atenção com os ganhos imediatos.

Avaliar se os seus investimentos em capacitação estão proporcionando melhora de eficiência, aumento da produtividade, alinhamento com os objetivos estratégicos da empresa e melhora do relacionamento profissional, por exemplo, é fundamental para que você possa identificar as melhores opções para investimentos futuros.

Com essa colocação, encerramos nosso texto sobre o que é gestão de carreira. Como notou, nos dedicamos a escrever um conteúdo bastante completo para você. Por isso, não deixe de voltar a consultá-lo caso sinta dúvidas no momento de elaborar seu plano de ação. É o momento de colocar todo esse conhecimento em prática.

Enquanto isso, continuaremos elaborando outras dicas relevantes para o seu crescimento profissional. Para não perder nenhuma delas, acesse e curta nossas páginas no Facebook, YouTube, LinkedIn e Instagram.

Ciclo de vida das organizações: como superar os desafios de cada fase?

Você administra um negócio e quer fazer sua empresa crescer, mas enfrenta muitos problemas no dia a dia? Algumas situações são comuns e fazem parte do ciclo de vida das organizações. Conforme a empresa cresce, desafios e oportunidades também mudam.

Cabe ao gestor fazer um monitoramento constante dos projetos para identificar o que precisa ser ajustado para alcançar a estabilidade e o sucesso.

Todavia, o ápice do negócio não pode ser visto como um motivo para ficar desatualizado em relação ao mercado, pois isso pode gerar consequências desastrosas. Quer saber em que fase de maturidade a sua companhia está e o que fazer para manter as atividades a todo vapor? Acompanhe!

Conceito de ciclo de vida de uma empresa

Uma organização passa por processos semelhantes aos dos seres vivos. Ela nasce, cresce, desenvolve-se, e se não houver um cuidado da gestão, morre. A grande diferença é que as companhias têm capacidade de se adaptar às mudanças do cotidiano e promover melhorias para continuarem no mercado por muitas gerações.

Seguindo esse raciocínio, a empresa precisa passar por avaliações e mudanças constantemente para levar propostas interessantes ao público-alvo. A cada novo desafio que surge, também aparecem os problemas a serem enfrentados.

Muitos deles são comuns para determinado ciclo empresarial, enquanto outros são oriundos de situações mais graves que não foram resolvidas no estágio anterior de desenvolvimento. Esses podem se tornar fatores patológicos e levar a companhia a fechar suas portas.

Cabe ao gestor, portanto, acompanhar o desempenho da organização, avaliar os problemas e buscar maneiras efetivas de resolvê-los. Entenda melhor sobre o ciclo das organizações!

Etapas do ciclo de vida das organizações

Em qual período de vida a sua empresa está? Acompanhe os estágios a seguir e faça um diagnóstico:

Namoro

Esse é o estágio inicial de qualquer empresa. É o período que surge a ideia de negócio e a pessoa precisa buscar informações para transformar o projeto em algo concreto.

Esse é o momento em que o fundador tem o compromisso de tornar o sonho realidade e assumir riscos, ou deixar a ideia morrer.

Infância

A etapa compreende o período inicial da companhia. Ela existe porque o fundador centraliza as informações e muitos trabalhos. A equipe profissional ainda é amadora e não tem processos definidos, pois todos estão aprendendo com os erros e acertos.

Muitas decisões são feitas por impulso, o que pode gerar algumas crises a serem enfrentadas. Devido às dificuldades iniciais e à falta de controle financeiro, muitas empresas encerram as atividades nesse estágio. Algumas permanecem nessa etapa por muitos anos, enquanto outras se fortalecem e seguem para a próxima fase.

Toca-toca

Nesse momento a ideia já está em pleno funcionamento e a empresa segue em ritmo acelerado, com boas vendas e produção. Geralmente, o sucesso vem muito da intuição e dedicação dos proprietários, que enxergam oportunidades onde outros só veem problemas.

Contudo, deve haver uma preocupação para não diversificar demais o ramo de negócios e perder o controle.

Outro fator complicador que pode surgir é a crença de que a empresa só funciona por causa dos gestores. Isso pode gerar uma baixa valorização da equipe profissional e pouco investimento em capacitação. A consequência disso pode ser a estagnação da companhia nesse estágio.

Adolescência

Da mesma forma que os jovens começam a se afastar dos pais e buscar o próprio espaço no período de adolescência, a empresa passa a ter um distanciamento maior do seu fundador.

Algumas tarefas começam a ser delegadas para outros profissionais, mas sem a criação de um processo. Isso gera conflitos entre as pessoas da velha e da nova geração (fundador e gerentes) e aplicação de mudanças nas metas empresariais.

Essa é uma etapa com muitas discussões e adaptações por parte da equipe. Quando o gestor consegue superar as divergências e promover alterações positivas, a companhia passa para a etapa seguinte de desenvolvimento. Em outros casos, a organização regride para a fase toca-toca.

Plenitude

Esse é o estágio em que há um equilíbrio maior na organização. Criam-se processos e estruturas organizacionais que funcionam e os gestores valorizam a capacitação profissional.

A equipe passa a ter mais autonomia para desenvolver as tarefas e alcançar as metas da organização.

Com planejamento e visão de futuro, o negócio passa a crescer e ter mais lucratividade. O grande desafio é o gestor não se acomodar para manter a inovação constante e continuar gerando negócios.

Estabilidade

A fase caracteriza o ápice empresarial, mas também a possibilidade de desaceleração. O negócio já cresceu, enfrentou muitos obstáculos e conta com uma boa cartela de clientes ou projetos.

Os processos são organizados e padronizados e isso traz segurança para o gestor. Existe um planejamento para ser seguido e um interesse constante em alcançar as metas. Apesar de positiva, essa prática também pode gerar perda de flexibilidade e falta de vontade de inovar, o que pode levar a companhia ao declínio.

Para evitar um processo de queda empresarial, é importante investir em tecnologia e capacitação profissional da equipe.

Aristocracia

A companhia tem dinheiro em caixa e o gestor faz investimentos em ferramentas de controle, benefícios aos colaboradores e mudanças nas instalações.

Geralmente, esse é o momento em que ocorrem fusões ou aquisições de outras empresas. A visão do negócio é manter as atividades, monitorar os processos e seguir com o trabalho, sem realizar mudanças bruscas nos produtos ou serviços oferecidos.

O gestor precisa ficar atento constantemente à organização e fazer diagnósticos para verificar a saúde do negócio. Também é necessário acompanhar o mercado para não ganhar um perfil conservador.

Burocracia incipiente

A empresa perdeu a capacidade de renovar seus projetos ou produtos e isso começa a gerar perdas financeiras. Os diretores começam a brigar entre eles para apontar culpados, em vez de se unirem para resolver o problema. É cada um tentando “salvar a própria pele”.

Muitos funcionários começam a ser demitidos e a organização perde muitos talentos.

Esse é o momento em que o proprietário precisa assumir o controle, fazer uma avaliação do negócio e promover mudanças significativas para evitar a morte da companhia. Muitas vezes, é fundamental buscar ajuda de uma consultoria externa para ter uma visão ampliada sobre o negócio.

Burocracia e morte

A burocracia excessiva, a falta de motivação dos gestores e a ausência de vontade de inovar prejudicam o desenvolvimento da companhia.

O gestor perde um pouco a autoridade e tem dificuldade para mudar o sistema organizacional.

Em muitos casos, a empresa não gera recursos suficientes para manter as atividades e falta controle financeiro. A única saída é tentar motivar a equipe, buscar um diferencial no mercado e inovar. Caso contrário, a companhia fechará as portas.

Essa é uma visão geral do ciclo de vida das organizações. Cada companhia tem a sua particularidade e o gestor deve ficar atento às características essenciais do negócio.

Portanto, procure acompanhar o mercado e promover a inovação na sua empresa. Gostou deste artigo? Aproveite para entender como o business intelligence pode dar suporte à sua gestão!

Como investir na sua ascensão profissional?

Você fez uma faculdade, conquistou um bom emprego e agora quer buscar sua ascensão profissional? Este é o momento de valorizar as qualidades e corrigir as falhas. Você precisa ter dedicação e paciência para subir todos os degraus da sua jornada, pois o sucesso não chega de uma hora para outra. Ele envolve muito trabalho, estudo e foco.

É importante planejar seu crescimento, traçar as estratégias e buscar uma capacitação para alcançar a tão sonhada oportunidade. Também é fundamental desenvolver um bom networking para contar com o apoio de outros profissionais. Quer saber como fazer para chegar lá? Confira as dicas!

Desafios para obter sucesso na vida profissional

A taxa de desemprego no Brasil atinge 13,1% da população. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que está cada vez mais difícil conquistar e manter uma vaga de trabalho.

A crise econômica no Brasil prejudicou variados setores econômicos e gerou a demissão de muitos trabalhadores, desde os que têm experiência e qualificação até os que atuam em funções mais operacionais. Isso deixa o cenário difícil para quem busca crescimento profissional.

A alta concorrência no mercado exige mais do que conhecimento técnico para exercer uma função. O profissional precisa saber inovar, apresentar suas ideias com clareza e buscar conhecimento em áreas correlatas à sua atuação.

Entenda mais no próximo tópico!

Estratégias para buscar ascensão profissional

Você quer crescer na empresa, mas não sabe o que fazer para conquistar o tão sonhado cargo? Confira as dicas a seguir!

Tenha uma rede de contatos

Conexão é tudo nos dias de hoje. Seja pelas redes sociais como LinkedIn e Facebook ou plataformas de comunicação como o WhatsApp, o profissional precisa ser visto e lembrado.

Por isso, é muito importante ter uma conta ativa nessas ferramentas e manter contato com colegas de faculdade, professores e profissionais da mesma área. Isso ajuda manter o diálogo com pessoas de diferentes meios e acompanhar o que acontece ao seu redor.

Ter um networking qualificado é uma excelente estratégia para buscar ascensão na carreira, mas é importante entender que esse é um caminho de mão dupla. Você precisa trocar informações, repassar conhecimento e compartilhar experiências, e não apenas receber.

Você pode participar de grupos de discussão sobre temas específicos relacionados ao seu dia a dia e compartilhar suas ideias. Lembre-se de agir com ética e responsabilidade, pois a sua maneira de dialogar nas redes fala muito sobre você.

Defina os objetivos profissionais

O que você quer para a carreira daqui a 5 ou 10 anos? É importante definir aonde você quer chegar para traçar todos os caminhos que deve percorrer. Essa decisão impactará diretamente suas atitudes no dia a dia e projetos a serem desenvolvidos.

Por exemplo: um estudante de medicina que pretende ser pediatra sabe que não basta concluir a faculdade. Ele precisa estudar para passar no curso e na residência médica e depois trabalhar muito para ter os próprios pacientes. Provavelmente, esse jovem deixará de sair com os amigos em muitos finais de semana para dedicar horas aos livros e à prática da profissão.

Dependendo do seu objetivo profissional, será preciso dispensar muitas horas em cursos e palestras, buscar conhecimento em línguas estrangeiras e outras situações que vão exigir tempo e dedicação. Quanto antes você traçar a sua meta, mais cedo poderá se dedicar ao seu desenvolvimento.

Crie um plano de carreira

Outro aspecto importante para quem busca ascensão profissional é a criação de um plano de carreira. Faça uma avaliação sobre como está no momento e quais são as etapas necessárias para alcançar o objetivo final.

Por exemplo: um profissional que pretende alcançar o cargo de diretor de recrutamento e seleção e atualmente tem uma função de analista, precisa especificar todas as estratégias a serem adotadas para chegar lá. Isso envolve cursos de capacitação, workshops, aperfeiçoamento pessoal, técnicas para seleção de candidatos, entre outras questões.

Esse planejamento ajudará você a escalar os degraus necessários para chegar ao topo. Ao separar o processo em pequenas etapas, você se sentirá motivado para focar no que realmente importa: o tão sonhado cargo.

Aprimore suas competências

Uma característica muito importante no âmbito das organizações é a inteligência emocional. Muitos profissionais têm conhecimento técnico, mas não sabem manter a tranquilidade em momentos de pressão e tomada de decisão.

Trabalhar os aspectos emocionais é muito importante para quem deseja progredir na carreira. O trabalhador precisa saber dialogar com as pessoas, delegar tarefas, aceitar críticas e agir com profissionalismo em momentos de tensão e conflito. Para isso, é importante buscar o autoconhecimento e identificar os seus pontos fracos e fortes.

Além do mais, você precisa aprimorar as suas habilidades de comunicação, liderança e gestão de equipes, pois essas características são valorizadas nos altos cargos empresariais.

Busque capacitação profissional

Uma graduação não é mais suficiente. Quem busca ascensão profissional deve estar disposto a se aprimorar constantemente. A tecnologia muda e novos processos surgem no mercado de trabalho e você precisa acompanhar isso.

O trabalho é árduo e o estudo deve ser contínuo, seja ele voltado a cursos de atualização e pós-graduação ou à participação em eventos da área.

Grandes empresas também costumam ter negócios fora do Brasil, o que demanda conhecimento em línguas estrangeiras. É importante investir em si mesmo e aprender o máximo que puder para estar à frente da concorrência.

Cuide da sua postura no ambiente de trabalho

Fique atento às regras do ambiente empresarial e siga as práticas de boa conduta. A companhia exige que você use um traje específico? Você precisa respeitar e cumprir a norma.

Também é importante evitar participar de conflitos e fofocas na empresa. Isso prejudica a sua imagem perante os gestores e compromete a produtividade. É fundamental saber agir com cordialidade e de acordo com a cultura da organização.

Cuide da sua imagem pessoal, inclusive nas publicações que faz nas suas redes sociais. Colocar determinadas opiniões sobre a empresa ou um colega de trabalho pode gerar demissão por justa causa e prejudicar o seu desenvolvimento profissional.

Pronto! Agora você já sabe que medidas adotar para buscar a ascensão profissional. Lembre-se de nunca parar de estudar e mantenha uma postura adequada na empresa e nas redes sociais.

Gostou das dicas do nosso artigo? Então, compartilhe-o nas redes sociais e ajude os seus amigos a conquistarem o crescimento na carreira!

Como a automação de processos pode contribuir para uma gestão empresarial mais eficiente?

Em um mercado competitivo, as empresas precisam de eficiência. A necessidade de garantir a qualidade de produtos e serviços vem acompanhada da pressão para reduzir custos e o tempo de entrega, gerando um desafio colossal para gestores.

Nesse contexto, a automação de processos tem se mostrado uma parte importante da solução pelos benefícios que agrega ao negócio.

Você está buscando alternativas para tornar a gestão empresarial mais eficiente? Quer descobrir quais são as vantagens que a automação oferece e como elas podem contribuir para melhorar a competitividade de uma organização? Então continue a leitura deste artigo!

Os principais desafios na otimização da gestão

As tendências de mercado mudam constantemente. O consumidor de hoje é conectado, conhece uma série de opções e está cada vez mais exigente em suas escolhas, o que impõe aos negócios a necessidade de adaptação rápida.

Por isso, o primeiro desafio da otimização da gestão é ter informação confiável e no momento certo para a tomada de decisão. Dados precisos levam a investimentos certeiros, enquanto pequenas falhas no timing podem produzir perdas enormes.

Além disso, a gestão eficiente necessita de ferramentas adequadas para controlar processos, garantindo sua eficácia. Processos enxutos agilizam a entrega, promovem a qualidade e evitam gargalos que levam a perdas e prejuízos.

Finalmente, uma gestão eficiente precisa de pessoas aptas a executarem as atividades demandadas. Essa afirmação indica que a seleção de profissionais precisa ser criteriosa, mas que sua alocação é ainda mais importante.

Sabemos que o custo da mão de obra no Brasil é alto. Por isso, muitas empresas nem sempre têm as pessoas necessárias em cargos relevantes. Na tentativa de realizar o urgente, elas optam por alocar recursos humanos em funções operacionais. Dessa forma, perdem competitividade em áreas importantes, como as atividades estratégicas.

Como vencer esses desafios? É sobre isso que vamos falar nos próximos tópicos. Acompanhe!

O papel da automação de processos na gestão eficaz

Felizmente, várias das situações que representam um grande desafio para a gestão podem ser solucionadas com a automação de processos.

A primeira vantagem da automação é o estabelecimento de papéis e responsabilidades claros e bem definidos, o que favorece a comunicação entre os envolvidos no processo.

Além disso, ao implementar a automação, a empresa toma plena consciência de seus processos. Ela visualiza gargalos, identifica a demanda por recursos, torna as instâncias rastreáveis e obtém dados que embasam a tomada de decisão em tempo real.

Os benefícios da automação de processos

Entenda alguns dos principais benefícios da automação de processos e como ela contribui para a gestão empresarial eficiente.

Aumento da produtividade

As máquinas e os equipamentos apresentam uma velocidade de trabalho superior à do ser humano. O mapeamento dos processos ajuda a identificar e eliminar gargalos. Portanto, a automação acelera a produção.

Padronização dos serviços

Quando um trabalho é realizado por máquinas, a padronização ocorre tanto em relação ao produto quanto em termos de desempenho. Todos os setores trabalham no mesmo ritmo, evitando desajustes no fluxo produtivo.

Otimização de custos

A produção é mais ágil, o desperdício de recursos é eliminado e os gargalos são solucionados. Dessa forma, mesmo que mantenha o mesmo patamar de custos, a empresa passa a produzir mais, tornando a operação mais lucrativa.

Acesso facilitado à informação

Os painéis de sistemas de automação exibem uma série de informações a respeito do processo, tanto no aspecto global quanto em relação a detalhes. Dessa forma, eles facilitam a gestão à medida que embasam a tomada de decisões com dados fornecidos em tempo real, evitando uma série de riscos.

Facilidade de comunicação entre agentes do processo

A automação permite a integração entre os diferentes bancos de dados da empresa. Dessa forma, todos os envolvidos no processo têm acesso às informações pertinentes a sua área de atuação, evitando erros causados pela falta de comunicação.

​Redução de rupturas

Com o fluxo automatizado, os gestores têm uma visão de cada etapa do processo. Eles conseguem analisar o consumo de suprimentos e providenciar a reposição em tempo hábil, evitando a ruptura na produção e no estoque.

Qualidade das entregas

As máquinas não são apenas mais velozes: sua programação permite que o produto tenha melhor qualidade. Isso é muito claro nas linhas de produção, em que a montagem de peças e componentes por máquinas é evidentemente melhor do que a realizada por pessoas.

No entanto, mesmo em processos internos isso é válido. Vamos tomar como exemplo controles de produção, estoque, faturamento e financeiro, realizados por meio de diversas planilhas.

É possível que, quando um ou mais funcionários precisam alimentar esses dados manualmente, muitos erros aconteçam — a inserção pode ser errada ou o colaborador pode se esquecer de registrar o mesmo dado em diferentes documentos, gerando divergências.

Os sistemas integram todos esses controles, fazendo com que uma única informação seja aproveitada por diferentes departamentos. Sendo assim, a automação promove a qualidade, evita erros e retrabalho.

Satisfação dos clientes

A automação garante qualidade do produto, agilidade na entrega e preços competitivos. Portanto, trata-se da tríade perfeita para garantir a satisfação dos clientes e melhorar a imagem da marca.

Redução de estresse da equipe

A automação faz com que a equipe fique livre de atividades repetitivas e/ou burocráticas, tendo mais tempo para realizar tarefas que contribuem de forma decisiva para o faturamento do negócio.

Além disso, a automação reduz muito a quantidade de erros e de retrabalho. Isso evita que o grupo fique estressado com o acúmulo de tarefas e correções, além de dados divergentes que exigem conferências contínuas.

Alocação da mão de obra

À medida que as atividades operacionais, repetitivas ou burocráticas são automatizadas, a empresa pode aproveitar melhor seus colaboradores em funções táticas, estratégicas ou no atendimento ao cliente.

Como implementar a automação de processos

Não existe uma fórmula única que todos os negócios possam aplicar. As demandas, necessidades e os mercados são diferentes, bem como a estrutura de cada organização. Portanto, a implementação precisa ser personalizada.

O primeiro passo para implementar a automação e obter ganhos na eficiência da gestão é entender a organização. É preciso compreender quais são os processos envolvidos e como eles se interrelacionam.

A partir dessa análise, o gestor identificará os processos críticos da organização. A otimização desse conjunto deve ser priorizada, sempre levando em consideração o custo-benefício da transformação.

Como falamos em outro tópico, é essencial que, nessa adaptação, os papéis sejam definidos claramente. No entanto, as responsabilidades não devem ser atribuídas pela ótica funcional tradicional, mas orientadas pela visão de processos.

Outra medida essencial é a implantação de uma plataforma de automação de processos capaz de atender às necessidades da organização. O BPMS adequado facilita a automação, alivia o setor de TI, contribui para integrar sistemas e validar técnicas específicas.

Realmente, a automação de processos é uma das principais estratégias usadas atualmente para tornar a gestão empresarial mais eficiente.

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O ciclo PDCA e a gestão da qualidade nas empresas

Aplicar o Ciclo PDCA em um cenário cada vez mais competitivo é cada vez mais exigido das organizações.

Isso porque o conhecimento sobre os processos é fundamental para evitar prejuízos, reduzir custos e melhorar a produtividade, objetivos que são mais facilmente alcançados com o Método PDCA.

O seu impacto na qualidade e a eliminação de erros que proporciona também facilitam a entrega de um valor superior para o cliente, impactando a sua satisfação.

Contudo, qualidade de processos, produtos e serviços não pode mais ser considerada uma forma de diferenciação da concorrência. Antes disso, é um requisito de sobrevivência. Por isso, merece toda a sua atenção.

Siga conosco para conhecer o método e entenda como utilizá-lo na gestão da qualidade de uma empresa.

Entendendo o Ciclo PDCA

O Método PDCA é aplicado no controle de atividades das organizações. Ele garante eficácia e confiabilidade aos processos, diminui a probabilidade de erros e a padronização dos procedimentos. Por isso, é amplamente utilizado como ferramenta do controle de qualidade.

Entre seus benefícios, está a facilidade de entendimento das informações no processo de planejamento, checagem, execução e análise. O objetivo é entender como um problema surge no fluxo de um processo e como pode ser solucionado, sempre focando a causa e não as consequências — ou efeitos.

O método identifica oportunidades de melhorias e define as mudanças necessárias para que o resultado possa ser atingido com mais eficiência e qualidade. Além disso, considera que um planejamento não é inflexível, ou seja, pode sofrer mudanças contínuas de aprimoramento.

Isso significa que ele deve ser acompanhado criteriosamente de forma que permita que sejam feitos ajustes. Ou seja, é uma solução de continuidade e deve tornar-se uma constante na rotina empresarial, de forma a permitir que os processos sejam sempre melhorados.

O ciclo PDCA surgiu na década de 20. Apesar de ter sido criado por Walter A. Shewart, teve seu uso popularizado por Willian Edward Deming — ao ponto de ser conhecido como “Ciclo Deming” a partir da década de 50.

Willian foi um ícone do gerenciamento da qualidade. Ele foi reconhecido durante a Segunda Guerra Mundial por sua relevância na melhora dos processos de produção nos Estados Unidos e, no Japão, por sua atuação como consultor de executivos japoneses.

A sigla PDCA se origina das palavras “Plan”, “Do”, “Check” e “Action”. Respectivamente, elas devem ser entendidas por:

  • planejar, desenvolver (P);
  • executar, dirigir ou agir (D);
  • conferir, checar ou verificar (C); 
  • alavancar, ajustar, atuar e agir (A) — no sentido de corrigir.

Embora ele seja direcionado para o controle de qualidade, todas as áreas da empresa podem fazer uso do método PDCA.

Depois de conhecer mais detalhadamente o ciclo PDCA, você vai notar que é difícil pensar em uma metodologia — seja de gestão da inovação, de consultoria ou de implantação de projetos — que não envolva as ações de planejar, executar, verificar e corrigir em suas etapas.

Da mesma forma, cada letra do PDCA identifica uma etapa do método, que passamos a descrever para você nos tópicos abaixo. São elas:

1. (P) “Plan”— Planejar e desenvolver

No Método PDCA, o planejamento não é a simples atividade de organizar e estruturar as ações a serem seguidas.

Essa etapa inclui a identificação dos problemas e dos fatores que os geraram, ou seja, um levantamento que forneça as informações necessárias para elaboração do plano. Além disso, é preciso definir as metas e objetivos que serão considerados em todo o ciclo.

Também devem ser determinados os indicadores de desempenho que serão utilizados para verificar se os objetivos finais serão alcançados.

É importante que o ciclo utilize critérios concretos, pois a subjetividade é um dos fatores que precisam ser eliminados para garantir uma boa análise. Conseguimos isso justamente mensurando o problema e, nesse particular, uma boa definição dos indicadores é crucial para facilitar a análise.

Basicamente, o que precisa ser feito nessa etapa é:

  • levantar fatos e problemas;
  • levantar dados;
  • elaborar o fluxo de processos;
  • identificar os itens que deverão ser controlados;
  • levantar dados sobre os itens a serem controlados;
  • elaborar procedimentos de análise de causa e efeito;
  • analisar os dados;
  • determinar objetivos e metas;
  • definir indicadores de controle.

É fundamental entender que é nessa fase que são identificados os fatores que influenciam os problemas e que, com base nos dados levantados, é desenhado o plano com as ações a serem desenvolvidas na continuidade do ciclo.

Em outras palavras, de forma resumida, podemos dizer que o planejamento é desenvolvido com base nas diretrizes da empresa — incluindo o propósito, missão e os valores da organização —, e que pode ser subdividido em três etapas simples.

A primeira define os objetivos, enquanto a segunda determina o caminho que levará a eles. Já a terceira detalha o método.

Um bom trabalho nesse início evita a perda de tempo, o excesso de ajustes, a necessidade de refazer procedimentos e outras falhas desnecessárias na continuidade do ciclo, começando pela execução.

2. (D) “Do”— Executar, dirigir e agir

Agora, chegou o momento de executar o plano de ação criado na etapa anterior. Quanto mais detalhada cada uma das tarefas previstas, incluindo o responsável, os prazos, metas e pormenores (ou uma boa descrição de “como” fazer), menos sujeita a erros estará a execução.

Se esse trabalho prévio foi bem executado, a maior preocupação na segunda etapa deve ser a de evitar que ocorram desvios.

Do contrário, será necessário voltar para a primeira fase e rever o planejamento, buscando identificar as causas desses problemas — algo que tende a ocorrer nas primeiras tentativas de aplicação do PDCA se você não puder contar com ajuda especializada, ao menos enquanto os responsáveis estão passando pela curva de aprendizado.

Pode parecer que essa é uma afirmação contraditória, já que informamos que o ciclo PDCA deve permitir que os processos sofram ajustes de aprimoramento de forma contínua. Acontece que esse não é o momento propício para alterações, justamente na espinha dorsal do PDCA.

O planejamento foi elaborado para determinar em detalhes a execução ótima como um objetivo a ser alcançado. Por isso, improvisos nessa etapa podem sim se caracterizar como um desvio que impede a realização do ideal. Ainda chegaremos à etapa específica para os ajustes.

Contudo, isso não significa que a observação de eventuais problemas não possa iniciar desde já. Quanto mais cedo você puder observar os indicadores de desempenho e as falhas, antes saberá se os resultados serão atingidos.

Feita essas observações, a fase de execução deve incluir o treinamento dos participantes do projeto, o que envolve colaboradores e gestores de áreas. Essa capacitação tem objetivos de instruir sobre o próprio PDCA, seu plano de execução e boas práticas de produção.

Ao mesmo tempo em que ocorre a execução propriamente dita, é preciso garantir a coleta de dados de acordo com os indicadores de desempenho que foram estipulados no plano. Do contrário, a etapa seguinte será prejudicada.

Muitos desses indicadores podem ser registrados de forma automatizada, principalmente, quando relativos a equipamentos. Essa é uma medida ótima para garantir a precisão dos dados e a produtividade da equipe.

3. (C) “Check” — Conferir, chegar e verificar

Executado o plano, é o momento de verificar aquilo que funcionou, o que poderia ter funcionado melhor e o que não deu certo. Para que isso seja possível, é necessário fazer uma comparação entre o previsto e o realizado — como fazemos ao comparar um plano orçamentário com o realizado em caixa.

Os indicadores serão fundamentais para uma comparação objetiva e a mensuração dos gaps — lacunas, intervalos, brechas ou distanciamentos entre o objetivo inicial e o patamar alcançado. Essa observação deve ocorrer em cada tarefa do plano de ação.

Esses procedimentos permitem avaliar a metodologia de trabalho adotada e, agora sim, gerar as informações que servirão de identificação das causas de problemas e desvios que merecerão ajustes na próxima etapa. Além disso, nesse estágio, também ocorre um mapeamentos dos processos.

Como adiantamos na descrição da etapa anterior, parte da checagem ocorre concomitantemente com a execução. Afinal, muitos dos dados de que você precisa são mais difíceis ou impossíveis de serem levantados posteriormente à sua ocorrência.

Além de garantir maior precisão, essa medida diminui a carga de trabalho da checagem e, em consequência, melhora a produtividade dos processos.

4. (A) “Action” — Alavancar, ajustar, atuar e agir

O termo em inglês pode gerar alguma confusão se atribuirmos o sentido de execução ao verbo agir. Nessa etapa, estamos falando de uma ação específica: a correção. Ao mesmo tempo, esse estágio deve ser entendido como o fim e o início do Método PDCA. Afinal, estamos tratando de um ciclo.

Depois de uma criteriosa avaliação dos gaps encontrados, indicadores, procedimentos, causas de problemas e avaliação da metodologia, estamos prontos para ajustar o plano e repeti-lo de forma aprimorada na nova fase do ciclo.

Portanto, a conclusão do plano implica ações corretivas em relação ao planejamento, a execução e a checagem. As causas de problemas deverão ser eliminadas e as atividades de planejamento revistas.

Como consequência, ocorre uma padronização naquilo que comprovadamente funcionou bem ou uma nova experiência do que precisa ser aprimorado com vistas a ser padronizado no futuro.

Benefícios do Método PDCA

Agora que ficou claro como funciona o ciclo PDCA e que você conhece suas etapas, já deve estar imaginando os benefícios de sua utilização.

Ainda assim, nada melhor do que relacioná-los para você, para facilitar a identificação do valor que tem o método. Alguns deles são:

  • melhora da produtividade;
  • diminuição de riscos;
  • eliminação de desperdícios;
  • diminuição do estresse da equipe causado pelos problemas;
  • aprendizado contínuo de todos os envolvidos;
  • melhora contínua da qualidade;
  • registro documentado do aprendizado em processos;
  • padronização de processos;
  • ajuda na definição dos processos;
  • capacitação continuada da equipe;
  • criação de uma cultura de qualidade;
  • evita procedimentos de baixa eficiência;
  • melhora operacional;
  • redução de prazos de produção;
  • facilita e aprimora a capacidade de identificar falhas;
  • melhora da clareza e objetividade dos processos;
  • aumenta a capacidade da organização de entregar uma experiência satisfatória para os clientes.

Obviamente, alguns desses benefícios aparecem com mais evidência em algumas organizações do que outras.

Além disso, eles — e alguns outros que não citamos — ocorrem em maior número conforme o Ciclo PDCA vai se renovando e o processo vai se aprimorando.

Ações corretivas

É provável que você já tenha passado pela situação de um disjuntor desarmar e interromper a transmissão de energia, seja na sua residência, seja fora dela.

Não são raras as vezes em que, depois de perceber a chave desligada, a solução encontrada seja a de simplesmente religá-la.

Pois bem, lembra que mencionamos que o ciclo PDCA identifica a causa e não os efeitos? Por isso, o caso do disjuntor é um belo exemplo do que não devemos fazer.

Existe um motivo para que ocorra a interrupção. Afinal, a função do equipamento é justamente a de evitar um problema por curto, aquecimento ou outra causa. Por isso, as ações corretivas só são efetivas quando identificamos o que está gerando o problema.

Corrigi-los depende essencialmente de saber fazer as perguntas certas para identificá-los por meio de indicadores e uma análise bem elaborada. É esse levantamento que vai garantir a determinação das ações corretivas que deverá tomar.

Ações preventivas

Obviamente, nada determina que precisamos esperar o problema acontecer para corrigi-lo. Também faz parte da atividade de um bom planejamento de PDCA a identificação de possíveis problemas e a tomada de medidas para evitá-los. Porém, as ações preventivas não estão limitadas a esses procedimentos.

Cada início de um novo ciclo PDCA é uma oportunidade para tomar precauções que evitem a ocorrência de problemas iminentes.

Mesmo que eles tenham sido evitados na última hora no ciclo anterior, se você identificou a possibilidade de ocorrerem, tem um dado importante para trabalhar.

A proatividade é uma das atitudes mais importantes no comportamento corporativo.

Método PDCA na prática

Uma grande vantagem do ciclo PDCA é que ele é intuitivo. Por isso, ele é tão disseminado e, apesar de ter sido elaborado há muito tempo, continua a ser utilizado em inúmeras organizações.

Dizemos que ele é intuitivo porque suas etapas seguem uma sequência lógica e natural de desenvolvimento do plano, aplicação dos procedimentos, checagem do resultado com base na coleta de dados e correção dos pontos falhos.

Por esse motivo, também mencionamos que a sua utilização contínua favorece o aprendizado por meio da experiência e, desse modo, aprimora o próprio método. Para colher ao máximo os seus benefícios, algumas dicas práticas serão muito uteis.

Importância do treinamento para a boa execução do planejamento

A primeira delas envolve o treinamento. Conforme vimos, essa é a primeira ação da etapa de execução. Porém, ela deve começar com a equipe de gestão e se estender a todos os envolvidos nos processos.

Como o modelo depende de uma cultura de qualidade, é fundamental que os gestores exerçam uma liderança estimulante e facilitadora, ou o resultado pode ser comprometido.

Tenha em mente que são as pessoas que farão as coisas acontecerem. Além disso, não podemos esperar que alguém execute um procedimento da forma planejada sem saber exatamente o que é esperado dele.

Você certamente lembra que mencionamos a importância de executar o planejamento à risca. Pois bem, essa necessidade evidencia o valor do treinamento. Inclusive, ele não deve estar limitado ao processo em si e aos resultados esperados.

Quanto maior for a compreensão de uma visão holística sobre os processos, maior será o entendimento das implicações de cada detalhe no resultado final.

Isso ajuda a justificar que o Ciclo PDCA seja obrigatório nos processos que ocorrem na empresa. É evidente e natural que algumas pessoas sejam mais resistentes a mudanças e toda nova iniciativa precisa de insistência até ser perfeitamente incorporada pela equipe.

As pessoas aceitam as mudanças por dois motivos principais: quando existe uma ameaça diante delas que exige uma resposta, ou quando há um estimulo para a inovação.

Contudo, o ideal, obviamente, é trabalhar a motivação e usar de uma abordagem positiva, pois a busca pela qualidade é mais facilmente alcançada quando é um objetivo comum para a equipe, o que não ocorre quando é algo imposto.

Repetição do ciclo e documentação dos resultados

Também chegamos a mencionar que não é por acaso que o método é chamado de ciclo. Lembre-se disso como uma referência para todas as decisões relativas ao modelo — do planejamento à correção. É óbvio que você pode conquistar muitos avanços já na primeira vez que utilizar o método.

Porém, a maioria dos aprimoramentos e, principalmente, aqueles mais significativos são observados depois de algumas repetições do ciclo.

Juntando essa dica com a anterior, é razoável reconhecer que todos percebam essa característica no Ciclo PDCA. Além de facilitar a compreensão sobre o funcionamento do método, isso também ajuda a estimular a aceitação de que ele precisa ser incorporado na rotina do time.

Documentar cada passagem do ciclo e os resultados alcançados expressos em indicadores é outra dica prática importante para o sucesso da iniciativa. Esse registro vai permitir uma análise comparativa ao longo do tempo e a identificação cada vez mais precisa das causas de problemas nos processos.

Desvios comuns na aplicação do método

Além dessas dicas, é preciso manter a atenção na equipe em relação aos fundamentos do Método PDCA. Confira os desvios mais comuns encontrados na prática de aplicação do modelo. São eles:

  • planeje antes de fazer: por mais que esse seja um estágio perfeitamente definido, é comum a tentação de “sair fazendo”, mas o tempo que você economiza com isso será gasto em dobro na execução;
  • defina detalhadamente o método para chegar às metas: as metas e os objetivos são apenas um “lugar” em que deseja chegar, mas não servem de nada sem um caminho;
  • colete dados desde a execução: outra tendência comum em alguns casos é a de não dar muita importância para a checagem e acabar repetindo o plano indefinidamente. Evite isso e mantenha a vigilância em relação a esse atalho por parte da equipe;
  • garanta a correção: corrigir o problema é a parte que pode dar mais trabalho. Ao mesmo tempo, nada justifica todo o processo sem que essa etapa seja valorizada pela equipe. Estimule como puder para que ela vibre com a possibilidade de melhora e com suas conquistas de desempenho;
  • encoraje a continuidade do ciclo: por mais que o treinamento deixe claro que esse é um método cíclico, alguns colaboradores podem sentir uma sensação de que o projeto acabou depois da fase de correção.

Comunicação contínua e reforço de pontos importantes junto à equipe

Ao enfatizar a importância de estimular cada etapa do ciclo, fica mais evidente a necessidade de um bom treinamento. Porém, ele não é o único meio de informar o grupo. Procure estabelecer canais de comunicação contínua com a equipe de forma a reforçar cada ponto importante. Exatamente da mesma forma que fizemos neste texto.

Boa parte do que aprendemos em uma capacitação é esquecida na semana seguinte. Além disso, ninguém assimila 100% do conteúdo de um treinamento na primeira vez.

Contudo, quando começa a aplicar os ensinamentos e é lembrado sobre eles, a absorção e memorização ocorrem naturalmente.

Para ajudar na identificação dos problemas, uma ótima ferramenta é o diagrama de Ishikawa, que talvez você conheça pelo apelido: “Diagrama Espinha de Peixe”. Ele identifica 6 classificações de possíveis causas de problemas bem simples de entender. São elas:

  • o método: um método aplicado com a função errada pode ser desastroso em qualquer processo. É comparável a tentar tomar sopa com um garfo;
  • o material: defeitos, problemas de qualidade de materiais e desconformidade são causas evidentes de baixa qualidade;
  • equipe de trabalho: o processo de seleção talvez seja uma boa opção para utilizar o PDCA, mas o problema da equipe também envolve a quantidade de colaboradores, o treinamento e a motivação;
  • equipamentos: máquinas obsoletas, com funcionamento inadequado e falta de manutenção constituem a quarta classificação de Ishikawa;
  • medição: o erro na seleção de indicadores pode facilmente camuflar os problemas, assim como a complexidade de cálculo pode facilitar erros;
  • ambiente de trabalho: o ambiente adequado, seguro e salubre é fundamental para o resultado.

Além disso, você pode facilmente identificar pistas de inconsistências no seu Método PDCA quando encontra alguns tipos específicos de problemas.

Por exemplo, se ocorrerem muitas repetições de trabalho desnecessárias, existe uma boa chance de haver alguma deficiência de planejamento. Se for o caso, não insista repetindo o mesmo procedimento. Nada muda se continuarmos fazendo algo exatamente como sempre fizemos.

Outras causas de problema comuns que você deve evitar são:

  • análise parcial, dando uma ideia limitada do problema;
  • falta de eficiência no treinamento, causando incompreensão do PDCA;
  • dados parciais e imprecisos.

Como procuramos insistir no decorrer do texto, o Ciclo PDCA não é apenas uma ferramenta de aprimoramento constante, mas ele mesmo melhora a cada início e término de ciclo com a experiência de utilização.

Além disso, o Método PDCA funciona muito melhor quando aplicado com base em uma cultura de qualidade. Métodos são apenas ferramentas que dependem de pessoas, e um dos conhecimentos necessários na gestão de empresas.

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