Category

Gestão

Category

Como executar e monitorar estratégias empresariais corretamente

O planejamento na gestão da empresa tem papel crucial para o alcance de seus objetivos, servindo de guia para execução e monitoramento de estratégias. No entanto, muitos empreendedores não dão a devida atenção para esse processo e o deixam em segundo plano.

De acordo com a pesquisa “Sobrevivência das Empresas no Brasil”, do Sebrae, baseada em dados de 2000 empresas inativas e ativas, 23,4% das organizações fecharam as portas em até dois anos. Um dos motivos para isso foi o planejamento deficiente, com média de menos de 8 meses, além de, na maioria dos casos, não haver negociação de prazos com fornecedores e tampouco obtenção de crédito com instituições bancárias.

Dentre as sobreviventes, a média de planejamento foi superior a 11 meses, sendo também feito com maior qualidade. Contudo, não basta apenas planejar, pois é preciso acompanhar a aplicação do que foi definido. Quer saber por que essa prática é necessária? Continue a leitura!

Por que é importante monitorar e controlar a execução das estratégias empresariais?

Apenas planejar não basta, pois o que está no “papel” precisa, de fato, ser posto em prática. Para assegurar que isso ocorra, é fundamental monitorar cada etapa de aplicação do que foi proposto, de modo a garantir que a equipe esteja se empenhando em seguir as estratégias da empresa.

Além disso, é importante observar os resultados gerados, pois eles indicam se as práticas realmente estão sendo empregadas e se trazem retornos.

Por exemplo, conforme a pesquisa mencionada anteriormente, um dos fatores que contribuíram para organizações sobreviverem mais de dois anos foi o acompanhamento rigoroso das receitas e despesas. Essa é uma das maneiras de saber se determinada estratégia gera um impacto financeiro positivo.

Além do mais, o acompanhamento contínuo permite checar se determinado plano é condizente com a realidade do negócio e de seu mercado. Com o controle, é possível reorganizar a estratégia “em movimento”, ou seja, fazer ajustes nela enquanto é aplicada.

Quais são os erros mais comuns nesse processo e como solucioná-los?

O controle também precisa de cuidados para que seja eficiente e contribua para a melhora contínua das estratégias empresariais. Adiante, separamos uma lista com os principais equívocos cometidos por gestores nesse processo. Acompanhe!

Não estabelecer métricas de desempenho

Uma boa forma de monitorar as estratégias empresariais é por meio do uso de métricas, como os Key Performance Indicators (KPIs), ou indicadores-chave de desempenho.

Podem ser porcentagens, níveis, taxas etc. que contribuem para avaliar performance, resultados e eficiência de atividades, equipes, setores, entre outros. Há alguns amplos, que podem ser aplicados em quase todo tipo de empresa, como:

  • Retorno Sobre o Investimento (ROI): mede o valor obtido para cada real investido;
  • Ticket Médio: mensura o valor médio gasto por consumidor do seu negócio;
  • Taxa de Sucesso em Vendas: permite entender quantas “vitórias” ocorrem nas negociações entre vendedores/empresa e clientes. Pode ser aplicada em diferentes fases de interação com o consumidor a fim de checar em quais há maior êxito e em quais há gargalos;
  • Índice de Turnover: mede a rotatividade de colaboradores na empresa;
  • Taxa de conversão: muito usado em estratégias empresariais voltadas para marketing e vendas. Ele possibilita entender quantos potenciais clientes (leads) foram convertidos, isto é, cadastraram um e-mail no site, preencheram um cadastro ou uma pesquisa etc.

Há, ainda, os específicos do seu setor de atuação. Nesse caso, é preciso pesquisar quais KPIs são usados com maior frequência no seu segmento ou, até mesmo, estabelecer alguns próprios para o seu negócio.

Não definir um responsável pelo acompanhamento

É essencial definir alguém para monitorar a execução das estratégias empresariais caso o gestor não possa se empenhar nessa tarefa. Senão fizer isso, o acompanhamento pode se tornar deficitário, apresentando lacunas de informações nos momentos em que os resultados das estratégias não foram levantados.

Também é possível que surjam confusões quando há demora para coletar e comparar dados de desempenho — o que tende a demandar horas de trabalho para buscar e organizar as informações.

Controlar apenas no início

É normal que, no início da execução das estratégias empresariais, haja um controle maior. O gestor está mais motivado, as equipes querem mostrar um bom trabalho e a “memória” das estratégias é recente.

Todavia, ao longo do tempo, a rotina pode se sobrepor e levar a um “abandono” desse controle. Quando for preciso analisar os relatórios sobre a eficiência das estratégias, muito tempo pode ter passado sem o acompanhamento devido, dificultando a análise dos resultados. Portanto, é necessário disciplina e assiduidade na hora de monitorar as estratégias da empresa no curto, médio e longo prazo.

Não alinhar o planejado com o que ocorre na prática

É importante ter um bom alinhamento estratégico no negócio, especialmente entre o que se planejou e a realidade da empresa. Por exemplo, não adianta definir ações estratégicas sem que os colaboradores estejam capacitados para executá-las, especialmente se elas envolvem tendências e inovações do mercado.

Nesse caso, é preciso investir em treinamento prévio e, a partir dele, começar a controlar os resultados. Dessa forma, não só estratégias poderão ser avaliadas, como também a eficiência do ensino oferecido aos trabalhadores.

Cobrar em excesso

Cuide para que o acompanhamento não se transforme em cobrança excessiva por parte dos líderes em relação aos liderados. Isso pode atrapalhar a aplicação e condução das estratégias empresariais, além de gerar um clima organizacional ruim.

É importante que o monitoramento seja feito para analisar pontos fracos e fortes no intuito de buscar soluções para os gargalos. Esse processo serve para ajustar incoerências ou impossibilidades nas estratégias aplicadas, a fim de otimizá-las, e não para culpar colaboradores por erros, ineficiências ou fracassos.

Quais são as práticas mais recomendadas?

Além das soluções apontadas, é preciso buscar a cooperação de toda a equipe da empresa. Não só os líderes devem acompanhar as ações aplicadas, mas também os colaboradores. Dessa forma, eles mesmos poderão tomar providências para que suas atividades apresentem melhor performance. Consequentemente, as estratégias da organização terão maiores chances de terem êxito, além de maior efetividade operacional.

Nesse caso, lembre-se de mostrar a todos os papéis que desempenham para o alcance dos objetivos do negócio. Também forneça feedbacks sobre a performance dos funcionários e sobre os resultados da empresa, tornando o processo mais transparente.

Se tiver dificuldades com execução e monitoramento de estratégias, a dica é procurar uma agência especializada nessa área. A expertise dessas empresas poderá ser útil para a adoção de práticas de excelência do mercado no controle de resultados e de performance.

Quer mais dicas para aprimorar a gestão do seu negócio? Assine nossa newsletter e receba notificações de nossos próximos conteúdos em seu e-mail!

Como um diagnóstico cultural pode auxiliar sua empresa a obter melhores resultados?

09A percepção do ambiente empresarial, o convívio no local de trabalho e os valores e comportamentos incentivados (explícita e implicitamente) na empresa interferem na qualidade de vida dos colaboradores. Logo, produtividade e desempenho também são afetados. Além disso, quando há problemas em um ou mais desses aspectos, fica difícil alinhar estrategicamente gestão e operação. Para saber se isso ocorre em seu negócio, a solução é realizar um diagnóstico cultural.

Esse processo contribui para o sucesso de uma empresa. Isso porque proporciona informações importantes para os gestores aprimorarem a cultura corporativa e, portanto, as dinâmicas de relacionamento e de cooperação entre profissionais e equipes.

Quer saber como é possível aplicar o diagnóstico cultural e qual a sua importância? Continue lendo e veja as dicas que selecionamos!

O que é cultura organizacional?

A cultura empresarial é a soma de diferentes fatores dentro de uma organização, como:

  • maneira como as pessoas interagem;
  • normas e regras que norteiam a convivência;
  • atitudes, hábitos, crenças, objetivos e valores compartilhados;
  • princípios que refletem a identidade do negócio;
  • políticas de hierarquia, de ética, de comunicação e linguagem e até de vestimenta no ambiente corporativo;
  • modo de a empresa tratar clientes internos (funcionários) e externos (consumidores).

Consequentemente, ela influencia processos, rotinas de trabalho e a gestão do negócio a ponto de facilitar ou dificultar estratégias, mudanças e inovações. Para Edgar Schein, ex-professor da MIT Sloan School of Management, cultura significa:

“Um padrão de pressupostos básicos compartilhados, aprendido por um grupo, à medida que resolvia seus problemas de adaptação externa e integração interna”.

Ainda de acordo com o autor, esse padrão funcionou bem o suficiente de modo a ser tido como válido e, assim, poder ser repassado a membros novos como o modo adequado de se pensar, perceber e de se sentir em relação aos problemas. Basicamente, “um produto de aprendizagem conjunta”. Pode-se dizer que a cultura organizacional tem três níveis:

  • artefatos observáveis — envolve comportamentos, crenças e atitudes da empresa, ou seja, como ela “vê as coisas” e o que acredita ser importante. Nesse grupo, temos valores publicados, declaração de missão, arquitetura, ambiente físico, práticas, tecnologias, estilo (arte, design das publicações, vestimentas), produtos e até mesmo humor, fofocas e tabus;
  • valores adotados — há os defendidos pela liderança e os promulgados, que refletem comportamentos reais dos colaboradores. Nem sempre o que a empresa defende é o que se vê na prática, ou seja, no comportamento dos funcionários;
  • pressupostos básicos subjacentes — muitas vezes também são inconscientes, atuando como determinantes de processos de pensamento, atitudes e ações de uma empresa. São suposições centrais para a cultura do negócio.

Vale destacar que esse terceiro ponto envolve valores normalmente aceitos a longo prazo, que acabam arraigados, além de serem tomados como garantidos. Desse modo, indivíduos costumam desconhecer suas influências. Eles comumente fornecem um ímpeto inquestionável para comportamentos e percepções, bem como senso tácito de segurança.

Qual o papel da cultura no crescimento empresarial?

Cultura organizacional é um dos fatores críticos do sucesso de uma empresa, pois tem grande papel no alcance dos objetivos do negócio. Veja a seguir dois casos em que isso ocorre.

Impacta na adoção de tendências

Uma tendência que tem ganhado força no meio corporativo é a transformação digital, em que se integram tecnologias do mundo virtual a estruturas organizacionais, processos e recursos. Essa mudança será essencial para a sobrevivência e crescimento de muitos negócios nos próximos anos.

Um estudo da BCG apontou que, entre 40 transformações digitais, a proporção de negócios que indicaram avanço ou forte desempenho financeiro chegou a ser cinco vezes maior (90%) entre as empresas que se centraram na cultura. Isso quando comparado às que negligenciaram esse fator (17%).

Portanto, não focar no desenvolvimento de uma cultura digital alinhada aos objetivos da empresa pode ocasionar falhas nesse processo de transformação. Além disso, cerca de 80% das organizações que se centraram em cultura sustentaram uma performance forte ou inovadora — o que é fundamental para quem busca uma boa gestão da inovação. Nenhuma das que não tiveram esse foco alcançou essa conquista.

Aliás, uma previsão da Gartner indica que, até 2021, 80% das organizações de médio a grande porte alterarão sua cultura como modo de agilizar sua estratégia de transformação digital. Outro estudo, mencionado nessa estimativa, também aponta que 67% das organizações já finalizaram ou estavam a ponto de terminar uma iniciativa de mudança cultural.

Isso acontece porque a cultura atual foi tida, em muitas iniciativas, como a maior barreira para uma transformação virtual. Basicamente, 50% das iniciativas desse processo constituem falhas claras, sendo que os CIOs (diretores de tecnologia) relatam a barreira cultural como o principal entrave.

A pesquisa “Cedro Insights — Transformação Digital”, desenvolvido pela Cedro Technologies, indicou um resultado semelhante. Ela aponta que aproximadamente 75% das instituições financeiras já começaram o processo de transformação digital, porém só 25% estão em um patamar mais avançado.

Um dos desafios é alterar a cultura organizacional, sendo que, para 35% dos entrevistados, esse é o principal dilema para se obter resultados mais favoráveis com a transformação.

No entanto, se bem trabalhada, a cultura pode servir como aceleradora da transformação digital, de modo que diretores de TI podem definir a cultura desejada com base em suas escolhas tecnológicas. Aliás, é estimado que, até 2021, eles tenham tanta importância na mudança de cultura quanto os diretores de RH, de modo que a parceria entre ambos pode ajudar no molde de comportamentos de trabalho.

É possível projetar processos e alinhar princípios a traços culturais na empresa, além de levar em conta missão e valores para decidir sobre design de tecnologia e de fluxos de trabalho que fortaleçam a cultura empresarial pretendida.

Dá suporte para a melhora de fatores importantes

Empresas que desejam se tornar mais ágeis também precisam ter atenção em suas culturas organizacionais. Uma pesquisa da Gallup, feita com aproximadamente 9.500 trabalhadores (5.500 nos EUA e 4.000 na Europa), descobriu que somente 30% dos estadunidenses e 36% dos europeus concordavam fortemente sobre haver compartilhamento de conhecimento por parte de colegas.

Ou seja, a maioria dos profissionais não enxergou esse compartilhamento — o que é ruim para uma cultura organizacional baseada em agilidade. Afinal, tanto a execução de atividades internas quanto o atendimento ao cliente podem ser prejudicados quando conhecimentos essenciais são retidos na equipe.

O que significa diagnóstico cultural?

É o processo de analisar a cultura da empresa com base em pesquisas, conversas (formais e informais), avaliações de comportamentos, entre outras ferramentas. O objetivo do diagnóstico é detectar quais são os fatores principais da cultura de uma organização, permitindo que os gestores possam comparar seus resultados com expectativas sobre como ela deveria ser.

Como fazer esse diagnóstico e quais aspectos considerar?

Para começar, você pode buscar um modelo de diagnóstico cultural que esteja alinhado ao seu segmento de atuação. Também precisará levantar os fatores que interessam ao negócio, como:

  • busca por inovação. A empresa adota tendências de mercado? Há antecipação a mudanças em seu segmento?
  • liberdade criativa dada aos funcionários: esse fator contribui para a inovação;
  • cooperação entre equipes. Envolve avaliar aspectos como trabalho em conjunto, comunicação entre colaboradores e troca de conhecimentos;
  • preocupação de líderes com liderados;
  • atenção dada ao desenvolvimento dos colaboradores;
  • níveis de engajamento e busca por maior envolvimento;
  • sentimento do funcionário na empresa. Veja se suas atividades permitem que ele entenda como contribui para o alcance dos objetivos da empresa;
  • liderança centrada em valores. Há alinhamento de estratégias com visão, missão e valores organizacionais? Esses valores são considerados na tomada de decisões? Os líderes os reforçam em seus comportamentos? Eles “dão o exemplo”?
  • qualidades dos gestores. São carismáticos, acolhedores, receptivos, criativos ou visionários?
  • estruturação de processos. Os sistemas e processos são organizados? Há padronização de atividades?
  • foco em eficiência. Há entrega de recompensas com base em critérios claros, de modo a estimular o bom desempenho? A eficiência é um objetivo reforçado constantemente?
  • incentivo à qualidade de vida. A empresa se preocupa com o bem-estar de seus funcionários? Isso é percebido em suas práticas?

Para avaliar esses itens, você pode analisar avaliações de desempenho e utilizar pesquisas com base em questionários. Nesse caso, dá para usar ferramentas digitais (formulários Google, SurveyMonkey).

Também é importante conduzir conversas formais, com base em roteiros, e informais. Outro ponto importante é ter atenção ao ambiente interno, a fim de notar padrões de comportamento que destaquem aspectos da cultura local.

De que maneira o diagnóstico cultural contribui para o sucesso do negócio?

O diagnóstico cultural entrega dados valiosos aos gestores, que permitem saber quais aspectos culturais se sobressaem na empresa. Podem ser avaliados os valores estabelecidos e os que realmente estão em vigência no cotidiano organizacional.

Dá para analisar se há uma cultura voltada à inovação, à inclusão de novos colaboradores, ao fomento da diversidade etc. É possível entender se a cultura fomenta ou dificulta a aplicação de mudanças importantes, como a citada transformação digital, e de estratégias. Com base nisso, é possível tomar decisões sobre processos e ações que devem ser implementados para alinhar a cultura atual ao que se deseja.

Por fim, se você tiver dificuldades para realizar um diagnóstico cultural do seu negócio, a dica é buscar uma consultoria em gestão que tenha conhecimentos na área. Ela poderá auxiliar você a analisar aspectos culturais que mais impactam no funcionamento e nos resultados da sua empresa.

Para acompanhar dicas, tendências e outras informações em gestão, assine nossa newsletter e passe a receber avisos de nossos próximos conteúdos em seu e-mail!

Como medir a maturidade de inovação nas empresas? Entenda!

Existem diferentes métodos para medir a maturidade da inovação nas empresas. Por exemplo, modelos como o Radar, que apura várias dimensões da inovação no negócio, são usados para diagnosticar de forma aprofundada o ponto de partida de cada organização rumo à inovação.

Neste texto vamos descrever um método bastante prático, para que você possa fazer sua análise sem a necessidade de responder a longos questionários. No entanto, para começar, precisamos responder a uma pergunta presente na cabeça da maioria dos empresários: posso aplicar inovação no meu negócio?

A resposta curta é que não se trata de poder incorporar inovação. As empresas precisam tomar essa atitude ou vão sentir efeitos negativos na sua competitividade. Vamos entender isso melhor? Confira!

Por que a maturidade de inovação nas empresas é importante?

O mundo dos negócios está mudando com velocidade impressionante. Nos próximos anos, muita coisa vai se alterar com a adoção de tecnologias novas e modelos de negócio mais alinhados com os desejos do consumidor.

Os clientes mudaram a maneira de se informar, interagir e comprar. Eles estão atentos às novas soluções, principalmente as que oferecem uma experiência de compra melhor e uma usabilidade mais facilitada. No entanto, segundo estudo recente da Gartner, a maioria dos clientes B2B, por exemplo, se sente sobrecarregada com tanta informação e tem dificuldade de decidir. Dessa forma, tem mais chances de se arrepender com a compra.

Isso significa que as empresas capazes de ajudá-los vão se destacar no mercado. Para conseguir isso, elas devem ser capazes de encontrar novas formas de elaborar, divulgar, distribuir e entregar sua solução.

Portanto, não se trata apenas de incorporar tecnologias novas para modernizar a operação. O fato é que o ambiente de negócios está mudando e várias empresas estão encontrando novas oportunidades de negócio nessas alterações. Elas fazem isso inovando em várias dimensões como o marketing, a distribuição, o desenvolvimento de produtos e a forma como comercializam seus produtos e serviços, por exemplo.

Isso não significa que sua empresa precisa se tornar tão ativa quanto o Google na adoção da inovação, mas que, se ela não for capaz de encontrar novas soluções, mais adequadas ao ambiente atual e ao comportamento do consumidor, vai perder mercado.

Muitas vezes, algumas alterações simples são suficientes. Um ótimo exemplo é o caso de Nespresso. A grande inovação, que garantiu a liderança de mercado no segmento em que a empresa atua, foi uma mudança na forma de comercialização. No lugar de tentar vender máquinas de café caras, ela passou a se focar na venda das cápsulas e facilitou a compra do equipamento.

A empresa sofreu com o questionamento da sustentabilidade ecológica de comercialização das cápsulas, mas já tomou medidas para resolver o problema e o resultado com a adoção de um novo modelo de negócios foi extraordinário.

Uma forma mais comum de buscar um bom nível de competitividade é a melhora da eficiência operacional. O problema é que ela é facilmente imitável e gera alta pressão nos custos. Por outro lado, ao oferecer uma solução melhor, mais valorizada pelo cliente, a inovação costuma garantir uma lucratividade maior.

Para se ter uma ideia, com base em uma rápida pesquisa, sabemos que o valor de venda do café em cápsulas é cerca de 10 a 20 vezes maior do que a do ensacado. É um bom argumento para justificar a inovação? Então vejamos os estágios de maturidade, objeto do nosso texto.

Quais os estágios da inovação nas empresas?

Como nossa intenção também é propor como você deve medir a maturidade de inovação da empresa vamos fornecer algumas dicas sobre como fazer isso, quando for o caso. Ao mesmo tempo, descreveremos cada estágio. Acompanhe!

Tomada de consciência

As mudanças começam nas lideranças da empresa. Antes que elas tomem consciência da importância de inovar, é muito provável que qualquer iniciativa perca “o fôlego” no decorrer do processo. Em outras palavras, ainda falta comprometimento com a inovação.

Para avaliar se sua organização superou essa fase, não basta que exista um discurso favorável à inovação nos corredores. Inovar implica em correr riscos. Por isso, a pergunta que deve ser feita é até que ponto existe disposição para o processo.

Domínio das ferramentas

Mas a inovação não é construída apenas com vontade. A gestão da inovação é uma ação profissional, como a de finanças ou de logística. Existem métodos e ferramentas que precisam ser dominadas para obter sucesso.

Dificilmente uma empresa alcança esse nível sem ajuda de consultores e capacitação. Esse estágio marca o entendimento de que inovação não é sinônimo de melhorias pontuais, mas sim uma transformação que melhora a proposta de valor que é apresentada ao cliente.

Definição estratégica

As empresas que alcançaram essa fase sabem exatamente qual a estratégia de inovação que será usada. A Samsung, por exemplo, usa a chamada estratégia imitativa, no caso dos celulares. Isso não significa que ela reproduza exatamente o mesmo produto, mas apenas que decidiu não ser a pioneira.

Ela observa e avalia a concorrência, aprende com as eventuais falhas dela e faz reformulações para aprimorar o produto e evitar cometer os mesmos erros.

Adoção do método

O processo de inovação envolve a geração de ideias inovadoras, a avaliação destas, a seleção das viáveis, o desenvolvimento, os testes de mercado e de escalabilidade, culminando na execução de cada projeto inovador. Nem todas as propostas se tornarão inovações reais. Por isso, esse método é fundamental para qualquer empresa que pretenda inovar.

Incorporação da cultura de inovação

Novas ideias não nascem em ambientes desfavoráveis a elas. Se, por exemplo, o erro for algo inaceitável na empresa e as pessoas se sentirem ameaçadas ao cometê-los, é improvável que elas sugiram e se envolvam com mudanças. No lugar disso, vão preferir transitar em um “terreno seguro”.

Gestão da inovação

Embora o risco faça parte do empreendedorismo e da inovação, isso não significa que o controle deva ser abandonado. Por isso, o auge da maturidade em inovação está justamente no monitoramento dos resultados.

Isso significa que a maturidade de que trata este texto é alcançada com o acompanhamento de indicadores específicos, elaborados para mensurar os resultados alcançados com essa prática.

Por fim, a medição de maturidade de inovação nas empresas deve ser feita considerando que o uso de indicadores, por exemplo, não garante que sua organização chegou ao ápice. Se o ambiente não for favorável, mensurar o resultado só vai demonstrar que os resultados foram limitados. É preciso alcançar todos os estágios.

Agora que concluímos este artigo, garanta o acesso a outros conteúdos relevantes para o seu negócio. Acesse e curta nossas páginas noFacebook, LinkedIn, YouTube e Instagram.

Como definir métricas de gestão que te ajudem a alcançar objetivos?

O diretor de uma empresa recebe a boa notícia de que os lucros subiram no último trimestre. Ele e toda a sua equipe comemoram o resultado e começam a pensar nas próximas estratégias comerciais.

Duas ações são tomadas: a elevação do estoque de produtos e do investimento no marketing. Porém, a fase seguinte foi desastrosa e trouxe mais prejuízos do que rendimentos. O que deu errado? Não foram utilizadas as métricas de gestão.

Esse cenário já aconteceu na sua empresa? Quer entender o que fazer para alcançar bons resultados para o seu negócio? Neste artigo, explicaremos como as métricas de gestão podem ajudar nesse processo. Acompanhe!

Por que métricas de gestão são indispensáveis?

Desde a infância, somos ensinados a mensurar nosso potencial — por exemplo, alguns pais marcam na parede a altura dos filhos pequenos. À medida que crescem, as marcações demonstram o progresso físico deles. As crianças comemoram cada centímetro alcançado e ficam motivadas a seguir regras, como a boa alimentação, para conquistar novos patamares.

De modo similar, as organizações vivem em um ambiente de negócios no qual são feitas constantes avaliações. O objetivo é entender o posicionamento da empresa perante o mercado em que atua e o alcance das metas estabelecidas.

Nada indica melhor a “saúde” do negócio do que as métricas de gestão. Mas como funcionam? Elas são parâmetros estatísticos ou numéricos que apontam para o desempenho de uma determinada ação.

Normalmente, são aplicadas a processos importantes, como o aumento da produtividade do time, a expansão de mercado, a captação e retenção de clientes e a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores. Alguns imaginam que as métricas são simples informações geradas por sistemas de gestão. Esse é um grande engano!

Para entender melhor esse conceito, recorreremos à explicação do livro “Métricas – Como melhorar os principais resultados da empresa”, escrito por Martin Klubec (professor da University of Notre Dame). Segundo o autor, a métrica “conta uma história completa, respondendo totalmente a uma questão-raiz”, diferente da informação.

O que indica a necessidade de redefinir as métricas?

A resposta a essa pergunta parece bem óbvia. Talvez você tenha pensado: “preciso modificar as métricas caso não apresentem resultados positivos”. Essa conclusão está certa! Porém, o desafio de chegar a esse entendimento envolve reconhecer que um índice de mensuração muito utilizado não se aplica a determinado processo.

Vamos explicar: imagine que uma empresa implantou a popular técnica SMART (specific, measurable, attainable, relevant e time based) para definir metas, mensurá-las, e por fim, alcançá-las. No entanto, essa métrica não se aplica a todas as esferas do negócio.

Por exemplo, a área de tecnologia da informação (TI) lida muito com a prevenção de problemas. Para mensurar a existência de fatores que podem ocasionar, por exemplo, um lapso no sistema, a SMART não seria a forma correta de metrificação. Em resumo, há, pelo menos, quatro fatores que sinalizam a necessidade de uma redefinição das métricas de gestão. São eles:

  • a mensuração ineficiente das demandas certas;
  • a medição correta ou incorreta dos processos errados;
  • não metrificar um projeto importante;
  • impor métricas individuais e não globais.

Existem, ainda, os sinais evidentes de que o modo de mensuração precisa ser modificado. Um deles foi citado na introdução desse artigo, na situação hipotética do diretor que vivenciou um “efeito bolha” nos resultados internos. Contudo, não é necessário chegar a esse ponto de colapso para entender que as métricas de gestão utilizadas estão incorretas.

Como definir as métricas de gestão?

A primeira ação é selecionar os índices que serão acompanhados. Digamos que um gestor queira estabelecer um cronograma de projetos com prazos bem definidos e razoáveis. Entretanto, ele nota que a sua equipe trabalha muito, mas rende pouco. Nesse caso, a métrica utilizada deverá apresentar informações sobre a produtividade do time.

A etapa seguinte envolve a inserção de tecnologias ou métodos que mensurem o rendimento. Existem aplicações virtuais que produzem relatórios com o tempo gasto em cada atividade e dados sobre o cumprimento ou não dos prazos.

Tão importante quanto as fases anteriores é a definição de metas que serão anexadas às métricas. No caso da produtividade dos profissionais, um objetivo interessante seria cumprir tarefas em um prazo menor. Então, os indicadores mostrarão o progresso ou não do time nesse requisito.

No período após a implantação da métrica, da ferramenta e do objetivo, o acompanhamento dos resultados é de extrema importância. Fazendo assim, o gestor consegue entender quais aspectos precisam ser modificados ou aprimorados.

Para evitar a estagnação do processo de mensuração, algumas empresas adotam o ciclo de gestão de métricas. Funciona assim: um índice de medição é implantado, mas com um prazo de execução. Após esse período, é avaliada a sua eficiência. Se ficar provada, a métrica permanece no próximo ciclo, caso contrário, é substituída ou atrelada a outro indicador.

Uma forma eficiente para avaliar os ciclos é por meio dos KPIs (indicadores-chave de desempenho). Um deles é o PDCA (plan — do — check — act), que permite avaliar processos com o objetivo de melhorá-los de forma contínua.

Que métricas são essenciais para a empresa?

Atualmente, há várias métricas disponíveis para as organizações. Mas qual delas é essencial para um negócio? Como dito, muito dependerá das necessidades e objetivos internos. Porém, algumas se aplicam à realidade de quase toda instituição. Entre esses indicadores, estão:

  • produtividade;
  • qualidade;
  • satisfação do cliente;
  • sucesso de vendas;
  • rotatividade de profissionais;
  • absenteísmo;
  • taxa de conversão;
  • custo de aquisição do cliente;
  • ticket médio;
  • retorno sobre o investimento.

Geralmente, cada departamento da empresa terá uma métrica que se adéqua às suas demandas. A título de exemplo, se o RH quer mensurar o índice de absenteísmo (faltas de funcionários ao trabalho), a métrica Bradford Factor é a mais indicada.

Como a consultoria do Grupo Portfólio pode ajudar na definição das métricas de gestão?

Como foi abordado no artigo, a definição de métricas precisa ser embasada em uma gestão estratégica de negócios. Por isso, o auxílio de uma consultoria especializada pode ser o começo de uma cultura eficiente de mensuração de processos.

Nesse aspecto, o Grupo Portfólio pode ajudar, pois utiliza uma metodologia chamada “Strategic Business Framework”, que é reconhecida mundialmente. Os benefícios apresentados são:

  • diagnóstico situacional;
  • determinação de expectativas organizacionais;
  • análise do mercado externo;
  • gestão de portfólio e projetos;
  • planejamento estratégico;
  • gestão da inovação.

Todos esses estudos são interligados para gerar um diferencial de valor nos rumos da empresa. O resultado será a integração das áreas de gestão, o planejamento de estratégias eficientes e o alcance de resultados positivos. Diante de uma infraestrutura desse nível, ficará mais fácil definir métricas e utilizá-las para fortalecer os processos internos.

Sendo assim, está no poder dos gestores atingir ou não as metas estabelecidas. Fazendo bom uso das métricas de gestão, os resultados virão por meio de estratégias sólidas, em vez de informações vagas.

O que achou do nosso artigo? Você quer implantar as métricas de gestão nos processos internos da sua empresa? Conte com a ajuda dos profissionais especializados do Grupo Portfólio para atingir resultados surpreendentes!

Gestão de empresasPowered by Rock Convert

Teoria das restrições: tire as suas principais dúvidas sobre esse conceito

Desenvolvido nos anos 70 pelo físico israelense Eliyahu Goldratt, a Teoria das Restrições (TOC, do inglês Theory of Constraints) é um modelo de gestão baseado em uma filosofia com foco na lucratividade. Com o objetivo de elevar o lucro de uma empresa o mais rápido possível, essa teoria trabalha combatendo as restrições do sistema empresarial.

Pode parecer muito complicado, mas na aplicação prática, os resultados tendem a ser claros e consistentes. Esse combate, por exemplo, tem a ver com o método de enxergar uma corporação como um conjunto de processos interligados, em vez de segmentados.

Quer entender melhor sobre a teoria das restrições e descobrir como ela pode trazer benefícios para a sua empresa? Então continue acompanhando este artigo.

O que é a teoria das restrições e como ela se aplica?

Elaborada por Eliyahu M. Goldratt no livro “A Meta” (1984), a teoria das restrições foi desenvolvida como uma proposta para auxiliar empresas a promover mudanças na gestão por meio da lógica, do pensamento sistêmico e da metodologia científica.

As etapas dessa proposta partem de uma premissa muito mais básica do que se imagina. Segundo a teoria, a aplicação prática no dia a dia corporativo deve começar com a reflexão e busca por respostas para as seguintes perguntas:

  1. O que deve ser mudado?
  2. Qual o motivo da mudança?
  3. Como começar a mudança?
  4. Quais são os resultados que a empresa obterá ao final?

Mas o que são as restrições?

Se você ainda não entendeu de que modo o termo “restrição” se aplica na prática da companhia, basta pensar que uma restrição é aquilo que impede sua empresa de alcançar seus objetivos. Como cada empresa tem metas diferentes, as restrições podem significar coisas distintas. Ainda que, muitas mantenham a obtenção do lucro e o bom funcionamento do negócio como objetivos principais.

Vale dizer que as restrições se dividem em dois tipos básicos: as físicas e as não físicas. As restrições físicas estão ligadas aos recursos físicos e posses, como equipamentos e ferramentas. As restrições não físicas variam entre si, englobando procedimentos da organização, demandas específicas e, até mesmo, a maneira como a empresa lida com problemas.

Uma vez que a empresa consegue identificar quais são essas restrições, suas chances de crescimento só tendem a aumentar, assim como suas possibilidades para alcance dos resultados de forma contínua.

Como utilizar a teoria das restrições?

Agora que você já sabe o que é essa teoria e como o mapeamento das restrições pode trazer vantagens, chegou a hora de aprender a colocar tudo em prática.

1. Identifique a restrição principal

Primeiramente, busque encontrar a restrição que está impedindo o ganho financeiro imediato do empreendimento. Essa é a restrição principal (ou restrições), que pode ser interna ou externa. Sendo que a interna está conectada com as operações dentro da empresa (oferta) e a externa tem a ver com o mercado (demanda).

A boa dica para o mapeamento rápido é procurar pelo posto de trabalho que requer maior tempo na cadeia de produção para cumprimento da demanda.

2. Melhore a restrição

Depois que você encontrou a restrição que está atrasando o retorno financeiro da empresa, chegou a hora de explorá-la. Isso significa que você deve implementar melhorias e novas práticas com o objetivo de elevar a capacidade do recurso.

A ação precisa ser imediata. Trata-se de transformar a restrição em uma capacidade produtiva capaz de gerar benefícios corporativos.

Quer exemplos? Se a fraqueza identificada for um profissional, descubra o que pode ser feito em prol de aumentar sua habilidade produtiva. Se a restrição for um processo errôneo, veja se é possível mudar o sistema ou utilizar outras estratégias.

3. Sujeite todos os outros processos à restrição

É muito importante saber que todos os outros recursos e sistemas da organização precisam ser maiores do que a limitação, porém não superiores a ela. Caso sejam muito superiores à restrição, eles entrarão em desperdício.

Assim, você deve adequar a produção da empresa para alcançar os objetivos e metas conforme a restrição existente. Exemplificando, imagine novamente que a raiz do problema é a capacidade de um profissional. De que vai adiantar impulsionar todos os colaboradores a produzirem mais? Pelo contrário. A tendência é que o problema persista até que seja solucionado.

Se a capacidade de um profissional é uma restrição que trava a empresa, há alta probabilidade que esse colaborador seja o gestor de um departamento. Ou seja, independentemente do desempenho dificilmente a equipe dele conseguirá bons resultados.

4. Eleve a restrição do sistema

Enquanto no segundo passo falamos sobre a implementação imediata de novas práticas e melhorias, agora é o momento de elevar a restrição ao máximo da sua capacidade.

Nesse sentido, se o elo mais fraco representar um gargalo de produção, você pode elevar a capacidade adquirindo novas máquinas e equipamentos, ou aplicando metodologias e ferramentas para a melhoria contínua com o foco no combate aos desperdícios e aumento da produtividade. Já uma restrição externa pode pedir investimentos mais expressivos no setor de marketing e vendas.

5. Inicie o processo de mapeamento de restrição novamente

Quando a restrição inicial é, de fato, eliminada, o ideal é todo o processo se reiniciado em busca de verificar se existem novas restrições. Nada pode impedir a empresa de crescer e alcançar seus resultados. Essa é a metodologia por trás da TOC.

Sendo assim, lembre-se que a melhoria contínua é fundamental para o processo como um todo. Se durante a monitoração você se certificar de que o recurso tratado continua sendo uma restrição do sistema, não hesite e refaça alguns passos. O mesmo vale ainda que seja preciso retornar para a primeira etapa.

Como você viu, a teoria das restrições é uma filosofia desenvolvida com base em técnicas de programação linear para planejar a produção. Para potencializar e aumentar os lucros de um negócio, ela promove um mapeamento completo do o sistema, abrindo portas para a identificação de falhas e propostas com soluções. Nada melhor do que uma ação dessas para incentivar melhorias nos processos da sua empresa!

Agora que você sabe muito mais sobre essa teoria, que tal compartilhar este artigo em suas redes sociais?

Veja quais são as principais metodologias de gestão de projetos

Um gerente de RH é conhecido por sua habilidade em liderar equipes. Porém, essa eficiência não consegue ajudá-lo a estruturar, definir e acompanhar os processos fundamentais da sua área. Embora já tenha adotado muitas tecnologias de gestão, parece que essas ferramentas tornam tudo ainda mais complexo.

Mas a solução para esse desafio pode estar nas metodologias de gestão de projetos.

Você conhece essas boas práticas? Sabe quais vantagens apresentam para as empresas? Quer implantá-las na sua organização? Então, este artigo foi preparado para você. Acompanhe!

Por que desenvolver boas práticas de gestão?

Imagine que você tenha comprado um equipamento com muitas peças que precisam ser montadas para que tudo funcione bem. Acha que essa tarefa será fácil sem a ajuda de um manual de instruções? É claro que não! O mesmo acontece em uma empresa quando não há um gerenciamento de projetos.

As tarefas e demandas internas ficam soltas e desconectadas, prejudicando a eficiência das estratégias e a inovação do negócio.

Por outro lado, quando uma metodologia é implantada, a organização consegue sistematizar seus serviços e objetivos, facilitando a concretização deles. Além disso, é possível identificar deficiências e procurar soluções para saná-las. Talvez seja preciso investir no desenvolvimento da equipe, implantação de ferramentas virtuais ou fomentar a adaptabilidade no ambiente interno.

Visto que dificilmente uma organização gerencia apenas um projeto por vez, se não houver um trabalho cuidadoso e organizado, os serviços não sairão com qualidade. Em contrapartida, a sistematização simplifica as etapas dos processos facilitando não só a sua excelência, como também otimizando as tarefas dos gestores e dos colaboradores.

Quais são as principais metodologias de gestão de projetos?

Ao longo do tempo, foram surgindo novas metodologias de gestão de projetos que apresentaram soluções incríveis e práticas para as organizações. Não é que uma seja melhor do que a outra, mas dependendo das necessidades específicas de um negócio, uma delas pode ser a mais indicada.

Caminho crítico

Na década de 50, o caminho crítico foi desenvolvido e apresentado como inovador. Nesse contexto, entende-se que um projeto tem etapas que são vinculadas e dependentes. Por isso, uma tarefa só pode começar quando a outra for finalizada, formando assim o caminho crítico do projeto.

Em resumo, para ter sucesso com essa forma de administrar projetos, é necessário priorizar as etapas mais importantes, pois a falta da execução delas bloqueará o caminho para as próximas. Essa situação não pode ocorrer, uma vez que todas as tarefas têm prazos que, se não forem cumpridos, afetam todo o projeto.

Gestão de qualidade

Essa metodologia foi criada pela International Organization for Standardization (ISO), e é conhecida também como a norma ISO 10006:1997 — um conceituado padrão internacional de gestão de projetos. As diretrizes contidas nessa metodologia visam garantir a padronização e a excelência dos serviços dos projetos corporativos.

Para que seja implantada, a gestão de qualidade precisa alcançar as seguintes metas:

  • envolver os colaboradores;
  • focalizar no cliente;
  • destacar a função da liderança;
  • promover a melhoria contínua;
  • aproximar os processos;
  • ter um bom relacionamento com o fornecedor;
  • tomar decisões embasadas em práticas eficientes.

IPMA

Diversas associações internacionais voltadas para a gestão de projetos uniram-se para divulgar técnicas e conhecimento para as organizações. Com isso surgiu a Internacional Project Management Association (IPMA) — empresa sem fins lucrativos.

A metodologia criada pela IPMA se baseia em competências como: comportamento, experiência, nível acadêmico e outras, que seriam os pilares de uma gestão de projetos eficiente. Essas habilidades são divididas em técnicas contextuais e comportamentais.

Scrum

O Scrum foi pensado para otimizar o desenvolvimento de produtos e pode ser utilizado com facilidade na gestão de projetos. Podemos dizer que faz parte da metodologia ágil que envolve um conjunto de ações voltadas para a rapidez dos serviços de uma equipe, de uma tecnologia ou do relacionamento com o cliente.

Em vez de enfocar o resultado final, o Scrum concentra-se em pequenas etapas. Sendo assim, o objetivo principal é dividido, por exemplo, em 4 semanas ou sprints. Ao finalizar cada uma dessas fases, a equipe é reunida para avaliar os resultados, apontar os erros, melhorar os acertos, identificar desafios e planejar o próximo sprint.

Waterfall

Muito utilizada nos setores de produção e construção, a metodologia Waterfall (em português, cascata) foi a primeira a ser adotada na Engenharia de Software. O objetivo dela é executar uma sequência de etapas, em ordem lógica e precisa, finalizando em um determinado resultado.

Assim como o caminho crítico, a Waterfall inicia uma fase desde que a antecessora tenha sido concluída. Além disso, qualquer alteração no escopo do projeto interrompe o fluxo das tarefas e pode contribuir para vários transtornos. Devido a isso, essa metodologia não é considerada flexível. Para implantá-la, é fundamental atravessar as seguintes etapas:

  • engenharia de ideias;
  • desenvolvimento do sistema;
  • implementação;
  • teste;
  • validação;
  • manutenção.

Zoop

A Zoop é de origem alemã e foi concebida entre os anos 70 e 80. Ela refere-se ao planejamento de projetos orientados por objetivos e é constituída por quatro etapas que ajudam no acompanhamento das demandas. Estas fases são:

·     análise;

·     elaboração;

·     prática;

·     avaliação;

·     resultados.

Devido à sua solidez, essa metodologia é muito conceituada e utilizada no mundo corporativo. Outro motivo para isso é o seu aspecto colaborativo, ou seja, ela permite que grupos de pessoas interajam com facilidade durante a execução do projeto.

Project Model Canvas

Podemos dizer que o Canvas é a celebridade das metodologias e foi eternizado não só pelas organizações como também pelos aplicativos virtuais. Em resumo, o Canvas propõe a troca de toda a documentação de um projeto por post-its. Essa forma de gestão torna as etapas de um projeto mais visuais, simples e objetivas.

Para que funcione bem, o gestor e os demais integrantes de um projeto devem estudar as tarefas e organizá-las em colunas que representam cada etapa, além de descrevê-las nos respectivos post-its. O projeto avança nas colunas, ao passo que as etapas vão sendo concluídas.

Sendo assim, não há motivos para a falta de gerenciamento nas tarefas. Para evitar isso, basta escolher a metodologia que mais se encaixe com a realidade da empresa, desenvolvê-la e implantá-la nos moldes internos.

Gostou do nosso conteúdo? Conseguiu entender quais são as principais metodologias de gestão de projetos? Agora, mostraremos para você uma visão geral sobre o gerenciamento de projetos em empresas.

Blitzscaling: por que as empresas têm adotado esse modelo de gestão?

O que empresas do Vale do Silício e os famosos CEOs Mark Zuckerberg (Facebook), Brian Chesky (Airbnb), Erick Schmidt (Google) e Reid Hoffman (fundador do LinkedIn) têm em comum? Você talvez responda: “muita coisa, afinal todos são representantes do mercado da inovação”. Está correto, mas, além disso, eles são adeptos do blitzscaling.

Já ouviu falar desse conceito? Sabe como tem ajudado as startups e outros empreendedores a escalar o negócio? Quer aprender como implantá-lo na sua empresa? Neste artigo, responderemos a esses questionamentos!

Por que é importante inovar o modelo de gestão?

Vivemos em uma fase da globalização: o mundo está conectado em rede, todos sabemos. Nesse cenário, as empresas precisam se mover rapidamente, identificando novos modelos de gestão e adaptando-se a eles.

Não há misericórdia com as organizações que não avançam no ritmo volátil da economia atual. Pelo contrário, elas são engolidas pela concorrência vinda de qualquer lugar do planeta. Quer um exemplo? Por décadas, a indústria do transporte público permaneceu intacta.

Porém, em apenas três anos, os clientes dos táxis urbanos deixaram de acenar no meio da rua e começaram a solicitar corridas por meio de aplicativos. Quem não se ajustou a essa inovação aposentou a permissão para atuar como taxista.

Essa é apenas uma amostra do que tem acontecido sistematicamente com negócios antes insuperáveis, mas que, por não se atualizarem, foram atropelados pela inovação dos modelos de gestão.

O que é o blitzscaling?

O blitzscaling foi criado pelo já citado fundador do LinkedIn — Reid Hoffman — para representar o novo estágio do mercado empresarial. Esse visionário define o blitzscaling como sendo a ciência e a arte de edificar, em alta velocidade, empresas que atuam em um mercado global.

Em outras palavras, é empreendedorismo de altíssimo impacto que gera novos empregos e dita regras corporativas do futuro. Para entender melhor esse conceito, podemos abordar brevemente a sua origem. Durante a segunda guerra mundial, existia uma técnica militar alemã conhecida como “blitzkrieg”, que visava surpreender o exército inimigo.

Entre as estratégias utilizadas, estavam a mobilidade e a rapidez na tomada de boas decisões, mesmo que ocasionassem grandes perdas. No contexto atual, o blitzscaling pode ser aplicado não só em startups, mas também em organizações de capital venture, negócios de pequeno e médio porte, empreendedores e investidores.

As vantagens dessa metodologia ajudam as entidades do mundo empresarial a disputar a liderança da área em que atuam, a conseguir novos aportes financeiros e ter uma abertura de capital ou aquisição estratégica.

Além disso, segundo Reid Hoffman, a organização pode implantar o blitzscaling em duas vertentes internas:

  • defensiva: envolve escalas dentro do negócio, como aumentar o número de clientes, colaboradores, receita financeira ou investidores;
  • ofensiva: com maior robustez interna, a organização tenta escalar mais rápido do que os seus concorrentes.

Quais são as cinco etapas desse processo?

Para que a implementação do blitzscaling seja um sucesso, é necessário que a instituição foque no seu atual estágio de desenvolvimento, pois, dependendo da fase, as estratégias para a gestão de pessoas, atendimento ao cliente e outras áreas internas mudam drasticamente.

A seguir, mostraremos os diversos ciclos e o que levar em consideração em cada um deles para que o blitzscaling faça parte da identidade da empresa.

Família

Nessa fase inicial, a organização focará no desenvolvimento de um produto ou serviço que represente a identidade da marca (product market fit). Para essa construção, é preciso descobrir o que e para quem o item será vendido.

Embora seja um desafio encontrar uma necessidade única e inexplorada de uma fatia do mercado, com muita pesquisa e estudo é possível descobrir um “oceano azul”. Dessa forma, o item final agregará valor ao negócio. Após isso, enquanto um número ainda limitado de clientes faz uso do produto, a empresa examina:

  • qual é o melhor canal de distribuição;
  • como serão feitos o marketing e as vendas;
  • que modelo de negócio será utilizado;
  • preço e custo do produto;
  • contratação e definição das funções dos primeiros funcionários.

Tribo

Com o produto bem definido, é o momento de desenvolvê-lo e considerar meios para financiá-lo. Para o primeiro objetivo, será necessário utilizar algumas técnicas, como:

  • divulgar o produto;
  • investir na publicidade virtual: formar parcerias, postar nas mídias sociais e usar as práticas de SEO e SEM;
  • mensurar a frequência de uso X desistência do item;
  • com base na experiência com o cliente, aprimorar ou modificar detalhes do produto.

Por outro lado, o financiamento será algo natural, ao passo que a empresa consolida o produto no mercado, aumenta seu time interno e ganha posições entre a concorrência.

Vila

O passo seguinte é escalar a empresa. No entanto, o desafio aqui é saber o momento certo para fazer isso. Alguns aspectos precisam ser considerados:

  • análise da performance da concorrência;
  • oportunidade de mercado;
  • capital disponível para crescer;
  • certeza do valor do seu produto ou serviço;
  • manutenção da cultura interna;
  • boa gestão da comunicação.

Nesse estágio, tudo fica mais complexo, pois a empresa tem mais funcionários e os concorrentes já perceberam a atuação do negócio em um mercado promissor. Esse é o momento de aparar as arestas, amarrar as pontas soltas e agir, antes que outras empresas “abocanhem” a sua ideia.

Cidade

Enfim, a empresa já tem um produto que é a sua principal fonte de renda e outras criações que compõem a sua arquitetura de portfólio. A partir de agora, começa a etapa de garantir a eficiência na administração das pessoas, do capital e da infraestrutura interna.

Para isso, são criados novos processos que manterão o ritmo da escalada da empresa, automatizando e elevando a produtividade da equipe interna. Muitas organizações, nesse estágio, abrem as suas portas para o mercado internacional.

Nação

Agora o foco da empresa é global, por isso torna-se necessário alinhar as estratégias em meio a milhares de funcionários com diferenças culturais e geográficas. Mesmo com esse desafio, a identidade da organização deve ser ampliada e consolidada em todas as filiais do mundo.

Além disso, se antes a preocupação era desenvolver um produto e tentar firmá-lo no mercado, agora várias linhas de itens precisam ser lançadas periodicamente.

Como enfrentar os desafios à implantação do blitzscaling?

Como acontece com qualquer método, a implantação do blitzscaling apresentará inúmeros desafios. Com o crescimento rápido, muitos problemas não poderão ser resolvidos durante a escalada, pois fazer isso seria otimizar e não avançar com os processos.

Porém, é necessário acreditar e fazer o seu time interno se engajar nessa mudança. Dessa forma, os benefícios do blitzscaling serão sentidos e sua empresa se tornará uma referência de solidez e inovação.

O que achou de nosso artigo? Entendeu por que as organizações estão adotando o modelo de gestão blitzscaling? Para receber os próximos conteúdos na sua caixa de e-mail, assine agora mesmo a nossa newsletter!

Gestão de empresasPowered by Rock Convert

Qual o papel do gerente de projetos e que habilidades ele deve ter?

Recentemente, um novo profissional está adquirindo espaço dentro das organizações. Devido à necessidade que as empresas têm de otimizar tempo e recursos, o papel do gerente de projetos ganha destaque e importância estratégica, fazendo com que ele seja muito valorizado no mercado.

As grandes companhias perceberam que designar um gerente faz com que os projetos aconteçam de forma organizada, o que leva os colaboradores a trabalhar em sincronia, evita erros e permite melhor aproveitamento do potencial das pessoas.

Então, se você está de olho nessa função e acredita que ela pode ser uma boa oportunidade para sua ascensão profissional, não perca este post! Vamos explicar como o gerente de projetos trabalha e o que fazer para se tornar apto ao cargo. Confira!

Quem é o gerente de projetos?

O gerenciamento de projetos é uma função relativamente nova no Brasil. Como não existe uma faculdade para formar esses profissionais, o cargo é desempenhado por engenheiros, administradores, arquitetos e gestores de TI, entre outros.

As companhias estão percebendo que a gerência de projetos é uma função estratégica. Um bom gerente trabalha para otimizar recursos e, dessa forma, reduz gastos e tempo, além de aumentar a eficiência da equipe e a qualidade do produto ou serviço final.

Qual é o papel do gerente de projetos?

A partir do momento em que a empresa estabelece um projeto, esse gerente é responsável por planejar suas etapas, identificar os recursos necessários (financeiros, humanos e materiais) e organizar o andamento das atividades. Cabe a ele definir os papéis de cada profissional e distribuir as tarefas.

Durante o projeto, o gerente também acompanha o andamento das atividades. Ele usa ferramentas para avaliar se tudo está acontecendo de acordo com o previsto, tanto em relação ao cronograma quanto aos requisitos técnicos estabelecidos. Caso surja algum risco ou problema, ele é responsável por mudar a estratégia e garantir o bom desempenho do grupo.

Essas não são as únicas atribuições do gerente de projetos. Ele também precisa documentar as ações, garantindo toda a transparência necessária. Revisar as atividades para garantir a qualidade e comunicar os resultados à diretoria e aos clientes também fazem parte de suas funções.

Quais são as habilidades necessárias para um gerente de projetos?

Como você pode imaginar, a função de gerente de projetos exige muita organização e capacidade de planejamento. Porém, essas não são as únicas habilidades que esse profissional precisa ter. Conheça as principais competências que o mercado espera deles!

Organização

Os projetos têm muitas variáveis que precisam ser controladas pelo gerente. Ele deve avaliar se as atividades estão acontecendo de acordo com o cronograma monitorando os milestones (etapas ou entregas parciais), manter os custos dentro da previsão, definir o preparo para as próximas tarefas, entre muitos outros pontos.

Perfil de liderança

Sem as pessoas, o planejamento não sai do papel. Por isso, o gerente de projetos também precisa ter perfil de liderança, boas habilidades de comunicação e capacidade para ensinar. Assim, ele conseguirá fazer os colaboradores entenderem o que deve ser feito e como deve ser feito, além de motivá-los a terem um bom desempenho.

Gerenciamento de crises

Em qualquer tipo de projeto, a única previsão 100% verdadeira é a de que, em algum momento, haverá um imprevisto! Desde o planejamento, o gerente deve avaliar os riscos e pensar em alternativas para resolver essas situações, se elas realmente acontecerem. Ele também precisa ter flexibilidade para buscar saídas inovadoras caso um problema novo ameace o andamento das atividades.

Capacidade de negociação

A todo momento, o gerente de projetos lida com interesses diferentes: contratante, fornecedores, clientes e funcionários. Cada um deles tem suas próprias expectativas e vontades. Assim, é preciso negociar muitas vezes para pedir prazos, solicitar que um parceiro faça uma condição mais apropriada e até convencer as pessoas a fazerem o que elas não querem, mas que ele sabe que é melhor para o resultado.

Por isso, é importante que o gerente de projetos mantenha um bom relacionamento com todas as partes envolvidas no programa. À medida que eles percebem que podem contar com esse profissional e que ele é razoável em suas decisões, torna-se mais fácil solucionar conflitos e chegar a uma solução aceita pela maioria.

Objetividade

O bom gerente é aquele que consegue realizar um projeto no menor prazo possível, pelo custo mais baixo, mas sem abrir mão do que é essencial para garantir a melhor qualidade. Para isso, ele precisa enxergar as situações com muita objetividade, identificando problemas e propondo soluções viáveis.

Capacidade para suportar pressão

Apesar de o gerente ganhar a maior parte dos elogios quando um projeto está pronto, durante o andamento ele é a pessoa que mais recebe pressões e cobranças. Por isso, é necessário que tenha a capacidade de lidar com essas situações com maturidade e profissionalismo, aproveitando o que é válido nas críticas para melhorar seu desempenho e ignorando o que não tem fundamento, para manter o foco no projeto.

Qual é a formação para se tornar um gerente de projetos?

Como já falamos, pessoas formadas em diversas áreas podem se tornar gerentes de projetos. Além do diploma de Ensino Superior, elas precisam realizar cursos que ensinam as metodologias usadas nessa área e desenvolvem as competências de que esses profissionais necessitam.

Para contratar o gerente de projetos, a empresa valoriza as certificações concedidas por institutos reconhecidos internacionalmente. O Project Management Institute (PMI) é a maior organização mundial dessa área. Ele está presente em mais de 160 países e os princípios do Project Management Body of Knowledge (PMBOK) são considerados a principal referência desse setor.

Na hora de escolher um curso, é importante prestar atenção a esse fator. Instituições reconhecidas pelo PMI podem oferecer essa certificação, que é valorizada pelas grandes companhias e pode garantir excelentes oportunidades no mercado.

Portanto, se você tem interesse em se tornar um gestor de projetos, tome muito cuidado ao optar por uma instituição de ensino. Faça sua escolha baseado na qualidade e no reconhecimento do mercado. Só assim você terá um verdadeiro diferencial no currículo e poderá disputar vagas nas melhores empresas.

Entendeu qual é o papel do gerente de projetos e sua importância nas organizações? Gostou do post? Quer ter acesso a outros conteúdos para descobrir novas oportunidades de carreira? Então, siga-nos no Facebook, LinkedIn, YouTube, Instagram e Twitter para acompanhar todas as nossas publicações. Nos encontramos por lá!

6 razões para você se especializar com um curso de gestão

Muitas pessoas esperam por promoção no trabalho, reconhecimento no emprego, mas não pensam em qualificar-se para que isso aconteça. Ao se especializar em gestão, o profissional está não apenas buscando o crescimento na empresa, mas investindo em sua ascensão no mercado.

Todas as instituições precisam de pessoas que liderem as diferentes equipes e possam planejar, organizar, monitorar, controlar e direcionar os funcionários e suas respectivas funções. Esses profissionais são chamados gestores e são parte fundamental de qualquer trabalho.

O curso de gestão é uma excelente opção para aqueles que buscam crescimento profissional e mais destaque no mercado de trabalho. Se você se identificou e quer saber mais sobre a especialização e seus benefícios, buscaremos dar todas as informações para sanar as suas dúvidas.

Quem pode fazer e o que se aprende no curso para se especializar em gestão?

O curso de gestão pode ser feito por profissionais de qualquer área de atuação, aperfeiçoando seus conhecimentos. O estudante aprende a ter um perfil de liderança, assumindo a responsabilidade de uma equipe e sabendo como entender e repassar objetivos e metas estipulados.

Matérias como pesquisa, economia, estatística e ética fazem parte da grade curricular em muitas instituições de ensino, seja em cursos superiores tecnológicos de curta duração ou em pós-graduação. Elas são fundamentais para a formação de um gestor.

O que faz um gestor?

Um especialista em gestão é capaz de identificar os fatores críticos de sucesso de um negócio. Deverá passar para a equipe todo o treinamento recebido pela empresa, resolver conflitos internos entre os colaboradores, além de estar sempre motivado para incentivar os funcionários.

Esse profissional também entende como influências externas podem impactar na empresa e está apto a intervir para que o sucesso organizacional seja certo. Ele passa a ser responsável por toda uma equipe e precisa saber como solucionar os problemas.

O gestor atua com:

  • planejamento: recebe de seus superiores os objetivos da empresa e os transforma em metas para a equipe;
  • organização: mantém o fluxo das informações, permitindo que a equipe apresente o trabalho desejado pela empresa;
  • monitoramento: acompanha os indicadores de desempenho da empresa, resolvendo possíveis problemas operacionais;
  • controle: mantém a alta qualidade do trabalho, a fim de superar as expectativas da empresa e ascender o sucesso organizacional;
  • direção: lidera a equipe e resolve conflitos internos que possam prejudicar o trabalho dos funcionários.

Quais são as especializações do curso de gestão?

Entre os cursos de gestão, existem diversas especializações para todos os tipos de profissionais. Elas podem ser cursadas por profissionais independentemente da área em que atuam. Conheça as principais delas:

  • gestão de projetos;
  • gestão de pessoas;
  • gestão pública;
  • gestão de negócios;
  • gestão financeira;
  • gestão comercial;
  • gestão de processos;
  • gestão de marketing;
  • gestão de logística.

Além disso, existem também as certificações que contribuem para o crescimento profissional. Elas podem ser obtidas como aperfeiçoamento da especialização escolhida e são bastante interessantes para o currículo.

Por que eu devo me especializar em gestão?

Existem muitas razões para um profissional se especializar em gestão. A fim de ajudar, apresentaremos 6 delas para que haja uma decisão definitiva e certeira sobre o melhor curso.

1.   Ascensão profissional

Se o profissional já estiver empregado, uma especialização em gestão funcionará como ponte para uma possível promoção, uma vez que ele terá um diferencial interessante para a empresa. Ele estará apto a conseguir um cargo mais alto e almejado.

2.   Valorização no mercado de trabalho

Com um curso de gestão, o profissional passará a ter o currículo mais valorizado, além de ganhar destaque no mercado de trabalho. Com uma especialização, novas vagas passarão a surgir e outras empresas se interessarão pelo que ele tem a oferecer.

3.   Aumento salarial

Em consequência a tudo isso — ascensão na empresa e valorização do currículo —, o profissional tende a ter o seu salário aumentado, já que os empresários passam a dar ênfase e estimam o funcionário que dá importância à sua qualificação e atualização.

4.   Atualização da profissão

Ao procurar se especializar em gestão, a pessoa tem a sua carreira atualizada. Não se esqueça de que o mundo corporativo, qualquer que seja a carreira escolhida, se atualiza a cada minuto e, para ser um profissional de sucesso, é imprescindível estar sempre se renovando.

5.   Fortalecimento de networking

Estar sempre em contato com outros profissionais é muito interessante tanto para quem já tem um grande emprego quanto para quem quer encontrar um trabalho de peso. Através de um bom networking é possível obter informações sobre o mundo corporativo e conhecer novas oportunidades de trabalho, entre outros.

6.   Novas perspectivas de trabalho

Nos cursos de gestão, o estudante entra em contato com profissionais das mais diversas áreas, possibilitando ter uma visão mais ampla do mercado de trabalho e de desconhecidas funções. Assim, é possível ter outras perspectivas e aceitar novos desafios nas empresas.

E onde eu devo me especializar?

Uma dica muito importante é escolher uma boa instituição de ensino que ofereça o curso de gestão da sua escolha. Existem diversas delas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Busque a que atenda às suas expectativas e que esteja dentro da sua realidade.

Com todas as opções de instituições de ensino em mãos, observe a grade curricular e veja se ela se encaixa na área em que você deseja atuar. É interessante notar que existem diferenças entre elas, mas isso não significa que uma seja melhor que a outra, apenas se adaptam às necessidades.

Se você tiver contato com outros profissionais que atuem na área pretendida, procure conversar com cada um deles e obter mais informações sobre a instituição de ensino na qual cursaram gestão. Avalie as opiniões e aceite sugestões de pessoas que entendem do assunto.

Tire o máximo de proveito dos materiais oferecidos e recomendados pela instituição. Dedique-se ao estudo com afinco, sabendo que ele é seu maior investimento para o futuro. Pense sempre no cargo almejado e continue buscando alcançar seus objetivos. O sucesso sempre chega para quem não desiste dele.

O Grupo Portfolio sabe que pode ajudar nessa caminhada em busca do curso perfeito para você se especializar em gestão. Assine a nossa newsletter e conheça, em primeira mão, artigos de grande valia para a sua carreira.

Sustentabilidade empresarial: como e por que investir nessa ideia?

O que vem à mente quando ouve ou lê as palavras sustentabilidade empresarial? Talvez pense logo em práticas ecologicamente corretas adotadas por organizações do mundo corporativo, certo? Embora esse seja um dos fatores que compõem o conceito, o seu alcance vai muito além do ecossistema ambiental.

Gostaria de saber o que é a sustentabilidade empresarial? Quer descobrir como funciona na prática e como beneficia as organizações? Acompanhe o nosso artigo!

O que é a sustentabilidade empresarial?

No decorrer dos anos, a consciência ambiental tornou-se mais forte no meio corporativo. Se antes as empresas só se preocupavam em explorar os recursos naturais para aumentar os lucros, hoje elas tentam reduzir o impacto que suas atividades têm sobre a natureza.

No entanto, a sustentabilidade empresarial envolve mais do que isso. Ela significa também gerenciar a organização de um modo que garanta a sua sobrevivência ao longo dos anos, ou seja, a perpetuidade da marca. Desse modo, uma instituição que consegue conservar uma existência saudável é um exemplo de sustentabilidade.

Sendo assim, essa companhia tem um bom relacionamento com seus clientes, investidores e parceiros de negócios. No âmbito interno, estimula a constante inovação, por manter uma reestruturação diária. O resultado disso é a melhoria operacional, a inclusão de serviços mais eficientes e a consolidação da empresa no mercado em que atua.

Com esse embasamento, o ambiente corporativo torna-se um celeiro de novas ideias. Quando são canalizadas para o fortalecimento de metas e estratégias da empresa, os lucros financeiros aumentam e a “engrenagem” da sustentabilidade cumpre o seu objetivo.

Para materializar o que estamos falando, mostraremos um exemplo de sustentabilidade empresarial: a empresa IBM (Internacional Business Machine). A princípio, essa organização era focada no desenvolvimento e vendas de hardware. Com o passar dos anos, tornou-se especialista em fornecer serviços na área de TI (tecnologia de informação).

Nesse estágio, a IBM inseriu as máquinas que desenvolvia nesses serviços que disponibilizava. Atualmente, os equipamentos que produz não são mais vendidos, em vez disso são cedidos por meio de contratos de uso e utilizados na nuvem. Um exemplo é o Watson — plataforma de serviços cognitivos para negócios — que permite a criação de aplicações com a inteligência artificial.

Percebeu como a IBM demonstra o que é fazer sustentabilidade ambiental? Em vez de apenas negociar tecnologias, ela reinventou seus processos internos, apresentou ao mercado novas formas de produtos e serviços e fez da inovação um pilar importante de sua identidade empresarial.

O que se perde quando não há sustentabilidade em uma empresa?

A ausência da sustentabilidade causa muitos efeitos negativos. Um deles é a falta de visão para tomar decisões em longo prazo, resultando, assim, em ações míopes e desorientadas, que trazem muitas frustrações.

Digamos que uma empresa perceba a necessidade imediata de reduzir custos. Logo, os gestores começam a demitir os profissionais mais experientes, pois têm os salários mais altos, e a diminuir os investimentos em projetos ligados à inovação. Parece uma decisão coerente, concorda? Afinal, o orçamento financeiro da organização ficará mais “folgado”.

Entretanto, essa não é a melhor estratégia quando olhamos para o futuro. Pense no seguinte: ao despedir os funcionários com mais tempo na empresa, a qualidade dos serviços será radicalmente afetada. Em resultado disso, a reputação e a competitividade da organização perante o mundo corporativo declinarão.

Some a isso a evasão dos clientes, que, não satisfeitos com a queda da excelência nos produtos e serviços, migram para empresas concorrentes. Sendo assim, o que antes resolveu o problema financeiro, mais tarde aumentou o prejuízo da organização.

Em resumo, a sustentabilidade empresarial evita que a empresa tome decisões desesperadas. Ao contrário, ajuda na consciência e na orientação de iniciativas que fortalecerão a marca e permitirão o desenvolvimento de processos que sustentem as bases estruturais do negócio.

Como funciona na prática?

Podemos afirmar que a primeira ação para implantar a sustentabilidade na organização é pensar em longo prazo. Dessa forma, é possível definir um objetivo para a empresa e tomar decisões no presente que levem ao alcance dessa meta. É claro que esses alvos devem ser condizentes com a realidade da organização para que se tornem viáveis.

Em contrapartida, a empresa precisa estender a sustentabilidade para o ambiente externo. Nesse aspecto é incluído o relacionamento com clientes, fornecedores, meio ambiente e órgãos governamentais.

Quando esses fatores são levados em consideração, a organização aumenta a sua resiliência. Em futuras crises, não sofrerá abalos tão fortes que resultem na sua falência. Como assim? Vamos explicar. Uma empresa que tem uma produção constante de produtos inovadores e de qualidade afirma-se como referência perante os consumidores.

Essa é uma prática sustentável que sobrevive a uma severa crise econômica. Afinal, os clientes optarão por gastar o seu dinheiro com uma marca que já conhecem e provou ser de confiança.

Por mais que reconheçam a importância da sustentabilidade, muitas empresas não conseguem implantar essa prática em seu contexto empresarial. Nesse caso, o melhor a fazer é contratar uma empresa que preste serviço de governança corporativa. O que envolve tal trabalho?

Com esse suporte, é possível realizar mudanças significativas na estrutura e na cultura organizacional. Além disso, são definidos objetivos, métricas e projetos que sejam compatíveis com as estratégias do negócio.

A partir daí, é feito o planejamento para a execução dos projetos. Nessa etapa, uma gestão eficiente ajuda a alcançar os alvos estabelecidos dentro do prazo e do orçamento financeiro da organização.

Outra facilidade ao contratar uma empresa de governança corporativa é a possibilidade do uso de tecnologias voltadas para a sustentabilidade empresarial. Esses recursos virtuais podem ser customizados para atender às necessidades específicas de cada organização.

Sendo assim, uma empresa que precisa criar a sua sustentabilidade une uma boa gestão, a execução dos projetos, a inovação e a tecnologia. O resultado disso é um legado que fará parte da cultura interna e perpetuará a existência da organização.

Enfim, o conceito de sustentabilidade empresarial está tomando cada vez mais forma e caminha na direção em que o meio ambiente e as instituições corporativas dependerão um do outro. Caminhando dessa forma, essa parceria dará muitos frutos positivos.

Esperamos que tenha gostado do nosso artigo. Entendeu por que é importante investir na sustentabilidade ambiental? Temos outros conteúdos incríveis para compartilhar com você! Assine nossa newsletter e receba os novos artigos direto na sua caixa de e-mail.