O que empresas do Vale do Silício e os famosos CEOs Mark Zuckerberg (Facebook), Brian Chesky (Airbnb), Erick Schmidt (Google) e Reid Hoffman (fundador do LinkedIn) têm em comum? Você talvez responda: “muita coisa, afinal todos são representantes do mercado da inovação”. Está correto, mas, além disso, eles são adeptos do blitzscaling.

Já ouviu falar desse conceito? Sabe como tem ajudado as startups e outros empreendedores a escalar o negócio? Quer aprender como implantá-lo na sua empresa? Neste artigo, responderemos a esses questionamentos!

Por que é importante inovar o modelo de gestão?

Vivemos em uma fase da globalização: o mundo está conectado em rede, todos sabemos. Nesse cenário, as empresas precisam se mover rapidamente, identificando novos modelos de gestão e adaptando-se a eles.

Não há misericórdia com as organizações que não avançam no ritmo volátil da economia atual. Pelo contrário, elas são engolidas pela concorrência vinda de qualquer lugar do planeta. Quer um exemplo? Por décadas, a indústria do transporte público permaneceu intacta.

Porém, em apenas três anos, os clientes dos táxis urbanos deixaram de acenar no meio da rua e começaram a solicitar corridas por meio de aplicativos. Quem não se ajustou a essa inovação aposentou a permissão para atuar como taxista.

Essa é apenas uma amostra do que tem acontecido sistematicamente com negócios antes insuperáveis, mas que, por não se atualizarem, foram atropelados pela inovação dos modelos de gestão.

O que é o blitzscaling?

O blitzscaling foi criado pelo já citado fundador do LinkedIn — Reid Hoffman — para representar o novo estágio do mercado empresarial. Esse visionário define o blitzscaling como sendo a ciência e a arte de edificar, em alta velocidade, empresas que atuam em um mercado global.

Em outras palavras, é empreendedorismo de altíssimo impacto que gera novos empregos e dita regras corporativas do futuro. Para entender melhor esse conceito, podemos abordar brevemente a sua origem. Durante a segunda guerra mundial, existia uma técnica militar alemã conhecida como “blitzkrieg”, que visava surpreender o exército inimigo.

Entre as estratégias utilizadas, estavam a mobilidade e a rapidez na tomada de boas decisões, mesmo que ocasionassem grandes perdas. No contexto atual, o blitzscaling pode ser aplicado não só em startups, mas também em organizações de capital venture, negócios de pequeno e médio porte, empreendedores e investidores.

As vantagens dessa metodologia ajudam as entidades do mundo empresarial a disputar a liderança da área em que atuam, a conseguir novos aportes financeiros e ter uma abertura de capital ou aquisição estratégica.

Além disso, segundo Reid Hoffman, a organização pode implantar o blitzscaling em duas vertentes internas:

  • defensiva: envolve escalas dentro do negócio, como aumentar o número de clientes, colaboradores, receita financeira ou investidores;
  • ofensiva: com maior robustez interna, a organização tenta escalar mais rápido do que os seus concorrentes.

Quais são as cinco etapas desse processo?

Para que a implementação do blitzscaling seja um sucesso, é necessário que a instituição foque no seu atual estágio de desenvolvimento, pois, dependendo da fase, as estratégias para a gestão de pessoas, atendimento ao cliente e outras áreas internas mudam drasticamente.

A seguir, mostraremos os diversos ciclos e o que levar em consideração em cada um deles para que o blitzscaling faça parte da identidade da empresa.

Família

Nessa fase inicial, a organização focará no desenvolvimento de um produto ou serviço que represente a identidade da marca (product market fit). Para essa construção, é preciso descobrir o que e para quem o item será vendido.

Embora seja um desafio encontrar uma necessidade única e inexplorada de uma fatia do mercado, com muita pesquisa e estudo é possível descobrir um “oceano azul”. Dessa forma, o item final agregará valor ao negócio. Após isso, enquanto um número ainda limitado de clientes faz uso do produto, a empresa examina:

  • qual é o melhor canal de distribuição;
  • como serão feitos o marketing e as vendas;
  • que modelo de negócio será utilizado;
  • preço e custo do produto;
  • contratação e definição das funções dos primeiros funcionários.

Tribo

Com o produto bem definido, é o momento de desenvolvê-lo e considerar meios para financiá-lo. Para o primeiro objetivo, será necessário utilizar algumas técnicas, como:

  • divulgar o produto;
  • investir na publicidade virtual: formar parcerias, postar nas mídias sociais e usar as práticas de SEO e SEM;
  • mensurar a frequência de uso X desistência do item;
  • com base na experiência com o cliente, aprimorar ou modificar detalhes do produto.

Por outro lado, o financiamento será algo natural, ao passo que a empresa consolida o produto no mercado, aumenta seu time interno e ganha posições entre a concorrência.

Vila

O passo seguinte é escalar a empresa. No entanto, o desafio aqui é saber o momento certo para fazer isso. Alguns aspectos precisam ser considerados:

  • análise da performance da concorrência;
  • oportunidade de mercado;
  • capital disponível para crescer;
  • certeza do valor do seu produto ou serviço;
  • manutenção da cultura interna;
  • boa gestão da comunicação.

Nesse estágio, tudo fica mais complexo, pois a empresa tem mais funcionários e os concorrentes já perceberam a atuação do negócio em um mercado promissor. Esse é o momento de aparar as arestas, amarrar as pontas soltas e agir, antes que outras empresas “abocanhem” a sua ideia.

Cidade

Enfim, a empresa já tem um produto que é a sua principal fonte de renda e outras criações que compõem a sua arquitetura de portfólio. A partir de agora, começa a etapa de garantir a eficiência na administração das pessoas, do capital e da infraestrutura interna.

Para isso, são criados novos processos que manterão o ritmo da escalada da empresa, automatizando e elevando a produtividade da equipe interna. Muitas organizações, nesse estágio, abrem as suas portas para o mercado internacional.

Nação

Agora o foco da empresa é global, por isso torna-se necessário alinhar as estratégias em meio a milhares de funcionários com diferenças culturais e geográficas. Mesmo com esse desafio, a identidade da organização deve ser ampliada e consolidada em todas as filiais do mundo.

Além disso, se antes a preocupação era desenvolver um produto e tentar firmá-lo no mercado, agora várias linhas de itens precisam ser lançadas periodicamente.

Como enfrentar os desafios à implantação do blitzscaling?

Como acontece com qualquer método, a implantação do blitzscaling apresentará inúmeros desafios. Com o crescimento rápido, muitos problemas não poderão ser resolvidos durante a escalada, pois fazer isso seria otimizar e não avançar com os processos.

Porém, é necessário acreditar e fazer o seu time interno se engajar nessa mudança. Dessa forma, os benefícios do blitzscaling serão sentidos e sua empresa se tornará uma referência de solidez e inovação.

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