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Como medir a maturidade de inovação nas empresas? Entenda!

Existem diferentes métodos para medir a maturidade da inovação nas empresas. Por exemplo, modelos como o Radar, que apura várias dimensões da inovação no negócio, são usados para diagnosticar de forma aprofundada o ponto de partida de cada organização rumo à inovação.

Neste texto vamos descrever um método bastante prático, para que você possa fazer sua análise sem a necessidade de responder a longos questionários. No entanto, para começar, precisamos responder a uma pergunta presente na cabeça da maioria dos empresários: posso aplicar inovação no meu negócio?

A resposta curta é que não se trata de poder incorporar inovação. As empresas precisam tomar essa atitude ou vão sentir efeitos negativos na sua competitividade. Vamos entender isso melhor? Confira!

Por que a maturidade de inovação nas empresas é importante?

O mundo dos negócios está mudando com velocidade impressionante. Nos próximos anos, muita coisa vai se alterar com a adoção de tecnologias novas e modelos de negócio mais alinhados com os desejos do consumidor.

Os clientes mudaram a maneira de se informar, interagir e comprar. Eles estão atentos às novas soluções, principalmente as que oferecem uma experiência de compra melhor e uma usabilidade mais facilitada. No entanto, segundo estudo recente da Gartner, a maioria dos clientes B2B, por exemplo, se sente sobrecarregada com tanta informação e tem dificuldade de decidir. Dessa forma, tem mais chances de se arrepender com a compra.

Isso significa que as empresas capazes de ajudá-los vão se destacar no mercado. Para conseguir isso, elas devem ser capazes de encontrar novas formas de elaborar, divulgar, distribuir e entregar sua solução.

Portanto, não se trata apenas de incorporar tecnologias novas para modernizar a operação. O fato é que o ambiente de negócios está mudando e várias empresas estão encontrando novas oportunidades de negócio nessas alterações. Elas fazem isso inovando em várias dimensões como o marketing, a distribuição, o desenvolvimento de produtos e a forma como comercializam seus produtos e serviços, por exemplo.

Isso não significa que sua empresa precisa se tornar tão ativa quanto o Google na adoção da inovação, mas que, se ela não for capaz de encontrar novas soluções, mais adequadas ao ambiente atual e ao comportamento do consumidor, vai perder mercado.

Muitas vezes, algumas alterações simples são suficientes. Um ótimo exemplo é o caso de Nespresso. A grande inovação, que garantiu a liderança de mercado no segmento em que a empresa atua, foi uma mudança na forma de comercialização. No lugar de tentar vender máquinas de café caras, ela passou a se focar na venda das cápsulas e facilitou a compra do equipamento.

A empresa sofreu com o questionamento da sustentabilidade ecológica de comercialização das cápsulas, mas já tomou medidas para resolver o problema e o resultado com a adoção de um novo modelo de negócios foi extraordinário.

Uma forma mais comum de buscar um bom nível de competitividade é a melhora da eficiência operacional. O problema é que ela é facilmente imitável e gera alta pressão nos custos. Por outro lado, ao oferecer uma solução melhor, mais valorizada pelo cliente, a inovação costuma garantir uma lucratividade maior.

Para se ter uma ideia, com base em uma rápida pesquisa, sabemos que o valor de venda do café em cápsulas é cerca de 10 a 20 vezes maior do que a do ensacado. É um bom argumento para justificar a inovação? Então vejamos os estágios de maturidade, objeto do nosso texto.

Quais os estágios da inovação nas empresas?

Como nossa intenção também é propor como você deve medir a maturidade de inovação da empresa vamos fornecer algumas dicas sobre como fazer isso, quando for o caso. Ao mesmo tempo, descreveremos cada estágio. Acompanhe!

Tomada de consciência

As mudanças começam nas lideranças da empresa. Antes que elas tomem consciência da importância de inovar, é muito provável que qualquer iniciativa perca “o fôlego” no decorrer do processo. Em outras palavras, ainda falta comprometimento com a inovação.

Para avaliar se sua organização superou essa fase, não basta que exista um discurso favorável à inovação nos corredores. Inovar implica em correr riscos. Por isso, a pergunta que deve ser feita é até que ponto existe disposição para o processo.

Domínio das ferramentas

Mas a inovação não é construída apenas com vontade. A gestão da inovação é uma ação profissional, como a de finanças ou de logística. Existem métodos e ferramentas que precisam ser dominadas para obter sucesso.

Dificilmente uma empresa alcança esse nível sem ajuda de consultores e capacitação. Esse estágio marca o entendimento de que inovação não é sinônimo de melhorias pontuais, mas sim uma transformação que melhora a proposta de valor que é apresentada ao cliente.

Definição estratégica

As empresas que alcançaram essa fase sabem exatamente qual a estratégia de inovação que será usada. A Samsung, por exemplo, usa a chamada estratégia imitativa, no caso dos celulares. Isso não significa que ela reproduza exatamente o mesmo produto, mas apenas que decidiu não ser a pioneira.

Ela observa e avalia a concorrência, aprende com as eventuais falhas dela e faz reformulações para aprimorar o produto e evitar cometer os mesmos erros.

Adoção do método

O processo de inovação envolve a geração de ideias inovadoras, a avaliação destas, a seleção das viáveis, o desenvolvimento, os testes de mercado e de escalabilidade, culminando na execução de cada projeto inovador. Nem todas as propostas se tornarão inovações reais. Por isso, esse método é fundamental para qualquer empresa que pretenda inovar.

Incorporação da cultura de inovação

Novas ideias não nascem em ambientes desfavoráveis a elas. Se, por exemplo, o erro for algo inaceitável na empresa e as pessoas se sentirem ameaçadas ao cometê-los, é improvável que elas sugiram e se envolvam com mudanças. No lugar disso, vão preferir transitar em um “terreno seguro”.

Gestão da inovação

Embora o risco faça parte do empreendedorismo e da inovação, isso não significa que o controle deva ser abandonado. Por isso, o auge da maturidade em inovação está justamente no monitoramento dos resultados.

Isso significa que a maturidade de que trata este texto é alcançada com o acompanhamento de indicadores específicos, elaborados para mensurar os resultados alcançados com essa prática.

Por fim, a medição de maturidade de inovação nas empresas deve ser feita considerando que o uso de indicadores, por exemplo, não garante que sua organização chegou ao ápice. Se o ambiente não for favorável, mensurar o resultado só vai demonstrar que os resultados foram limitados. É preciso alcançar todos os estágios.

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Como definir métricas de gestão que te ajudem a alcançar objetivos?

O diretor de uma empresa recebe a boa notícia de que os lucros subiram no último trimestre. Ele e toda a sua equipe comemoram o resultado e começam a pensar nas próximas estratégias comerciais.

Duas ações são tomadas: a elevação do estoque de produtos e do investimento no marketing. Porém, a fase seguinte foi desastrosa e trouxe mais prejuízos do que rendimentos. O que deu errado? Não foram utilizadas as métricas de gestão.

Esse cenário já aconteceu na sua empresa? Quer entender o que fazer para alcançar bons resultados para o seu negócio? Neste artigo, explicaremos como as métricas de gestão podem ajudar nesse processo. Acompanhe!

Por que métricas de gestão são indispensáveis?

Desde a infância, somos ensinados a mensurar nosso potencial — por exemplo, alguns pais marcam na parede a altura dos filhos pequenos. À medida que crescem, as marcações demonstram o progresso físico deles. As crianças comemoram cada centímetro alcançado e ficam motivadas a seguir regras, como a boa alimentação, para conquistar novos patamares.

De modo similar, as organizações vivem em um ambiente de negócios no qual são feitas constantes avaliações. O objetivo é entender o posicionamento da empresa perante o mercado em que atua e o alcance das metas estabelecidas.

Nada indica melhor a “saúde” do negócio do que as métricas de gestão. Mas como funcionam? Elas são parâmetros estatísticos ou numéricos que apontam para o desempenho de uma determinada ação.

Normalmente, são aplicadas a processos importantes, como o aumento da produtividade do time, a expansão de mercado, a captação e retenção de clientes e a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores. Alguns imaginam que as métricas são simples informações geradas por sistemas de gestão. Esse é um grande engano!

Para entender melhor esse conceito, recorreremos à explicação do livro “Métricas – Como melhorar os principais resultados da empresa”, escrito por Martin Klubec (professor da University of Notre Dame). Segundo o autor, a métrica “conta uma história completa, respondendo totalmente a uma questão-raiz”, diferente da informação.

O que indica a necessidade de redefinir as métricas?

A resposta a essa pergunta parece bem óbvia. Talvez você tenha pensado: “preciso modificar as métricas caso não apresentem resultados positivos”. Essa conclusão está certa! Porém, o desafio de chegar a esse entendimento envolve reconhecer que um índice de mensuração muito utilizado não se aplica a determinado processo.

Vamos explicar: imagine que uma empresa implantou a popular técnica SMART (specific, measurable, attainable, relevant e time based) para definir metas, mensurá-las, e por fim, alcançá-las. No entanto, essa métrica não se aplica a todas as esferas do negócio.

Por exemplo, a área de tecnologia da informação (TI) lida muito com a prevenção de problemas. Para mensurar a existência de fatores que podem ocasionar, por exemplo, um lapso no sistema, a SMART não seria a forma correta de metrificação. Em resumo, há, pelo menos, quatro fatores que sinalizam a necessidade de uma redefinição das métricas de gestão. São eles:

  • a mensuração ineficiente das demandas certas;
  • a medição correta ou incorreta dos processos errados;
  • não metrificar um projeto importante;
  • impor métricas individuais e não globais.

Existem, ainda, os sinais evidentes de que o modo de mensuração precisa ser modificado. Um deles foi citado na introdução desse artigo, na situação hipotética do diretor que vivenciou um “efeito bolha” nos resultados internos. Contudo, não é necessário chegar a esse ponto de colapso para entender que as métricas de gestão utilizadas estão incorretas.

Como definir as métricas de gestão?

A primeira ação é selecionar os índices que serão acompanhados. Digamos que um gestor queira estabelecer um cronograma de projetos com prazos bem definidos e razoáveis. Entretanto, ele nota que a sua equipe trabalha muito, mas rende pouco. Nesse caso, a métrica utilizada deverá apresentar informações sobre a produtividade do time.

A etapa seguinte envolve a inserção de tecnologias ou métodos que mensurem o rendimento. Existem aplicações virtuais que produzem relatórios com o tempo gasto em cada atividade e dados sobre o cumprimento ou não dos prazos.

Tão importante quanto as fases anteriores é a definição de metas que serão anexadas às métricas. No caso da produtividade dos profissionais, um objetivo interessante seria cumprir tarefas em um prazo menor. Então, os indicadores mostrarão o progresso ou não do time nesse requisito.

No período após a implantação da métrica, da ferramenta e do objetivo, o acompanhamento dos resultados é de extrema importância. Fazendo assim, o gestor consegue entender quais aspectos precisam ser modificados ou aprimorados.

Para evitar a estagnação do processo de mensuração, algumas empresas adotam o ciclo de gestão de métricas. Funciona assim: um índice de medição é implantado, mas com um prazo de execução. Após esse período, é avaliada a sua eficiência. Se ficar provada, a métrica permanece no próximo ciclo, caso contrário, é substituída ou atrelada a outro indicador.

Uma forma eficiente para avaliar os ciclos é por meio dos KPIs (indicadores-chave de desempenho). Um deles é o PDCA (plan — do — check — act), que permite avaliar processos com o objetivo de melhorá-los de forma contínua.

Que métricas são essenciais para a empresa?

Atualmente, há várias métricas disponíveis para as organizações. Mas qual delas é essencial para um negócio? Como dito, muito dependerá das necessidades e objetivos internos. Porém, algumas se aplicam à realidade de quase toda instituição. Entre esses indicadores, estão:

  • produtividade;
  • qualidade;
  • satisfação do cliente;
  • sucesso de vendas;
  • rotatividade de profissionais;
  • absenteísmo;
  • taxa de conversão;
  • custo de aquisição do cliente;
  • ticket médio;
  • retorno sobre o investimento.

Geralmente, cada departamento da empresa terá uma métrica que se adéqua às suas demandas. A título de exemplo, se o RH quer mensurar o índice de absenteísmo (faltas de funcionários ao trabalho), a métrica Bradford Factor é a mais indicada.

Como a consultoria do Grupo Portfólio pode ajudar na definição das métricas de gestão?

Como foi abordado no artigo, a definição de métricas precisa ser embasada em uma gestão estratégica de negócios. Por isso, o auxílio de uma consultoria especializada pode ser o começo de uma cultura eficiente de mensuração de processos.

Nesse aspecto, o Grupo Portfólio pode ajudar, pois utiliza uma metodologia chamada “Strategic Business Framework”, que é reconhecida mundialmente. Os benefícios apresentados são:

  • diagnóstico situacional;
  • determinação de expectativas organizacionais;
  • análise do mercado externo;
  • gestão de portfólio e projetos;
  • planejamento estratégico;
  • gestão da inovação.

Todos esses estudos são interligados para gerar um diferencial de valor nos rumos da empresa. O resultado será a integração das áreas de gestão, o planejamento de estratégias eficientes e o alcance de resultados positivos. Diante de uma infraestrutura desse nível, ficará mais fácil definir métricas e utilizá-las para fortalecer os processos internos.

Sendo assim, está no poder dos gestores atingir ou não as metas estabelecidas. Fazendo bom uso das métricas de gestão, os resultados virão por meio de estratégias sólidas, em vez de informações vagas.

O que achou do nosso artigo? Você quer implantar as métricas de gestão nos processos internos da sua empresa? Conte com a ajuda dos profissionais especializados do Grupo Portfólio para atingir resultados surpreendentes!

Gestão de empresasPowered by Rock Convert

Teoria das restrições: tire as suas principais dúvidas sobre esse conceito

Desenvolvido nos anos 70 pelo físico israelense Eliyahu Goldratt, a Teoria das Restrições (TOC, do inglês Theory of Constraints) é um modelo de gestão baseado em uma filosofia com foco na lucratividade. Com o objetivo de elevar o lucro de uma empresa o mais rápido possível, essa teoria trabalha combatendo as restrições do sistema empresarial.

Pode parecer muito complicado, mas na aplicação prática, os resultados tendem a ser claros e consistentes. Esse combate, por exemplo, tem a ver com o método de enxergar uma corporação como um conjunto de processos interligados, em vez de segmentados.

Quer entender melhor sobre a teoria das restrições e descobrir como ela pode trazer benefícios para a sua empresa? Então continue acompanhando este artigo.

O que é a teoria das restrições e como ela se aplica?

Elaborada por Eliyahu M. Goldratt no livro “A Meta” (1984), a teoria das restrições foi desenvolvida como uma proposta para auxiliar empresas a promover mudanças na gestão por meio da lógica, do pensamento sistêmico e da metodologia científica.

As etapas dessa proposta partem de uma premissa muito mais básica do que se imagina. Segundo a teoria, a aplicação prática no dia a dia corporativo deve começar com a reflexão e busca por respostas para as seguintes perguntas:

  1. O que deve ser mudado?
  2. Qual o motivo da mudança?
  3. Como começar a mudança?
  4. Quais são os resultados que a empresa obterá ao final?

Mas o que são as restrições?

Se você ainda não entendeu de que modo o termo “restrição” se aplica na prática da companhia, basta pensar que uma restrição é aquilo que impede sua empresa de alcançar seus objetivos. Como cada empresa tem metas diferentes, as restrições podem significar coisas distintas. Ainda que, muitas mantenham a obtenção do lucro e o bom funcionamento do negócio como objetivos principais.

Vale dizer que as restrições se dividem em dois tipos básicos: as físicas e as não físicas. As restrições físicas estão ligadas aos recursos físicos e posses, como equipamentos e ferramentas. As restrições não físicas variam entre si, englobando procedimentos da organização, demandas específicas e, até mesmo, a maneira como a empresa lida com problemas.

Uma vez que a empresa consegue identificar quais são essas restrições, suas chances de crescimento só tendem a aumentar, assim como suas possibilidades para alcance dos resultados de forma contínua.

Como utilizar a teoria das restrições?

Agora que você já sabe o que é essa teoria e como o mapeamento das restrições pode trazer vantagens, chegou a hora de aprender a colocar tudo em prática.

1. Identifique a restrição principal

Primeiramente, busque encontrar a restrição que está impedindo o ganho financeiro imediato do empreendimento. Essa é a restrição principal (ou restrições), que pode ser interna ou externa. Sendo que a interna está conectada com as operações dentro da empresa (oferta) e a externa tem a ver com o mercado (demanda).

A boa dica para o mapeamento rápido é procurar pelo posto de trabalho que requer maior tempo na cadeia de produção para cumprimento da demanda.

2. Melhore a restrição

Depois que você encontrou a restrição que está atrasando o retorno financeiro da empresa, chegou a hora de explorá-la. Isso significa que você deve implementar melhorias e novas práticas com o objetivo de elevar a capacidade do recurso.

A ação precisa ser imediata. Trata-se de transformar a restrição em uma capacidade produtiva capaz de gerar benefícios corporativos.

Quer exemplos? Se a fraqueza identificada for um profissional, descubra o que pode ser feito em prol de aumentar sua habilidade produtiva. Se a restrição for um processo errôneo, veja se é possível mudar o sistema ou utilizar outras estratégias.

3. Sujeite todos os outros processos à restrição

É muito importante saber que todos os outros recursos e sistemas da organização precisam ser maiores do que a limitação, porém não superiores a ela. Caso sejam muito superiores à restrição, eles entrarão em desperdício.

Assim, você deve adequar a produção da empresa para alcançar os objetivos e metas conforme a restrição existente. Exemplificando, imagine novamente que a raiz do problema é a capacidade de um profissional. De que vai adiantar impulsionar todos os colaboradores a produzirem mais? Pelo contrário. A tendência é que o problema persista até que seja solucionado.

Se a capacidade de um profissional é uma restrição que trava a empresa, há alta probabilidade que esse colaborador seja o gestor de um departamento. Ou seja, independentemente do desempenho dificilmente a equipe dele conseguirá bons resultados.

4. Eleve a restrição do sistema

Enquanto no segundo passo falamos sobre a implementação imediata de novas práticas e melhorias, agora é o momento de elevar a restrição ao máximo da sua capacidade.

Nesse sentido, se o elo mais fraco representar um gargalo de produção, você pode elevar a capacidade adquirindo novas máquinas e equipamentos, ou aplicando metodologias e ferramentas para a melhoria contínua com o foco no combate aos desperdícios e aumento da produtividade. Já uma restrição externa pode pedir investimentos mais expressivos no setor de marketing e vendas.

5. Inicie o processo de mapeamento de restrição novamente

Quando a restrição inicial é, de fato, eliminada, o ideal é todo o processo se reiniciado em busca de verificar se existem novas restrições. Nada pode impedir a empresa de crescer e alcançar seus resultados. Essa é a metodologia por trás da TOC.

Sendo assim, lembre-se que a melhoria contínua é fundamental para o processo como um todo. Se durante a monitoração você se certificar de que o recurso tratado continua sendo uma restrição do sistema, não hesite e refaça alguns passos. O mesmo vale ainda que seja preciso retornar para a primeira etapa.

Como você viu, a teoria das restrições é uma filosofia desenvolvida com base em técnicas de programação linear para planejar a produção. Para potencializar e aumentar os lucros de um negócio, ela promove um mapeamento completo do o sistema, abrindo portas para a identificação de falhas e propostas com soluções. Nada melhor do que uma ação dessas para incentivar melhorias nos processos da sua empresa!

Agora que você sabe muito mais sobre essa teoria, que tal compartilhar este artigo em suas redes sociais?

O que é Big Data? Conheça a relevância desse conceito no mercado atual

Se alguém perguntar para você o que acha de fazer do Big Data o futuro da sua carreira profissional, essa pergunta faria algum sentido? Não tem certeza? Então está na hora de se atualizar.

O Big Data é um processo de análise de um volume significativo de dados armazenados remotamente. Trata-se da integração de qualquer dado coletado sobre uma empresa ou assunto, como registros de compra e venda e canais de interação não digital (como call center e telemarketing).

A tecnologia atual pode alcançar todos os registros feitos. Essa revolução tecnológica pode transformar os resultados das empresas de tal forma que o mundo corporativo tem manifestado cada vez mais interesse, em esfera global, pelo recurso.

Ainda tem dúvidas sobre como o Big Data funciona e de que forma ele pode oferecer a mudança prometida? Então, continue acompanhando este artigo e tire suas dúvidas sobre o assunto.

Qual a importância de uma tecnologia como o Big Data?

Para entender a importância e o funcionamento da tecnologia, primeiramente devemos considerar que a análise de dados é uma parte rotineira em várias áreas de diversos negócios. Com técnicas de estatística, pesquisas de mercado e processamento de informações, analistas mapeiam padrões de comportamento em busca de um aumento do índice de lucratividade.

Internamente, empreendimentos podem identificar gargalos e problemas operacionais com a implementação de rotinas de análise. Assim, diversos processos podem ser melhorados continuamente.

A verdade é que a quantidade de informações disponíveis para uso por instituições nunca foi tão vasta. No dia a dia de trabalho, as mudanças são visíveis. Você já parou para observar a quantidade de registros que geramos sobre o que produzimos, pensamos, sentimos ou, até mesmo, desejamos? Não seria exagerado comentar que a humanidade nunca viveu a era dos registros como hoje.

Por conta de tudo isso, foi preciso desenvolver técnicas capazes de possibilitar o processamento de dados com alto desempenho e disponibilidade. Nesse sentido, o Big Data simplifica a coleta, o processamento e a visualização de informações, oferecendo uma padronização eficaz. Assim, as empresas conseguem compreender tendências em tempo real e originar produtos mais lucrativos.

Mas em que momento esses dados são transformados em insights?

Se ainda está um pouco complicado entender como todos esses dados coletados podem ser úteis para os negócios, vamos nos aprofundar nesse assunto agora mesmo. As soluções de Big Data “cuidam” dos dados brutos até que eles sejam transformados em insights valiosos para a tomada de decisão.

Um processo eletrônico faz com que um conjunto de dados “soltos” passe a servir como uma informação. Essa informação se transforma em conhecimento e, por fim, o conhecimento se torna sabedoria, que será usada para tomar as decisões mais assertivas e para o contexto de seu negócio.

Vale ressaltar que empresas que utilizam Big Data possuem 5 vezes mais chances de tomarem decisões mais rápidas dos que as dos concorrentes e 2 vezes mais chances de obterem performance superior a deles, como mostra pesquisa da consultoria em negócios norte-americana Bain & Company.

Agora, vamos tornar o processo mais claro. Imagine uma desenvolvedora de softwares que precisa entender por que houve aumento nas taxas de churn de seu negócio.

O trabalho de inteligência de dados partirá dos “rastros” básicos dos ex-assinantes, como planos contratados, queixas registradas e taxas de inadimplência. Posteriormente, esses dados gerarão informações importantes, como listas de inadimplentes ou de quais clientes manifestaram insatisfação com os softwares comercializados.

Em seguida, é possível partir para a fase do conhecimento, relacionando, por exemplo, os planos contratados com maiores possibilidades de cancelamentos — planos mais completos são mais caros e apresentam maior tendência a serem abandonados no futuro que pacotes baratos.

Por último, gera-se a “sabedoria” do negócio, com sugestões de ações que devem ser tomadas para ampliar o nível de satisfação dos clientes ou tornar os planos mais acessíveis a fim de reduzir as taxas de cancelamento.

Quais as vantagens?

Criação de valor

Todos os investimentos e processos internos buscarão agregar valor ao negócio e aos seus serviços. Indicadores serão implementados em toda a cadeia operacional em busca de melhorias e gestores realizarão um trabalho constante para identificar possíveis investimentos de qualidade para o negócio.

Além disso, as informações coletadas deverão ser analisadas por meio de técnicas eficientes, que filtrem apenas aquilo que for relevante para o negócio.

Juntos, tais fatores podem causar um grande impacto no negócio. O retorno de investimentos, por exemplo, será maior. Estratégias e projetos de desenvolvimento de serviços criarão um portfólio comercial mais competitivo e com maior potencial de geração de renda. Assim, a empresa conseguirá se destacar entre a concorrência com mais facilidade.

Redução de custos

Empresas com cadeias operacionais complexas precisam estar atentas à sua gestão orçamentária. Investimentos e rotinas diárias, quando mal avaliados, podem causar um impacto negativo na gestão de recursos do negócio. Diante disso, é fundamental que a empresa consiga identificar o que pode ser otimizado e quais processos devem ser eliminados.

Nesse sentido, o Big Data cumpre um papel de destaque: estores podem utilizar a análise de dados para identificar gargalos e áreas de baixa produtividade. Com isso, melhorias serão implementadas para que o negócio consiga criar processos com um custo e índices de desperdício menores.

Otimização dos riscos

Uma empresa deve avaliar continuamente os riscos envolvidos na criação de produtos e estratégias de mercado. Nesse sentido, um ambiente baseado em uma cultura de análise de dados conseguirá prever cenários com maior eficiência e identificar quais são os fatores envolvidos em um projeto. No longo prazo, as decisões tomadas terão um índice de sucesso mais amplo e com lucros maiores.

Como se atualizar?

A formação é bastante democrática. Seja em nível de especialização ou como uma segunda graduação, é um campo aberto a profissionais oriundos das mais diversas áreas. Egressos de faculdades de TI, Publicidade, Jornalismo, Marketing, Estatística e Administração de Empresas são bons exemplos.

Se você procura um bom curso, saiba que ele depende de algumas características para ser bem aproveitado. O aprendizado deve demonstrar as formas mais usadas de Big Data e as suas variações, como o Analytics e o Business Intelligence, sobre os quais já falamos por aqui.

Quer uma dica? A sua busca deve ser por uma proposta de ensino voltado à aplicação, com uma diretriz menos acadêmica e mais direcionada ao mercado.

Gostou do artigo? Entre em contato conosco e conheça nosso curso especial sobre Big Data!

Entenda a importância da avaliação de desempenho no setor público

A necessidade de os órgãos públicos medirem a sua eficiência operacional é cada vez maior. Com a Lei da Transparência, que obrigou a União, os Estados e os Municípios a manterem informações sobre a execução orçamentária em tempo real na internet, a sociedade passou a ser ainda mais exigente.

Assim, a importância da avaliação de desempenho no setor público não para de crescer.

É preciso garantir a qualidade dos serviços, um grande desafio na área pública. Por essa razão, as análises de performance são cruciais não apenas para remunerar os times de forma mais justa, mas também para estimulá-los a evoluir.

Quer saber mais? Continue a leitura e veja como a avaliação de desempenho no setor público pode ajudar você a crescer na carreira!

Quais são os principais desafios da administração pública?

Assim como você, que muitas vezes sente a necessidade de melhorias em sua rotina de trabalho, as administrações públicas também precisam de progresso e capacitação.

Geralmente, os serviços públicos são malvistos pela população, independentemente de questões políticas, por causa da má qualidade da assistência. Isso acaba gerando insatisfações e até mesmo revoltas.

Diante disso, o maior desafio para o setor público é prestar um atendimento qualificado. Nesse contexto, a flexibilização dos recursos financeiros e de pessoal é essencial — assim como uma comunicação interna e externa impecável.

Para que um quadro de funcionários possa alcançar esse alto nível de desempenho, é vital automatizar alguns processos e capacitar o time. Hoje, o setor tem novas demandas, como gerar informações em grande quantidade, garantir acesso fácil aos registros pela internet e armazenar e dispor o histórico de consumo.

Sem políticas de avaliação e planejamento, o órgão corre o risco de não oferecer uma gestão transparente pelo simples fato de não coletar e controlar todos os dados envolvendo as suas atribuições.

Por isso, o investimento em soluções de informática e qualificação humana é estratégico. Com isso, é possível encontrar um equilíbrio entre os direitos dos servidores e os da população.

Como a avaliação de desempenho contribui para resolver esses problemas?

A avaliação de desempenho no setor público ajuda a melhorar os serviços porque gera indicadores de resultados, que permitem trabalhar os gaps entre o desempenho esperado e o que foi realmente atingido.

Você sabe o que são gaps? Trata-se das lacunas para o serviço alcançar a sua plenitude. Assim, a avaliação de desempenho não para no simples diagnóstico, mas possibilita verdadeiras transformações nos processos e nas pessoas.

Dessa forma, todos os recursos do órgão passam por um aperfeiçoamento, inclusive o quadro de funcionários, para que sejam promovidos programas de capacitação com base nesses pareceres. O resultado é que o poder público leva para a sua administração a mesma visão estratégica do ambiente privado e, assim, a avaliação de desempenho torna-se um insumo de dados para a tomada de decisões.

Qual é o impacto para os funcionários?

A avaliação de desempenho no setor público é bastante positiva para os funcionários, pois traz uma maneira mais justa de remunerar e de valorizar cada profissional. Geralmente, essas análises são atreladas a políticas internas de carreira e de remuneração, que estimulam o servidor a crescer.

Desse modo, a sociedade acaba beneficiada com mais qualidade nos atendimentos.

Quer um exemplo? Dois atributos muito valorizados atualmente são a capacidade de inovar e a de ser criativo. Com uma avaliação de desempenho que trabalhe esses indicadores, a gestão pública consegue incentivar as equipes a propor mudanças de vanguarda.

Qual é a influência na sociedade?

A avaliação de desempenho pode medir indicadores de proatividade, ou seja, a capacidade de o servidor prever chances de aperfeiçoamento ou até mesmo de se antecipar a problemas. O resultado disso para a sociedade é uma sensível melhoria na prestação de serviços. Assim, esse funcionário evita erros e acelera o tempo de resposta para os obstáculos.

Imagine um atendente de uma Secretaria de Saúde incumbido de agendar consultas médicas. Em vez de apenas fazer as marcações, ele resolve sugerir um serviço extra, como o contato pelo WhatsApp. Por meio desse canal, esse servidor propõe remeter aos usuários informações sobre como usar o transporte municipal para chegar ao local do atendimento médico.

Essa simples atitude pode ajudar a diminuir o desperdício de verba com as faltas de pacientes às consultas, um problema comum.

Quais indicadores avaliar?

A escolha dos indicadores em uma avaliação de desempenho varia de uma organização para outra, conforme os valores de cada instituição. Existem, porém, alguns parâmetros comuns nesse tipo de análise. São índices que contribuem para aumentar a qualidade do planejamento na gestão pública, uma vez que servirão como diretriz nas próximas escolhas administrativas. Confira:

  • conhecimento e capacitação técnica contínua;
  • aptidão para ter foco em resultados;
  • disciplina e organização;
  • capacidade de planejamento.

Os indicadores não avaliam apenas as pessoas. Eles dão suporte para todo o monitoramento estratégico de uma administração pública, ajudando a verificar desde os cumprimentos de contratos até possíveis desvios de verbas. No caso dos recursos humanos, esses índices trazem os seguintes benefícios:

  • medição dos resultados;
  • crítica embasada para obter melhorias e corrigir falhas;
  • apoio para a tomada de decisões;
  • incentivo ao aprimoramento contínuo dos processos organizacionais públicos.

​Como implementar a avaliação de desempenho?

A implementação da avaliação de desempenho no setor público é um trabalho extenso e que exige uma série de etapas. Afinal, é preciso definir os fatores que influenciam no desempenho e as métricas que serão adotadas, entre outras providências.

Veja um passo a passo!

Entenda a cultura organizacional

Estude o perfil da organização. Você precisa traçar um diagnóstico para entender quais critérios serão mensurados e, também, quais deles precisarão evoluir.

Defina as métricas

Em seguida, escolha os indicadores — isso vai depender dos objetivos. Com o relatório elaborado na etapa anterior, essa tarefa fica mais fácil, já que as principais demandas estarão em suas mãos.

Por exemplo: a ética é essencial em um órgão público, de modo que pode ser útil trabalhar com indicadores de compliance, de comportamento, de qualidade do atendimento etc.

Faça aplicações e avalie

Nessa parte, você vai aplicar os índices e iniciar o processo de análise, ou seja, interpretar os dados. Lembra quando falamos dos gaps — a diferença entre o que foi planejado e o que aconteceu? Na avaliação, você indicará quais são essas lacunas.

Trace planos de ações

Por último, devem ser elaborados planos de ações para reagir diante dos maus resultados e para potencializar os efeitos dos dados positivos. É a etapa mais importante do processo, que exige tempo e conhecimento.

Estude cases de sucesso

Para afiar a sua habilidade de implementar avaliações de desempenho, uma boa dica é estudar cases de sucesso.

A prefeitura de Fortaleza (CE), por exemplo, está elaborando um projeto de remuneração variável para os analistas de planejamento de gestão, uma carreira ligada à Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPOG) da cidade e ao Instituto de Planejamento de Fortaleza (IPLANFOR).

Com o apoio de uma empresa consolidada em capacitação e tecnologia, esse órgão público está desenhando um novo modelo de remuneração variável para aumentar a motivação e o compromisso dos novos servidores. Nessa parceria, está sendo elaborado um mecanismo para gratificar os profissionais por meio de um sistema mais justo, exato e prático.

Assim, a gratificação não perde a sua principal função, que é a de ser um incentivo para o profissional. Dessa forma, aumentam-se a clareza na definição de responsabilidades e o compromisso com os resultados e metas estratégicos dessa instituição.

Como remunerar os funcionários por desempenho?

Existem diversas maneiras de recompensar os funcionários por uma boa performance. Uma delas é a remuneração variável, que estende ao colaborador formas extras de pagamento de acordo com a sua atuação.

Há jeitos mais complexos e criativos como prêmios, reconhecimento público, folgas, viagens, cursos de especialização etc. O melhor método depende das características de cada instituição, como o orçamento disponível e as qualidades que se pretende valorizar e fomentar.

Como deu para notar, a avaliação de desempenho no setor público é determinante para o sucesso dos atendimentos aos cidadãos. Afinal, ela faz diagnósticos e aponta soluções para as deficiências. Além disso, essas análises representam uma grande chance para os profissionais de RH e para os gestores de projetos e de processos crescerem na carreira pública.

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Veja quais são as principais metodologias de gestão de projetos

Um gerente de RH é conhecido por sua habilidade em liderar equipes. Porém, essa eficiência não consegue ajudá-lo a estruturar, definir e acompanhar os processos fundamentais da sua área. Embora já tenha adotado muitas tecnologias de gestão, parece que essas ferramentas tornam tudo ainda mais complexo.

Mas a solução para esse desafio pode estar nas metodologias de gestão de projetos.

Você conhece essas boas práticas? Sabe quais vantagens apresentam para as empresas? Quer implantá-las na sua organização? Então, este artigo foi preparado para você. Acompanhe!

Por que desenvolver boas práticas de gestão?

Imagine que você tenha comprado um equipamento com muitas peças que precisam ser montadas para que tudo funcione bem. Acha que essa tarefa será fácil sem a ajuda de um manual de instruções? É claro que não! O mesmo acontece em uma empresa quando não há um gerenciamento de projetos.

As tarefas e demandas internas ficam soltas e desconectadas, prejudicando a eficiência das estratégias e a inovação do negócio.

Por outro lado, quando uma metodologia é implantada, a organização consegue sistematizar seus serviços e objetivos, facilitando a concretização deles. Além disso, é possível identificar deficiências e procurar soluções para saná-las. Talvez seja preciso investir no desenvolvimento da equipe, implantação de ferramentas virtuais ou fomentar a adaptabilidade no ambiente interno.

Visto que dificilmente uma organização gerencia apenas um projeto por vez, se não houver um trabalho cuidadoso e organizado, os serviços não sairão com qualidade. Em contrapartida, a sistematização simplifica as etapas dos processos facilitando não só a sua excelência, como também otimizando as tarefas dos gestores e dos colaboradores.

Quais são as principais metodologias de gestão de projetos?

Ao longo do tempo, foram surgindo novas metodologias de gestão de projetos que apresentaram soluções incríveis e práticas para as organizações. Não é que uma seja melhor do que a outra, mas dependendo das necessidades específicas de um negócio, uma delas pode ser a mais indicada.

Caminho crítico

Na década de 50, o caminho crítico foi desenvolvido e apresentado como inovador. Nesse contexto, entende-se que um projeto tem etapas que são vinculadas e dependentes. Por isso, uma tarefa só pode começar quando a outra for finalizada, formando assim o caminho crítico do projeto.

Em resumo, para ter sucesso com essa forma de administrar projetos, é necessário priorizar as etapas mais importantes, pois a falta da execução delas bloqueará o caminho para as próximas. Essa situação não pode ocorrer, uma vez que todas as tarefas têm prazos que, se não forem cumpridos, afetam todo o projeto.

Gestão de qualidade

Essa metodologia foi criada pela International Organization for Standardization (ISO), e é conhecida também como a norma ISO 10006:1997 — um conceituado padrão internacional de gestão de projetos. As diretrizes contidas nessa metodologia visam garantir a padronização e a excelência dos serviços dos projetos corporativos.

Para que seja implantada, a gestão de qualidade precisa alcançar as seguintes metas:

  • envolver os colaboradores;
  • focalizar no cliente;
  • destacar a função da liderança;
  • promover a melhoria contínua;
  • aproximar os processos;
  • ter um bom relacionamento com o fornecedor;
  • tomar decisões embasadas em práticas eficientes.

IPMA

Diversas associações internacionais voltadas para a gestão de projetos uniram-se para divulgar técnicas e conhecimento para as organizações. Com isso surgiu a Internacional Project Management Association (IPMA) — empresa sem fins lucrativos.

A metodologia criada pela IPMA se baseia em competências como: comportamento, experiência, nível acadêmico e outras, que seriam os pilares de uma gestão de projetos eficiente. Essas habilidades são divididas em técnicas contextuais e comportamentais.

Scrum

O Scrum foi pensado para otimizar o desenvolvimento de produtos e pode ser utilizado com facilidade na gestão de projetos. Podemos dizer que faz parte da metodologia ágil que envolve um conjunto de ações voltadas para a rapidez dos serviços de uma equipe, de uma tecnologia ou do relacionamento com o cliente.

Em vez de enfocar o resultado final, o Scrum concentra-se em pequenas etapas. Sendo assim, o objetivo principal é dividido, por exemplo, em 4 semanas ou sprints. Ao finalizar cada uma dessas fases, a equipe é reunida para avaliar os resultados, apontar os erros, melhorar os acertos, identificar desafios e planejar o próximo sprint.

Waterfall

Muito utilizada nos setores de produção e construção, a metodologia Waterfall (em português, cascata) foi a primeira a ser adotada na Engenharia de Software. O objetivo dela é executar uma sequência de etapas, em ordem lógica e precisa, finalizando em um determinado resultado.

Assim como o caminho crítico, a Waterfall inicia uma fase desde que a antecessora tenha sido concluída. Além disso, qualquer alteração no escopo do projeto interrompe o fluxo das tarefas e pode contribuir para vários transtornos. Devido a isso, essa metodologia não é considerada flexível. Para implantá-la, é fundamental atravessar as seguintes etapas:

  • engenharia de ideias;
  • desenvolvimento do sistema;
  • implementação;
  • teste;
  • validação;
  • manutenção.

Zoop

A Zoop é de origem alemã e foi concebida entre os anos 70 e 80. Ela refere-se ao planejamento de projetos orientados por objetivos e é constituída por quatro etapas que ajudam no acompanhamento das demandas. Estas fases são:

·     análise;

·     elaboração;

·     prática;

·     avaliação;

·     resultados.

Devido à sua solidez, essa metodologia é muito conceituada e utilizada no mundo corporativo. Outro motivo para isso é o seu aspecto colaborativo, ou seja, ela permite que grupos de pessoas interajam com facilidade durante a execução do projeto.

Project Model Canvas

Podemos dizer que o Canvas é a celebridade das metodologias e foi eternizado não só pelas organizações como também pelos aplicativos virtuais. Em resumo, o Canvas propõe a troca de toda a documentação de um projeto por post-its. Essa forma de gestão torna as etapas de um projeto mais visuais, simples e objetivas.

Para que funcione bem, o gestor e os demais integrantes de um projeto devem estudar as tarefas e organizá-las em colunas que representam cada etapa, além de descrevê-las nos respectivos post-its. O projeto avança nas colunas, ao passo que as etapas vão sendo concluídas.

Sendo assim, não há motivos para a falta de gerenciamento nas tarefas. Para evitar isso, basta escolher a metodologia que mais se encaixe com a realidade da empresa, desenvolvê-la e implantá-la nos moldes internos.

Gostou do nosso conteúdo? Conseguiu entender quais são as principais metodologias de gestão de projetos? Agora, mostraremos para você uma visão geral sobre o gerenciamento de projetos em empresas.

Blitzscaling: por que as empresas têm adotado esse modelo de gestão?

O que empresas do Vale do Silício e os famosos CEOs Mark Zuckerberg (Facebook), Brian Chesky (Airbnb), Erick Schmidt (Google) e Reid Hoffman (fundador do LinkedIn) têm em comum? Você talvez responda: “muita coisa, afinal todos são representantes do mercado da inovação”. Está correto, mas, além disso, eles são adeptos do blitzscaling.

Já ouviu falar desse conceito? Sabe como tem ajudado as startups e outros empreendedores a escalar o negócio? Quer aprender como implantá-lo na sua empresa? Neste artigo, responderemos a esses questionamentos!

Por que é importante inovar o modelo de gestão?

Vivemos em uma fase da globalização: o mundo está conectado em rede, todos sabemos. Nesse cenário, as empresas precisam se mover rapidamente, identificando novos modelos de gestão e adaptando-se a eles.

Não há misericórdia com as organizações que não avançam no ritmo volátil da economia atual. Pelo contrário, elas são engolidas pela concorrência vinda de qualquer lugar do planeta. Quer um exemplo? Por décadas, a indústria do transporte público permaneceu intacta.

Porém, em apenas três anos, os clientes dos táxis urbanos deixaram de acenar no meio da rua e começaram a solicitar corridas por meio de aplicativos. Quem não se ajustou a essa inovação aposentou a permissão para atuar como taxista.

Essa é apenas uma amostra do que tem acontecido sistematicamente com negócios antes insuperáveis, mas que, por não se atualizarem, foram atropelados pela inovação dos modelos de gestão.

O que é o blitzscaling?

O blitzscaling foi criado pelo já citado fundador do LinkedIn — Reid Hoffman — para representar o novo estágio do mercado empresarial. Esse visionário define o blitzscaling como sendo a ciência e a arte de edificar, em alta velocidade, empresas que atuam em um mercado global.

Em outras palavras, é empreendedorismo de altíssimo impacto que gera novos empregos e dita regras corporativas do futuro. Para entender melhor esse conceito, podemos abordar brevemente a sua origem. Durante a segunda guerra mundial, existia uma técnica militar alemã conhecida como “blitzkrieg”, que visava surpreender o exército inimigo.

Entre as estratégias utilizadas, estavam a mobilidade e a rapidez na tomada de boas decisões, mesmo que ocasionassem grandes perdas. No contexto atual, o blitzscaling pode ser aplicado não só em startups, mas também em organizações de capital venture, negócios de pequeno e médio porte, empreendedores e investidores.

As vantagens dessa metodologia ajudam as entidades do mundo empresarial a disputar a liderança da área em que atuam, a conseguir novos aportes financeiros e ter uma abertura de capital ou aquisição estratégica.

Além disso, segundo Reid Hoffman, a organização pode implantar o blitzscaling em duas vertentes internas:

  • defensiva: envolve escalas dentro do negócio, como aumentar o número de clientes, colaboradores, receita financeira ou investidores;
  • ofensiva: com maior robustez interna, a organização tenta escalar mais rápido do que os seus concorrentes.

Quais são as cinco etapas desse processo?

Para que a implementação do blitzscaling seja um sucesso, é necessário que a instituição foque no seu atual estágio de desenvolvimento, pois, dependendo da fase, as estratégias para a gestão de pessoas, atendimento ao cliente e outras áreas internas mudam drasticamente.

A seguir, mostraremos os diversos ciclos e o que levar em consideração em cada um deles para que o blitzscaling faça parte da identidade da empresa.

Família

Nessa fase inicial, a organização focará no desenvolvimento de um produto ou serviço que represente a identidade da marca (product market fit). Para essa construção, é preciso descobrir o que e para quem o item será vendido.

Embora seja um desafio encontrar uma necessidade única e inexplorada de uma fatia do mercado, com muita pesquisa e estudo é possível descobrir um “oceano azul”. Dessa forma, o item final agregará valor ao negócio. Após isso, enquanto um número ainda limitado de clientes faz uso do produto, a empresa examina:

  • qual é o melhor canal de distribuição;
  • como serão feitos o marketing e as vendas;
  • que modelo de negócio será utilizado;
  • preço e custo do produto;
  • contratação e definição das funções dos primeiros funcionários.

Tribo

Com o produto bem definido, é o momento de desenvolvê-lo e considerar meios para financiá-lo. Para o primeiro objetivo, será necessário utilizar algumas técnicas, como:

  • divulgar o produto;
  • investir na publicidade virtual: formar parcerias, postar nas mídias sociais e usar as práticas de SEO e SEM;
  • mensurar a frequência de uso X desistência do item;
  • com base na experiência com o cliente, aprimorar ou modificar detalhes do produto.

Por outro lado, o financiamento será algo natural, ao passo que a empresa consolida o produto no mercado, aumenta seu time interno e ganha posições entre a concorrência.

Vila

O passo seguinte é escalar a empresa. No entanto, o desafio aqui é saber o momento certo para fazer isso. Alguns aspectos precisam ser considerados:

  • análise da performance da concorrência;
  • oportunidade de mercado;
  • capital disponível para crescer;
  • certeza do valor do seu produto ou serviço;
  • manutenção da cultura interna;
  • boa gestão da comunicação.

Nesse estágio, tudo fica mais complexo, pois a empresa tem mais funcionários e os concorrentes já perceberam a atuação do negócio em um mercado promissor. Esse é o momento de aparar as arestas, amarrar as pontas soltas e agir, antes que outras empresas “abocanhem” a sua ideia.

Cidade

Enfim, a empresa já tem um produto que é a sua principal fonte de renda e outras criações que compõem a sua arquitetura de portfólio. A partir de agora, começa a etapa de garantir a eficiência na administração das pessoas, do capital e da infraestrutura interna.

Para isso, são criados novos processos que manterão o ritmo da escalada da empresa, automatizando e elevando a produtividade da equipe interna. Muitas organizações, nesse estágio, abrem as suas portas para o mercado internacional.

Nação

Agora o foco da empresa é global, por isso torna-se necessário alinhar as estratégias em meio a milhares de funcionários com diferenças culturais e geográficas. Mesmo com esse desafio, a identidade da organização deve ser ampliada e consolidada em todas as filiais do mundo.

Além disso, se antes a preocupação era desenvolver um produto e tentar firmá-lo no mercado, agora várias linhas de itens precisam ser lançadas periodicamente.

Como enfrentar os desafios à implantação do blitzscaling?

Como acontece com qualquer método, a implantação do blitzscaling apresentará inúmeros desafios. Com o crescimento rápido, muitos problemas não poderão ser resolvidos durante a escalada, pois fazer isso seria otimizar e não avançar com os processos.

Porém, é necessário acreditar e fazer o seu time interno se engajar nessa mudança. Dessa forma, os benefícios do blitzscaling serão sentidos e sua empresa se tornará uma referência de solidez e inovação.

O que achou de nosso artigo? Entendeu por que as organizações estão adotando o modelo de gestão blitzscaling? Para receber os próximos conteúdos na sua caixa de e-mail, assine agora mesmo a nossa newsletter!

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Como desenvolver sua capacidade gerencial?

Embora exista um mito de que a capacidade gerencial seja um dom, na verdade qualquer habilidade pode ser aprendida. Dedicando-se o tempo certo e se preparando adequadamente, dá para desenvolver vários tipos de competências, como de oratória, de gestão ou de negociação. Para tanto, é preciso investir em capacitação e buscar estratégias que possam auxiliar no desenvolvimento desses atributos, o que, por sinal, é essencial para a carreira.

Sabe-se que algumas pessoas começam suas jornadas profissionais com aptidões maiores a funções que exigem essas habilidades. Todavia, com persistência e um bom treinamento, os indivíduos que têm mais dificuldades também conseguem cultivar em si essas mesmas competências.

O desenvolvimento de qualquer habilidade, incluindo as gerenciais, passa por um programa de formação planejada, tanto formal (treinamentos específicos para estas funções) quanto pessoal. Nesse ponto, temos o exemplo de leituras que permitem o aperfeiçoamento individual da pessoa.

Para entender melhor como é possível desenvolver sua capacidade gerencial para promover sua ascensão profissional, continue lendo e confira o que preparamos sobre esse tema!

Que habilidades compõem o perfil de um profissional com capacidade gerencial?

Capacidade de liderança

O gestor precisa ser capaz de direcionar sua equipe para alcançar objetivos. Para isso, ele necessita coordenar, tornando-se um líder. Isso significa dar exemplos positivos, delegar tarefas de maneira equilibrada, orientar seus liderados, entre outras ações.

Conhecimento técnico

Bom domínio técnico em sua área de atuação é essencial para um gestor, pois seus colaboradores normalmente se reportarão a ele para solicitar ajuda com suas atividades. Esse conhecimento também é necessário para que o líder monitore e avalie as tarefas de seus subordinados, a fim de assegurar que sejam realizadas com a qualidade e a eficiência necessárias.

Capacidade de se relacionar

Um gestor deve ter boa capacidade de relacionamento, pois frequentemente lidará com pessoas diferentes não só em sua equipe, mas na empresa. Afinal, muitos planos e estratégias são elaborados em conjunto com outros gestores e profissionais de diferentes departamentos. Dependendo da área, ainda terá de interagir com clientes, fornecedores e até agentes do governo, como fiscais.

Boa comunicação

A capacidade de se relacionar depende de uma boa comunicação, portanto, são complementares. Além disso, ela é necessária para organizar e instruir seus subordinados e para defender ideias e projetos, bem como para justificar investimentos aos seus pares e superiores hierárquicos.

Habilidade de negociação e de conciliação

Para conseguir recursos é importante desenvolver a comunicação, mas também é preciso combiná-la a uma boa habilidade de negociação para defender propostas e realizar concessões controladas. Ela ainda é essencial em cargos que envolvem contatos com agentes externos, isto é, ao negociar preços e condições comerciais com fornecedores e com clientes.

A habilidade de conciliar também é fundamental a um gestor, uma vez que será necessário gerenciar interesses de vários indivíduos e empresas em seu cotidiano.

Foco em inovação

É preciso foco em inovação e criatividade para rever os fluxos organizacionais, com vista à melhoria contínua. Esse enfoque também é necessário para se buscar alternativas de processos mais eficientes para implementar na rotina profissional.

Visão sistêmica e processual

Uma visão processual é necessária a qualquer profissional que ocupe cargos de liderança, para que consiga avaliar os processos que compõem seu setor e sua empresa. Além disso, é preciso visão estratégica e sistêmica, para analisar os problemas organizacionais de todos os ângulos.

Como essas características têm impacto na gestão de um negócio?

A reunião dos atributos mencionados acima em um indivíduo compõe um dos perfis de gestores mais desejados pelas empresas. Isso porque o profissional que carrega essas qualidades e competências consegue atuar positivamente tanto dentro como fora da organização.

As habilidades interpessoais (comunicação, boa negociação, liderança etc.) possibilitam a ele se relacionar facilmente com funcionários, colegas e superiores, bem como com parceiros, clientes, fornecedores etc.

Por outro lado, o conhecimento técnico, aliado a uma visão sistêmica e à capacidade de inovar, permite a ele tomar decisões mais completas e criativas, avaliando tanto a conjuntura do negócio quanto possíveis consequências de suas ações.

Que obstáculos atrapalham o desenvolvimento de capacidades gerenciais?

Existem obstáculos que geram insegurança no profissional que precisa se desenvolver para conquistar um cargo gerencial. Por exemplo, há casos em que as pessoas tomam para si certos modelos de referência, deturpados de acordo com experiências negativas.

Se um profissional teve contato com um gestor que falava excessivamente sobre a importância de boas práticas de gestão, mas que na realidade não as aplicava adequadamente em seu cotidiano, poderá se criar uma falsa impressão sobre a efetividade de tais métodos. Esse profissional poderá pensar que eles não funcionam ou que são apenas teóricos, não tendo viabilidade prática.

A maioria dos trabalhadores de pequenas e médias empresas são liderados por gestores que, em muitos casos, não passaram por um preparo formal, o que leva a uma gestão muito empírica, baseada na tentativa e erro.

Espelhando-se na experiência que teve com esse tipo de líder, um colaborador talvez não enxergue que precisa se capacitar e buscar conhecimentos base para se converter em um bom gestor.

No entanto, existem métodos/técnicas amplamente testados, e com eficiência comprovada pelo mercado, que contribuem para o exercício do gerenciamento de pessoas no ambiente corporativo. Essas mesmas práticas podem ser replicadas se forem aprendidas e desenvolvidas pelo indivíduo.

Como exemplo, temos as técnicas de negociação balizadas pelo modelo de Harvard, os princípios do coaching e o design thinking. Esse último envolve uma metodologia para solucionar problemas e desenvolver produtos, reunindo processos normalmente aplicados por designers, como imersão, ideação, prototipagem de produtos etc.

Quem é gestor de primeira viagem também pode se sentir inseguro. Mas o fato de ser inexperiente não significa que não tem como ser um bom líder. Também ser um gestor há tempos não significa que se é um profissional de excelência.

Em certos casos, existe o gestor formal, aquele que às vezes nem tem competência para tal, mas que ocupa um cargo oficial de liderança. Isso costuma ocorrer, por exemplo, em empresas familiares.

Já outras pessoas são reconhecidas pelos seus pares como bons gestores (ou potenciais bons gestores) mesmo sem terem ocupado cargos desse tipo antes. Esses normalmente são profissionais que têm boa capacidade de organização e negociação, uma liderança mais consolidada na equipe e uma postura conciliadora.

Que opções ajudam a desenvolver habilidades gerenciais?

Talvez a mais conhecida seja a participação de treinamentos e de programas de capacitação. Todavia, é preciso considerar que o conhecimento é uma combinação entre elementos teóricos e práticos.

Portanto, o profissional pode participar de cursos, palestras e treinamentos periodicamente, mas se não aplicar o aprendizado obtido em sua rotina profissional, ele se torna incompleto. A prática sem a teoria gera retrabalho e baixa produtividade, enquanto a teoria sem a prática não gera nada.

Além disso, é possível aplicar técnicas e ferramentas gerenciais nas suas atividades, por mais básicas que elas possam ser. Veja exemplos de instrumentos e mais dicas para aperfeiçoamento.

Métricas de desempenho

Dá para organizar melhor as suas atividades, estabelecendo métricas de produtividade para si mesmo e saindo sempre de sua zona de conforto. É preciso assumir responsabilidades que vão além daquelas que já estão embutidas em sua função específica.

Feedbacks

Os feedbacks são ferramentas muito importantes no processo de capacitação gerencial. Em uma empresa com modelo estrutural consolidado, com avaliações dos pares e dos superiores, em um formato de 360 graus, esse recurso funciona muito bem para o desenvolvimento do profissional.

Isso porque cada colaborador oferece a sua visão sobre os pontos fortes e os pontos de melhoria a seus colegas, despertando nesses indivíduos reflexões sobre o que podem executar para serem profissionais melhores. O colaborador que cumpre este desenvolvimento e torna-se líder, também se credencia a realizar o mesmo trabalho de orientação com os seus liderados, em outro momento.

Auxílio de profissionais especializados

Outra forma de conseguir aprimorar suas capacidades gerenciais e, por consequência, melhorar sua gestão de carreira, é buscando ajuda de profissionais especializados. Nesse caso, você pode recorrer a consultores que tenham as habilidades apontadas neste artigo e que possam transmiti-las a você. A grande vantagem disso é que eles poderão passar dicas mais práticas, relacionadas ao dia a dia de uma empresa.

Por fim, é importante ficar atento aos seus colegas para verificar se você está ou não fazendo progressos. Quando eles passam a reconhecer seus avanços, notando melhoras em sua capacidade gerencial, mesmo que você não ocupe esse cargo, é sinal de que está no caminho certo. Quando isso acontece, a própria empresa começa a delegar atividades estratégicas e importantes a você.

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Carreira em Y: você sabe o que é? Quais as vantagens? Como se preparar?

Há algum tempo ainda encontrávamos profissionais que permaneciam a vida inteira na mesma organização. Durante esse período, muitos desses trabalhadores conseguiam crescer dentro da empresa e atingir um posto de liderança. Apesar disso, não raro, alguns ficavam desmotivados com o percurso de sua ocupação. Devido a essa reação, surgiu o conceito da carreira em Y.

Mas o que significa esse modelo de trajetória profissional? Quais são as vantagens? Como se preparar para adotá-lo na sua carreira? Acompanhe nosso artigo e descubra!

O que é a carreira em Y?

O formato da letra Y já sugere o significado desse tipo de carreira, pois percebemos um traço que se separa em dois. Sendo assim, a carreira em Y é linear até certo ponto

Desse modo, evita-se a situação descrita no início do artigo, na qual o funcionário só tinha duas opções: aceitar a sua estagnação profissional ou pedir demissão e tentar novos desafios em outra empresa.

Por outro lado, esse conceito permite, por exemplo, que um colaborador decida seguir a direção rumo a um cargo gerencial ou especializar-se em uma área técnica com que se identifique. Em contrapartida, as instituições também ganham quando adotam a carreira em Y na sua gestão interna, uma vez que aproveitam melhor as competências e as habilidades dos colaboradores.

Dessa forma, conseguem alocar o funcionário em um cargo compatível com o seu perfil profissional, fomentando a sua motivação e aumentando o seu rendimento na empresa.

Quais são os benefícios desse roteiro empresarial?

Podemos apontar inúmeros pontos positivos no modelo de carreira em Y. Dentre os principais, estão:

Mobilidade de ascensão de carreira

A mobilidade tornou-se presente não só no mundo virtual como também no empresarial. Boa parte dos profissionais mais jovens deseja ter uma trajetória corporativa ditada pela flexibilidade e adaptabilidade — ingredientes próprios da mobilidade.

Essa realidade abre um cenário: as corporações procuram por esse tipo de profissional e educam o seu time nos moldes da carreira em Y. Para isso, utilizam tecnologias no recrutamento e na seleção interna que identifiquem trabalhadores com um perfil voltado para mobilidade.

Autonomia

A empresa consiste em uma relação de interdependência entre todos os colaboradores. Porém, é importante que haja um espaço para a autonomia, embora, infelizmente, essa liberdade ainda seja pouco difundida nas organizações.

Quando é implantada a carreira em Y, aos poucos os funcionários começam a ganhar mais independência. Longe de ser algo negativo, ter uma margem de iniciativa estimula a proatividade, a satisfação e a motivação dos colaboradores.

Quando atingem um cargo, percebem que foi o resultado de suas próprias escolhas e que a instituição deu todo o suporte durante o percurso até alcançar essa meta. Outro resultado positivo pode ser o aumento do engajamento interno, visto que eleva também o senso de responsabilidade dos colaboradores na participação das estratégias do negócio.

Desenvolvimento profissional

Uma vez que o funcionário está exercendo uma função ou cargo compatível com as suas competências, o seu desenvolvimento profissional é otimizado. Quanto mais conhecimento obtiver, maior será o aperfeiçoamento dos seus serviços até que a excelência seja alcançada.

Com essa reação da parte dos funcionários, a empresa ganha outra vantagem: a potencialização do programa interno de treinamento e capacitação. Desse modo, reduz o tempo e os custos vindos de uma aplicação demorada das técnicas e metodologias nos serviços do time.

Retenção de talentos

Muitas empresas gastam uma grande soma em dinheiro para criar estratégias eficientes para a retenção de talentos. Por outro lado, os profissionais se esforçam bastante para serem prodígios que a instituição não quer desperdiçar. Para ambos os casos, a carreira em Y é a solução.

Com o time entusiasmado com o seu roteiro empresarial, a organização reduz o turnover (rotatividade) e eleva a sua employer branding (marca empregadora), conseguindo assim, manter os colaboradores de alto rendimento no seu ambiente interno.

Já os funcionários aderem à versatilidade tão desejada pelas corporações modernas, já que as constantes mudanças repentinas no mundo empresarial e a alta concorrência exigem transformações e decisões rápidas por parte dos líderes e liderados.

Como se preparar para esse modelo de gestão de carreira?

Não é todo mundo que se adapta à carreira em Y. Assim como toda metodologia, é preciso preencher ou desenvolver alguns requisitos para ter sucesso nesse processo. Vejamos algumas dessas características.

Ânsia pelo conhecimento

É necessário ter gosto pela leitura, por especializações e treinamentos corporativos. Isso é importante porque, diferente da trajetória profissional linear, a trajetória em Y não permite que o colaborador permaneça na sua zona de conforto.

Sendo assim, a qualquer momento será testada sua capacidade de inovação, de solução de problemas, de análise técnica e de conhecimento aprofundado para encontrar novos rumos para a sua carreira.

Aperfeiçoamento das competências

O roteiro corporativo em Y demanda um contínuo progresso das competências profissionais. Sendo assim, se o colaborador tem, por exemplo, facilidade de lidar com pessoas, envolvê-lo em atividades que exijam o trabalho em equipe ajudará a ampliar e potencializar essa habilidade.

Em contrapartida, o funcionário precisa se colocar em situações que o permitam desenvolver a arte de conviver com os outros, participando, por exemplo, de eventos corporativos, processos de gamificação e projetos colaborativos.

Foco em resultados

Estabelecer e alcançar metas são ótimas maneiras de se preparar para a carreira Y. Conforme foi bem explicado, esse padrão de trajetória profissional não segue um roteiro pré-definido pela instituição.

Então, se o colaborador deseja ser um especialista na área de RH, ele o poderá ser, desde que mantenha esse objetivo em mente e trabalhe bastante para alcançá-lo. Para isso, talvez seja preciso uma nova graduação, MBA ou um curso específico.

Versatilidade

Ser versátil significa ser adaptável. Traduzindo para o mundo corporativo, envolve ter a habilidade de trabalhar em funções diferentes no decorrer da vida. Para ter sucesso na carreira em Y é fundamental ter essa característica.

Para desenvolvê-la, o profissional pode tentar realizar as suas tarefas de maneiras diferentes ou aderir ao programa de rodízio de funções, caso tenha esse processo na empresa. Um dos grandes benefícios da versatilidade é não paralisar em um cargo ou empresa.

Enfim, a tendência para os próximos anos é que os profissionais tenham trajetórias menos lineares e com mais alternativas. Como vimos, as vantagens desse modelo de carreira são sentidas pelas empresas e pelos colaboradores.

O que achou de nosso artigo? Entendeu o conceito da carreira y e como se preparar para ter os benefícios dela? Para aprofundar ainda mais o seu conhecimento, entenda como a gestão de carreira pode mudar sua trajetória profissional.

Qual o papel do gerente de projetos e que habilidades ele deve ter?

Recentemente, um novo profissional está adquirindo espaço dentro das organizações. Devido à necessidade que as empresas têm de otimizar tempo e recursos, o papel do gerente de projetos ganha destaque e importância estratégica, fazendo com que ele seja muito valorizado no mercado.

As grandes companhias perceberam que designar um gerente faz com que os projetos aconteçam de forma organizada, o que leva os colaboradores a trabalhar em sincronia, evita erros e permite melhor aproveitamento do potencial das pessoas.

Então, se você está de olho nessa função e acredita que ela pode ser uma boa oportunidade para sua ascensão profissional, não perca este post! Vamos explicar como o gerente de projetos trabalha e o que fazer para se tornar apto ao cargo. Confira!

Quem é o gerente de projetos?

O gerenciamento de projetos é uma função relativamente nova no Brasil. Como não existe uma faculdade para formar esses profissionais, o cargo é desempenhado por engenheiros, administradores, arquitetos e gestores de TI, entre outros.

As companhias estão percebendo que a gerência de projetos é uma função estratégica. Um bom gerente trabalha para otimizar recursos e, dessa forma, reduz gastos e tempo, além de aumentar a eficiência da equipe e a qualidade do produto ou serviço final.

Qual é o papel do gerente de projetos?

A partir do momento em que a empresa estabelece um projeto, esse gerente é responsável por planejar suas etapas, identificar os recursos necessários (financeiros, humanos e materiais) e organizar o andamento das atividades. Cabe a ele definir os papéis de cada profissional e distribuir as tarefas.

Durante o projeto, o gerente também acompanha o andamento das atividades. Ele usa ferramentas para avaliar se tudo está acontecendo de acordo com o previsto, tanto em relação ao cronograma quanto aos requisitos técnicos estabelecidos. Caso surja algum risco ou problema, ele é responsável por mudar a estratégia e garantir o bom desempenho do grupo.

Essas não são as únicas atribuições do gerente de projetos. Ele também precisa documentar as ações, garantindo toda a transparência necessária. Revisar as atividades para garantir a qualidade e comunicar os resultados à diretoria e aos clientes também fazem parte de suas funções.

Quais são as habilidades necessárias para um gerente de projetos?

Como você pode imaginar, a função de gerente de projetos exige muita organização e capacidade de planejamento. Porém, essas não são as únicas habilidades que esse profissional precisa ter. Conheça as principais competências que o mercado espera deles!

Organização

Os projetos têm muitas variáveis que precisam ser controladas pelo gerente. Ele deve avaliar se as atividades estão acontecendo de acordo com o cronograma monitorando os milestones (etapas ou entregas parciais), manter os custos dentro da previsão, definir o preparo para as próximas tarefas, entre muitos outros pontos.

Perfil de liderança

Sem as pessoas, o planejamento não sai do papel. Por isso, o gerente de projetos também precisa ter perfil de liderança, boas habilidades de comunicação e capacidade para ensinar. Assim, ele conseguirá fazer os colaboradores entenderem o que deve ser feito e como deve ser feito, além de motivá-los a terem um bom desempenho.

Gerenciamento de crises

Em qualquer tipo de projeto, a única previsão 100% verdadeira é a de que, em algum momento, haverá um imprevisto! Desde o planejamento, o gerente deve avaliar os riscos e pensar em alternativas para resolver essas situações, se elas realmente acontecerem. Ele também precisa ter flexibilidade para buscar saídas inovadoras caso um problema novo ameace o andamento das atividades.

Capacidade de negociação

A todo momento, o gerente de projetos lida com interesses diferentes: contratante, fornecedores, clientes e funcionários. Cada um deles tem suas próprias expectativas e vontades. Assim, é preciso negociar muitas vezes para pedir prazos, solicitar que um parceiro faça uma condição mais apropriada e até convencer as pessoas a fazerem o que elas não querem, mas que ele sabe que é melhor para o resultado.

Por isso, é importante que o gerente de projetos mantenha um bom relacionamento com todas as partes envolvidas no programa. À medida que eles percebem que podem contar com esse profissional e que ele é razoável em suas decisões, torna-se mais fácil solucionar conflitos e chegar a uma solução aceita pela maioria.

Objetividade

O bom gerente é aquele que consegue realizar um projeto no menor prazo possível, pelo custo mais baixo, mas sem abrir mão do que é essencial para garantir a melhor qualidade. Para isso, ele precisa enxergar as situações com muita objetividade, identificando problemas e propondo soluções viáveis.

Capacidade para suportar pressão

Apesar de o gerente ganhar a maior parte dos elogios quando um projeto está pronto, durante o andamento ele é a pessoa que mais recebe pressões e cobranças. Por isso, é necessário que tenha a capacidade de lidar com essas situações com maturidade e profissionalismo, aproveitando o que é válido nas críticas para melhorar seu desempenho e ignorando o que não tem fundamento, para manter o foco no projeto.

Qual é a formação para se tornar um gerente de projetos?

Como já falamos, pessoas formadas em diversas áreas podem se tornar gerentes de projetos. Além do diploma de Ensino Superior, elas precisam realizar cursos que ensinam as metodologias usadas nessa área e desenvolvem as competências de que esses profissionais necessitam.

Para contratar o gerente de projetos, a empresa valoriza as certificações concedidas por institutos reconhecidos internacionalmente. O Project Management Institute (PMI) é a maior organização mundial dessa área. Ele está presente em mais de 160 países e os princípios do Project Management Body of Knowledge (PMBOK) são considerados a principal referência desse setor.

Na hora de escolher um curso, é importante prestar atenção a esse fator. Instituições reconhecidas pelo PMI podem oferecer essa certificação, que é valorizada pelas grandes companhias e pode garantir excelentes oportunidades no mercado.

Portanto, se você tem interesse em se tornar um gestor de projetos, tome muito cuidado ao optar por uma instituição de ensino. Faça sua escolha baseado na qualidade e no reconhecimento do mercado. Só assim você terá um verdadeiro diferencial no currículo e poderá disputar vagas nas melhores empresas.

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